Meu intercâmbio e a volta ao Brasil: Pedro Mariano

Esses dias eu estava pensando num dos maiores conflitos que temos ao morar longe: quando voltar? Ou não voltar? Eu e todos os meus amigos intercambistas passamos por isso. Ja faz 2 anos e meio que estou aqui e meu visto vence em dezembro. Alguns dos meus amigos ja voltaram pro Brasil, outros estão no mesmo dilema que eu.

Entao eu pensei em quem ja passou por isso e ja tomou a decisão de voltar. Fiquei curiosa pra saber como esta sendo essa nova fase na vida delas. E por isso perguntei a alguns amigos que ja voltaram: como eles veem a experiencia do intercâmbio e como foi voltar ao Brasil?

O Pedro é um dos grandes amigos que fiz aqui, nos conhecemos logo na primeira semana pois ficamos no mesmo hostel e estudamos na mesma escola, mas em salas diferentes. Uns meses depois viramos flatmates. Foi uma pena ele ter ido embora, mas acredito que ele tenha tomado a decisao certa para aquele momento da vida dele.

Estao curiosos? Entao fiquem com o relato dele:

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Pedro, 25

Já fazia curso de inglês há um bom tempo, e apesar de querer melhorar o inglês, minha maior motivação em ir para um ano sabático fora do Brasil foi a possibilidade de conhecer o mundo, conhecer novas culturas e fazer algo impactante para o resto da minha vida enquanto jovem. Mas tudo começou em 2010, em uma palestra sobre intercâmbio durante um congresso, decidindo assim que queria viver a experiência de morar em outro país.

Me formei em contabilidade em fevereiro de 2014, e no mês seguinte já estava pousando na ilha esmeralda. Morei um ano e meio em Dublin e seis meses em Cork. Foram dois anos inesquecíveis, e lembrarei para sempre da Irlanda com muito carinho, um país em que acredito ter alcançado todas os meus objetivos.

Me considero um vencedor, pois trabalhei em vários empregos diferentes, não tive problemas com escola, fiz amigos de todas as partes do mundo, e consegui obter um melhora muito considerável no meu inglês. O início é difícil para todos, a distância da família e a falta de alguém para apoiar-se é real, porém é nessas horas que devemos nos apoiar em quem está mais próximo de nós, nesse caso, os brasileiros.

Não é necessário fugir de brasileiros, aliás, é impossível; apenas aprenda a administrar suas amizades com falantes de português (confesso que os melhores momentos que vivi no intercâmbio foram todos com amigos brasileiros) e não perca seu foco principal, que é o aprendizado da língua inglesa. Conheci a Irlanda do Norte ao Sul, conheci outros dez países, fiz dois cursos de inglês, e ainda um estágio na minha área na cidade de Cork (vou te agradecer eternamente Bethânia :D), o que foi decisivo na melhora do meu inglês e possibilidade de conhecer mais de perto a cultura irlandesa, assim como irlandeses.

Decidi retornar principalmente pelo aumento do rigor das leis de imigração, e assim, por vontade própria, voltei ao Brasil há alguns meses atrás, no ápice da chamada “crise”. Descansei alguns meses, e por volta de um mês atrás, decidi que queria dar um tempo da vida corrida e estressante de escritório, e também ter mais tempo aos meus estudos. Dessa forma, decidi dar aulas de inglês (algo completamente novo para mim), pois é bem flexível e até dá um dinheirinho. Estou gostando bastante da experiência, porém, pretendo algum dia voltar a minha área, e buscar um emprego que me permita associar toda a bagagem cultural e de conhecimento que adquiri na Irlanda.

Um intercâmbio é uma experiência não só profissional, como também pessoal, pois você se supera a cada dia, descobre o mundo e se descobre, e sempre se surpreende com o próximo, no bom e no mal sentido da palavra. Escolha seu destino, encha sua mala coragem e determinação e vá!

Schumager, Pedro e eu no St. Patrick's Day 2016

Schumager, Pedro e eu no St. Patrick’s Day 2016

E a dieta no Intercâmbio…

Acho engraçado que o fato de sair do seu país e ir morar em um lugar diferente, com comida e cultura diferente, pode ter um impacto totalmente diferente em cada pessoa! Muita gente diz ”intercambio engorda” (eu sou desse time), já outras emagreceram ao chegar aqui. Só sei que é muito difícil tentar manter uma boa alimentaçao quando a sua rotina muda tanto.

Pra começar, voce acabou de chegar e passa os primeiros dias passeando pela cidade (anda muito), procurando casa pra dividir (anda mais ainda), primeiros dias na escola, abrindo conta no banco, acertando toda a documentaçao do visto. Nesse primeiro momento a tendencia é emagrecer, porem nos alimentamos mal, ja que nao temos uma casa fixa ainda e um cantinho pra cozinhar. E como a maioria precisa economizar, acabamos comprando lanches baratos e nada saudáveis.

chicken roll

E aí nos deparamos com os supermercados (Tesco, Lidl, Aldi) e suas comidas super baratas: pizza congelada, batata, donuts, enlatados, chocolates, os Spar, Centra e Londis da vida com seus chicken fillet rolls, o Star Pizza com sua pizza+coca+batata por €5. Depois de algumas semanas, embora estejamos mais tranquilos com relacao a moradia e visto, ainda tem a busca de um emprego. Preocupacao, estresse, tudo isso afeta a nossa dieta.

STAR PIZZA 2

Pra quem esta morando sozinha/dividindo casa com estranhos pela primeira vez, demora um tempo pra se acostumar! Voce nao tem mae, vó, tia, empregada… ninguém aqui pra fazer as coisas por voce. Limpar casa, fazer comida, pagar contas, resolver problemas, tudo isso é por sua conta.

Quando achamos um emprego, passamos a estabelecer uma rotina, e aí é que poderíamos controlar a alimentacao e optar por coisas mais saudáveis, e isso depende muito da força de vontade da pessoa.

Sofremos também a falta de Sol (vitamina D!), a pele, unhas e cabelo sofrem um pouco com isso. Suplementos vitamínicos sao baratos mas nao podemos sair tomando tudo sem indicacao médica. Mas um lado bom de Dublin é que, nao importa onde voce more, sempre vai ter um parque por perto, onde voce pode caminhar. Aliás, academia aqui tem de todos os preços, tipo €25 por mes, ou a Ben Dunne, que voce paga cento e pouco pra frequentar um ano.

Eu emagreci nas primeiras semanas, mas logo me acomodei com as pizzas e os congelados, parei de andar tanto (ia de onibus pro trabalho) e engordei bem uns 5 kg aqui. No segundo ano emagreci um pouco, engordei de novo, e agora estou levando mais a sério (controlando as calorias, fazendo caminhada). Preciso de algo pra me ajudar entao estou usando o app My Fitness Pal, pra contar as calorias com comida e exercícios, e está sendo bem melhor! Há duas semanas, entrei na academia (de novo), a Fit4Less em Tallaght, e dessa vez estou indo! (haha) Porque tem uma amiga que mora perto e vamos juntas, só assim mesmo pra ter animo.

Enfim, é muito difícil se alimentar direito quando as comidas congeladas e fast-food sao baratos, tem que ter muita força de vontade! (que eu nao tenho muita mas to tentando melhorar!)

Os 10 pontos turísticos mais visitados da Irlanda

A Irlanda tem centenas de atrações que valem apena visitar, como parques, museus, cliffs, praias, e muitas delas são grátis. O site Fáilte Ireland publicou a lista com as atrações mais visitadas em 2015, aqui no post vou colocar o TOP 10, sendo 5 pagas e 5 gratuitas. Em negrito vou destacar as que eu já visitei (e vocês vão perceber que eu sou pobre e só vou nas coisas grátis! haha)

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Cliffs of Moher (fonte)

No ano passado, a Guinness Storehouse (fábrica da Guinness) recebeu quase 1,5 milhões de visitantes e ficou com o primeiro lugar entre os pontos turísticos pagos.

1. Guinness Storehouse – 1,498,124
2. Cliffs of Moher Visitor Experience – 1,251,574
3. Dublin Zoo – 1,105,005
4. National Aquatic Centre – 991,554
5. Book of Kells – 767,996

Entre as gratuitas, a National Gallery foi a mais visitada.

1. The National Gallery of Ireland – 718,637
2. National Botanic Gardens – 553,348
3. Irish Museum of Modern Art – 485,702
4. National Museum of Ireland (Archaeology, Kildare St)  – 457,057
5. Farmleigh – 410,076

Para ver a lista completa clique aqui.

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Cliffs of Moher e eu em 2014!

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Botanic Gardens – Dublin

Canadá – um dos destinos mais procurados por brasileiros

Quem já nao sonhou em fazer intercambio nos EUA ou no Canadá, por exemplo? Eu moro e estudo na Irlanda há mais de 2 anos entao tem muitas informacoes sobre isso aqui, mas e outros países? Pensando em diversificar um pouco o conteúdo aqui no blog, estou em parceria com a EF, uma agencia super reconhecida que atua desde 1965 em todo o mundo, e vamos postar sobre algumas outras possibilidades de estudar e morar fora. Nesse primeiro artigo o assunto é: Canadá! O que podemos estudar lá? O que faz o país ser tao atraente para nós brasileiros? Se voce está pensando em estudar fora, e ainda está na fase de pesquisas, espero que o artigo seja útil🙂

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Canadá – um dos destinos mais procurados por brasileiros

Não é novidade que o Canadá é um dos destinos mais procurados por brasileiros no que diz respeito ao investimento pessoal em educação.

Muitos intercambistas de primeira viagem escolhem o Canadá para viver uma experiência internacional. De maneira simples, é fácil entender – o Canadá, além de ser um país com belas paisagens, oferece uma qualidade de vida incomparável a do Brasil. Os estudantes escolhem, geralmente, um lugar que oferece uma vida mais confortável em todos os aspectos do cotidiano: transporte, saúde, qualidade do ar, segurança pública e custo de vida.

No Canadá, é possível estudar:

  • Cursos de Francês;
  • Cursos de Inglês (intensivos ou gerais);
  • Cursos de Graduação em Universidades ou College:

College são cursos mais práticos e Universidades oferecem cursos mais acadêmicos. Para cursar uma graduação no Canadá, é preciso já ter uma graduação no currículo de no mínimo 1 ano (em instituições já reconhecidas pela Universidade no Canadá – mas isso depende de cada instituição. Faça uma pesquisa rigorosa antes de aplicar para algum curso.

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Intercambio na Irlanda – peça um orçamento e tire dúvidas :)

Pra quem nao sabe, eu trabalho em uma agencia, temos acomoçadao, cursos de ingles, cursos preparatórios, assistencia na busca de emprego, tours. Voce pode comprar cada serviço separado ou montar um pacote personalizado ideal pra voce.

A maioria dos nossos clientes sao italianos, franceses e espanhóis. Temos poucos brasileiros nas nossas acomodacoes, o que é ótimo para praticar o ingles! Brasileiros geralmente preferem o curso de 6 meses (com 8 meses de visto e permissao para trabalhar) e até ano passado tinhamos apenas um curso desse tipo.

Esse ano conversei com algumas escolas e escolhi os melhores preços dentre as escolas constantes na lista ILEP, com boa reputacao e qualidade. Uma delas, inclusive é onde eu estudo, a The English Studio. Temos parceria também com a Delfin, IBAT e Grafton College.

Voce pode escolher a escola, incluir acomodacao ou nao, enfim, montar seu pacote! E para os primeiros clientes, o transfer do aeroporto é grátis, além de um chip de celular.

Se voce nao pode ou nao quer ficar muitos meses aqui, temos cursos curtos também, de 1 semana, 2, 4, quantas voce quiser. E os cursos voce pode escolher entre manha ou tarde, primeiro curso ou renovacao de visto (para quem já estudou aqui) que tem valor menor.

Para receber uma cotacao ou tirar dúvidas basta me enviar uma mensagem aqui, por e-mail (bethania@eazycity.com) ou na página do Facebook!

Se voce é um pai ou mae e quer mandar seu filho para estudar em Dublin, entre em contato também e eu te passo os preços e tiro suas dúvidas.

www.dublin.eazycity.com

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Alguns hábitos dos irlandeses/europeus que achamos estranhos/nojentos/irritantes

Esses dias, num grupo do Facebook, todo mundo estava comentando sobre algumas atitudes que temos aqui que sao consideradas rudes, mas que pra gente é normal. Por exemplo, acenar para o garçom para chamá-lo. Voce deve apenas olhar para ele, e ele vai vir até a sua mesa assim que ele estiver livre (e com essa eu descobri que ja fui mal educada muitas vezes aqui). Outras sao relacionadas a língua, por exemplo, no Brasil, em portugues, a gente pede comida assim: ”eu quero/eu vou querer um x-salada” ou ”me ve um x-salada por favor”. Aqui, nunca peca nada com ”I want”, e sim sempre ”I would like” ou ”Can I have…?” e com um please no final, claro.

Hoje fiquei pensando… e o contrário? Quais os costumes dos irlandeses (ou europeus em geral) que para nos é estranho, rude ou falta de educacao? Perguntei no Facebook e algumas das respostas foram:

1. Assoar o nariz em qualquer lugar (e outros hábitos nojentos)

Assoar o nariz é uma coisa normal, nao seria tao ruim se eles nao fizessem isso A MESA, fazendo aquele barulhao, e nao importa se tem gente comendo! Eles nao vao ao baheiro ou saem de perto pra assoar o nariz. Ja presenciei muitas vezes. As meninas comentaram que é o mesmo com arrotar (a maioria fala ”excuse me” depois, pelo menos), cuspir na rua e… peidar! Fazem em qualquer lugar. Ja isso eu nunca reparei (ainda bem), mas o de assoar o nariz, sempre! Foi mencionado também ”nao dar descarga” e ”tirar caquinha do nariz e comer” mas me recuso a comentar sobre esse ultimo, como pode?? haha

2. O boy some

Voces trocam telefone, trocam mensagens, conversam, saem, se veem varias vezes, quando de repente… ele some! Do nada. Por varias semana/meses. E, em muitas das vezes, reaparece do nada tao de repende quanto tinha sumido, como se nada tivesse acontecido! Uma técnica de conquista ou sao só doidos mesmo?

3. Banho… limpeza… ?

Olha, eles nao sao o povo que mais ama banho no mundo. Tambem o conceito de limpeza (da casa) deles é bem diferente. Até lavam a louça diferente (fica toda mal enxaguada). A coisa se estende aos dentinhos tambem. Esses dias estava escovando os dentes depois do almoço e meu namorado falou ”isso é coisa de brasileiro, né? Tem um brasileiro no trabalho e ele sempre vai escovar os dentes depois do almoço!”. Ainda estou tentando ensinar uns bons costumes pra essa pessoa.

Teve varias outras sugestoes, mas esses foram os hábitos mais relatados. Pra nao dizer que estou reclamando, que a gente tambem faz isso etc, deixo também 4 habitos nao-nojentos:

1. Beber leite com comida ou sanduiches

2. Agradecer ao motorista toda vez que desce do onibus

3. Falar ”sorry” antes mesmo de esbarrar em voce na rua

4. Comer um sanduiche cujo recheio é BATATA CHIPS e achar que isso é almoço

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Viva as diferencas nao é mesmo? O jeito é se adaptar! Mas claro que esses hábitos nao dependem exclusivamente da cultura ou nacionalidade, gente de qualquer lugar pode agir assim.

Passeando na Irlanda: Ballybunion e Killarney

Em junho passei um final de semana em Ballybunion e Killarney, em co. Kerry. Essa regiao eh famosa pelo The Ring of Kerry, uma rota circular de 179 km que passa por Killarney e mais algumas cidades, com paisagens lindas, um passeio que vale muito a pena fazer, mas reserva pelo menos uns 3 dias pra isso, pois menos fica muito corrido!

Eu nao fiz essa rota, pois fomos numa quinta, fomos em um casamento na sexta e voltamos no domingo a tarde. Alem disso, eu tenho muito enjoo no carro, e com as estradinhas cheias de curvas, eh uma viagem bem desconfortavel pra mim! Mas com certeza quero voltar pra Kerry com mais calma pra poder conhecer tudo.

Na quinta umas 8 da noite (ainda claro) chegamos a Ballybunion, uma cidadezinha na praia. A praia era linda com uns mini cliffs e um pedaço das ruinas de um castelo, Ballybunion Castle, construido por volta de 1500.

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