Mochilão Peru #Dias 11 e 12 – o fim da viagem!

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) e 10 (sábado) Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 11 (domingo) Último dia no Peru

Dormimos bem no hostel em Puno. As nossas passagens já estavam na recepção de manhã (a moça da agência tinha comprado pra gente na noite anterior), pagamos e pegamos 2 táxis. Foi 4 ou 5 soles cada um até o terminal. Nosso ônibus saía às 8h, chegamos lá anda era umas 7h eu acho. Compramos água, gatorade e bolachas, e quando chegou perto da hora fomos pro ônibus. Estava lotado de mochileiros e turistas em geral, muitas senhoras.. acho que não tinha ninguém local lá. A empresa era a Tours Peru e o bus era bem confortável.

O caminho de Puno a Cusco é bem legal, a estrada ótima, na saída da cidade passamos por uns lugares bem feinhos, as casas sem reboco, todas só de tijolo, sem pintar, amontoadas (por isso Puno tem fama de feia)… e aí vamos subindo, vendo o lago Titicaca.. pegamos a estrada e o sol saiu bem forte. Adorei ficar vendo a paisagem, as casinhas perto da estrada, os pastores com os animais, quase não tinha nada plantado (era época da seca). Passamos por um rio que ia seguindo a estrada, várias vilas e cidadezinhas.

Não lembro a hora que chegamos em Cusco. Primeiro pegamos um táxi no terminal e fomos para o Pariwana, pedimos para guardar as mochilas lá, e fomos para o centro. Nos separamos e cada um foi comer ou dar as últimas voltinhas… já era de tarde, comemos no McDonalds e fomos andar. Agora era a Erika quem estava passando mal.. e eu melhorando. Fui encontrar o Chicão e a Agrael num restaurante, esperei eles terminarem de comer e fomos andar por ali. Todos comprando as últimas lembranças e gastando os soles! Eu comprei um casaco de frio e um cachecol.

Foi escurecendo, voltamos pro Pariwana, ajeitamos as coisas na mochila e pedimos um táxi na recepção. O táxi demorou, então o cara foi pra rua e parou um táxi lá pra gente. Fomos pro terminal espremidos no carrinho do senhor taxista… chegando lá, escolhemos a empresa na hora, foi a Cial, acho uns 50 soles até Puerto Maldonado. Saiu às 8:30 da noite e o ônibus era ok, fiquei no banco bem da frente e pro nosso azar duas americanas chatas ficaram falando sem parar o tempo todo, rindo, reclamando da tv, de tudo.. aff! QUE FALTA QUE ME FEZ um fone de ouvido nessa viagem! Não esqueçam de levar! Da próxima vou levar um daqueles grandões.

Só quando saímos da cidade e apagaram as luzes elas calaram a boca. E o filme na tv estava super alto. Ou seja… noite ruim, vai ser difícil dormir! Fora que, quando a gente estava pegando no sono… o ônibus para num lugar e começa um sobe e desce.. e muitas mulheres subindo pra vender pão, arroz.. anunciando sem parar… que terror! haihuaiuah Ficamos meia-hora ali no mínimo… depois continuamos a viagem, SÓ CURVAS, não dava pra ver nada da frente e dos lados, tudo escuro e muitas curvas… seja o que deus quiser e vamos tentar dormir! Depois as curvas diminuem.

Dia 12 (segunda) A volta pra casa

Chegamos a Puerto Maldonado bem cedinho. O ruim de lá é que no terminal não tem nada pra vender, nada pra comer. Fomos ao banheiro (0.50) e depois conhecemos um casal que também tinha vindo de Cusco e estavam indo para Porto Velho. Eles eram bem simpáticos e dividimos 2 táxis. Na saída do terminal ficam váris carros e tuk tuks se oferecendo. Pegamos 2 por 5 soles cada e pedimos para nos deixarem na “rua das vans” para Iñapari. Nunca descobri o nome dessa rua. Mas os taxistas sabem e isso é que importa.

Chegando na tal rua, o nosso taxista quis cobrar 8 soles. Impressionante que é só perto da fronteira que essas coisas acontecem!! Reclamamos e pagamos só os 5. Tinha uma van já com umas 3 pessoas dentro, ia sair. Combinamos por 30 ou 35 soles (não anotei) e partimos pra fronteira… foi como na ida: van velha, calor, viagem looonga, calor… com o detalhe que a van pifou no meio do caminho! Tivermos que dar nossas águas para o cara por no motor (ou sei lá onde se põe água no carro) e só andou um pouquinho, mais pra frente ele achou uma casa com um riacho, foi lá e buscou água. Ok, arrumado, seguimos e quando chegamos em Iñapari, ele encontrou um colega que tinha chegado bem na frente, e quando este perguntou porque demoramos, o safado do nosso motorista disse que “teve que parar para comprar cusqueña porque eles pediram, sabe como é, tem que agradar os turistas”… :evil: danado!! Nem falou que foi porque a van dele pifou. Realmente na saída de PM paramos num bar pra comprar cerveja mas não tinha, gastamos só 1 minuto lá. (e nessa hora entendemos a malandragem do motorista falando em espanhol rápido, ou seja, já ficamos nos achando, porque quando chegamos lá, 10 dias antes, a gente não sabia nada!)

Essa viagenzinha durou umas 4h. Em Iñapari passamos na aduana para dar saída, carimbar o passaporte… passamos por 2 salinhas, depois atravessamos a rua e trocamos os soles que sobraram com a Tuka. Ali já achamos um taxi que nos levou pra Assis Brasil, antes paramos na PF para entrar no Brasil novamente, e chegando em Assis Brasil (5 ou 10 min), encontramos só um restaurante.. chamado Barriga Cheia! Comida à vontade por 12,00 ou o kilo por 18,00. Eu pesei e meu prato deu 6,00. No Peru eu nem estava podendo ver comida que passava mal, mas no Brasil… estava feliz de poder comer comida brasileira! Tomei um super suco de cupuaçú gelado.

Fui ao banco tirar dinheiro (a 1 quadra dali) e ao mercado, tomei uma água de coco por 1,00… perguntamos sobre o ônibus e falaram que para Rio Branco ele parava ali na praça 15h, mas parava muito e chegava lá tarde. O último ônibus de lá pra Pvh era 22h e ainda tinha o risco de não ter mais vaga, por isso tivemos que ir de táxi. Negociamos um tempão (éramos em 7 agora) e conseguimos 2 táxis, sem desconto era 25 até Brasiléia e 50,00 de Brasiléia a Rio Branco. Geralmente os taxistas fazem por R$ 75,00 de Assis Brasil a Rio Branco. Mas esse que pegamos teria que dividir a viagem ao meio, mas o total seria o mesmo. Ok.. o casal foi em um táxi com 2 outros rapazes que apareceram por lá e nós 5 fomos em outro, com um rapaz bem simpático. Todo mundo foi conversando, a Érika passando mal e eu querendo dormir.

Paramos em Brasiléia e ele chamou um colega dele pra continuar a viagem porque ele não podia ir até RB. Entramos no outro carro, andamos 3 quadras e.. furou o pneu. Esperamos trocar, enquanto compramos lanches num posto de gasolina. Depois de arrumado seguimos… chegamos em Rio Branco 8 da noite. O casal estava lá e nos juntamos de novo. Banheiro, lanche, passagem comprada para as 9h (67,00). O ônibus era confortável, logo eu já dormi, mas é muito chato ter que acordar de madrugada e descer pra atravessar a balsa, ficar esperando quase 1h no frio…

OBS: nesse dia acho que eu nem tiramos fotos. Todo mundo já cansado… 

Enfiim chegamos em Porto Velho quase 6 da manhã… fomos pra casa, abracei minha mãe e minhas cachorras, tomei um banho rápido e dormi. Minha cama ::love:: como eu estava com saudade! 

Isla Taquile - Peru

Peru: um país lindo, incrível, tão perto do Brasil e tão barato. Todo mundo devia conhecer!

Mochilão Peru #Dia 6 – Maras e Moray

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Depois de um dia maravilhoso em Machu Picchu e uma noite agradável em Ollantaytambo, acordamos umas 8h e fizemos o check-out no hostel La Casa del Abuelo, e saímos para tomar café. Cada um queria em um lugar diferente, e enquanto a gente tava procurando perto da praça, um cara parou o carro e perguntou se a gente ia pra Cusco, eu falei que queríamos ir a Maras e Moray e depois Cusco, aí combinamos com ele por 33 soles por pessoa (somos em 5) para sair às 10h. Nessa praça tem dezenas de motoristas então é super fácil negociar passeios para qualquer lugar.

Então nos separamos e fomos tomar café, eu e a Erika fomos para o La Esquina Cafe Bakery, bem na esquina da praça, que recomendo bastante! O lugar tem uma decoração bem legal, e só tocou música boa enquanto a gente tava lá. A Erika comeu uma empanada e um cappuccino. Eu pedi ovos mexidos com torrada e um suco de laranja (s. 12). Compramos água e um protetor labial (s. 6, um ‘genérico’ que não prestou pra nada, o da Nivea era 14 soles, e depois em Arequipa encontramos bem mais barato). Às 10h encontramos o motorista John Elvis e seguimos para a primeira parada…

Logo na saída de Ollantaytambo eu vi várias vans passando com as bikes em cima, e eu lembrei daquele passeio que subia nas montanhas e descia de bike.. que invejaaaaaaaa do povo que tava indo ::putz::

Fomos seguindo pela estrada seguindo o rio Urubamba… ahhhhhhh como o Vale Sagrado é lindo!! Nos campos onde passamos, não existem cercas, e em cada propriedade víamos as ovelhas, ou lhamas, alguns poucos bois, e um pastor ou pastora cuidando, sempre com um cachorro deitado esperando os animais pastarem… no caminho paramos o carro para tirar foto das montanhas nevadas ao fundo. Enfim chegamos nas Salineras de Maras, além do boleto turístico é preciso pagar 7 soles na portaria, seguimos por uma estradinha bem estreita, descemos um pouco e já vemos as salinas lá embaixo, tudo branco, vários poços cheios de sal.

O motorista explicou o conceito geral do lugar e nos deixou bem na entrada, descemos as escadas à pé e logo passamos por algumas barraquinhas, as mulheres oferecem um milho de vários tipos salgadinhos pra gente experimentar, tem roupas, lembranças, e saquinhos com sal e tempero pra vender. Logo chegamos nas salinas, estava um sol bem forte, e lá tudo é claro… tiramos fotos, mas não avançamos muito, ficamos ali no começo mesmo, depois subimos. Voltamos pro carro, estava bem calor nessa hora.

Pouco tempo depois chegamos a Moray, passando antes pelo povoado, e novamente uma estradinha bem estreita, onde não passam 2 carros de uma vez. Chegando lá nos terraços, que eram usados para plantação de vários tipos diferentes de milho e batata, de acordo com cada microclima. Antes de descer até os círculos, eu e a Jaque ficamos tirando fotos da paisagem em volta, é lindo! As montanhas nevadas estão mais próximas, e tinha traillers e barracas com gente acampando lá. Depois descemos e aproveitamos o vazio, não tinha ninguém lá na hora que descemos, e eu adoro esses raros momentos em que a gente fica sozinho em algum lugar muito legal ou com uma paisagem muito bonita. Aproveitamos pra tirar muitas fotos e depois subimos…

Eu sofri um pouco nessa subida! Faltou o ar, estava sol, fiquei cansada rápido… “tudo no Peru tem que ter escadas e subidas!!” era só o que eu pensava. Chegando lá em cima, voltamos pro carro e agora sim seguimos pra Cusco… paisagem linda como sempre… a gente nem piscava o olho, sempre observando tudo! Foi esfriando e o vento ficando gelado… chegamos em Cusco, pagamos o John e ele nos deixou a 2 quadras do Hostel Pariwana. Não lembro que horas eram, acho que umas 3 da tarde. Eu e a Erika fomos comer no KFC, pollo frito e papas fritas e refrigerante, dividimos um combo de 35 soles. Depois dei uma olhada nas passagens para Arequipa (nas agências perto da Plaza de Armas), e fomos ao Pariwana, nossas mochilas estavam guardadas lá desde a ida para o Vale Sagrado. Esperamos um pouco porque ainda tinha tempo, e 7:20 fomos pro terminal, lá pesquisamos a escolhemos a empresa Julsa para ir a Arequipa. Vou ficar devendo o preço da passagem porque esqueci de anotar!!

Sempre pegamos o andar de cima, que é geralmente 10 ou 20 soles mais barato que embaixo. E essa viagem foi a melhor, teve jantar (macarrão, bebida e uma sobremesa que parecia canjica) e cobertor.

No próximo post: Arequipa!

Mochilão Peru #Dia 4 – Valle Sagrado

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia de conhecer o famoso Vale Sagrado!

Nos encontramos na frente da agência 8:30, o passeio estava marcado para 9h. Novamente foi com a agência Qoki Inka Travel, custou 20 soles, e nada a reclamar do serviço deles! O guia hoje foi o Perci e era um bus grande em vez do micro. O caminho começa e já é tudo lindo! (eu empolgada :lol: ). Paramos da comunidade de Ccorao, tem um mercado de artesanato… eu reclamava de ter que parar nesses lugares, mas quando entrava, não queria mais sair! Ele nos deu 20 minutos, e eu não consegui passar da quarta lojinha. Mas comprei só uma meia/polaina grossa (s. 10). As camisetas ali eram mais baratas que em Cusco também.

Pegamos a estrada e paramos no Mirador Taray, que tem vista para um povoado embaixo, um rio e ao fundo montanhas nevadas! ::love:: Essas montanhas ‘nos acompanharam’ durante vários dias e eu morrendo de vontade de chegar perto delas… Tiramos algumas fotos ali e seguimos para as ruínas de Pisac. É enorme e lindo! O sol estava bem forte, comprei um chapéu (s. 10). O guia deu 1h ou 1h30 (não lembro direito), só sei que esse tempo acabou super rápido, não deu pra andar nem um terço do lugar. Eu poderia passar o dia inteiro ali! Começou minha paixão pelo Vale Sagrado e seus caminhos ::love:: um dia vou voltar lá pra andar à pé por aquelas estradinhas, parar em cada povoado, dormir ou ficar uns 2 dias… Mas como na primeira vez não conhecemos nada, vamos de tour mesmo! Bora pro ônibus!

Dali paramos em uma loja, o cara explicou como fazem uns pingentes de prata e conchas coloridas que vimos aos montes gente vendendo nas ruas, mas ficamos pouco tempo lá (ainda bem) e fomos para Ollantaytambo, mas no caminho paramos em Urubamba para almoçar. E o rio lindo já está cortando o Vale e a paisagem vai mudando de marrom para verde… Lindo! Paramos no restaurante Yllari (Ou Illary), o buffet era 25 soles e a comida estava boa. Comi macarrão, um pouquinho de arroz, salada e um frango com molho de abacaxi, também tinha sopa, e dividimos uma cola-cola de 1 litro. A sobremesa era incluída também, tinha 4 tipos mas não eram muito gostosas não.

Pouco tempo depois chegamos em Ollantaytambo, um amor de cidadezinha! A rua principal de acesso é bem estreita, de pedra, com as casinhas já com a porta na rua, e na soleira das portas passa um canal de água. Na chegada já tive uma impressão legal da cidade. Descemos do ônibus e na frente do parque arqueológico tem uma feira de artesanato (claro). Mas entramos direto, subimos quase a metade e o guia começou a explicação. Numa das montanhas ele mostrou um rosto, mas eu não consegui ver :| hahaha, mas tudo bem, sou míope, enxergar o rosto já seria demais. Depois subimos mais um pouco, os picos nevados apareciam ao longe, mas agora um pouco mais perto. Tiramos mais fotos, depois demos a volta e descemos por outro lado. Saímos de lá e na feirinha comprei uma bolsinha pequena só pra carregar passaporte, celular e câmera. Ficamos olhando as coisas, e quando saímos, cadê o ônibus? ::putz:: Eu, Jaque e Érika, andamos, procuramos e nada.

Achei que ele provavelmente estaria estacionado em outro lugar, porque ali na frente era pequeno e não cabia os ônibus que toda hora chegavam. Atravessamos a ponte, subimos até a praça, e nada. O Chicão e a Agrael estavam juntos com o grupo, e eles não iriam embora sem a gente. Aliás, nem iam embora de jeito nenhum, porque iríamos ficar ali mesmo e pegar o trem. Fiquei parada perto da pequena ponte, de onde poderia ver se eles passassem, e as meninas foram procurar. 10 minutos depois, achamos \o/ Pegamos a mochila e o povo queria comer. Eu não queria, então eles sentaram num restaurante e eu fui andar. Gostei ainda mais da cidade! Suas ruazinhas estreitas e retas, os cachorros, os senhores e senhoras voltando pra casa no fim de tarde.

Nesse volta passei em frente a um local que alugava bikes (Ollantaytambo Bike malkubenavides@yahoo.com.pe), o cara saiu e me chamou.. entrei lá e ele me explicou os passeios que faz. Me mostrou um mapa enorme da região. Descobri que Ollantaytambo tem muito mais ruínas do que apenas aquela que eu tinha acabado de visitar!! E várias não cobram entrada. Um dos passeios que ele faz, você sobe de carro até Patakancha (4.010 m), fica lá em cima nos montes nevados e desce de bike, passando por algumas ruínas. EU QUEROOOO!! Em grupo ficava 70 soles, e sozinha ficaria 90… claro que ninguém no meu grupo ia querer. E se eu soubesse que Ollanta era tão legal, teria reservado 3 dias pra lá. Fica pra próxima…

Fui numa lan house pra conferir se a reserva com o hostel em Aguas Calientes estava ok. Enviei pra eles o horário do trem e eles iam nos pegar na estação. A internet foi s. 0,50 por 15 min. Voltei pro restaurante e o povo ainda estava comendo. Quando terminaram, passamos numa vendinha para comprar água, gatorade e bolachas. E aí fomos seguindo pela rua que leva à estação, o caminho nem é longo, dá pra ir a pé tranquilo. E aí pensei: eu queria poder ficar mais aqui! Comentei com o povo e a Agrael concordou, Ollantaytambo parecia tão aconchegante e fofa que a gente queria conhecer mais.

Chegamos à estação e pegamos o trem Peru Rail das 18h. Não achei uma viagem confortável não… Chegando lá, muito frio, estava de noite, e o cara do Supertramp Hostel estava esperando. Seguimos ele por uma subida (umas 3 quadras) e chegamos. O quarto era de 10 camas (30 soles) e já tinha uns rapazes lá. Deixamos as mochilas e fomos jantar. Escolhemos a rua mais movimentada e fomos… mas nem deu pra escolher o restaurante, porque logo no primeiro, o garçom estava com uma camisa do Brasil, aí começaram a conversar e já entraram… eu estava fugindo de ficar sentada 1 ou 2h “perdendo tempo” enquanto poderia estar conhecendo a cidade, então saí de novo pra andar sozinha.

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é parecida com Ollantaytambo, só que mais comercial, cheia de restaurantes e farmácias. Bem charmosa, e ao que parece o povo dorme cedo lá. Umas 9 e pouco já não tinha tanto movimento nas ruazinhas. Falei com um peruano garçom de um dos restaurantes, que puxou conversa, viu que eu era do Brasil e já foi falando que adora o Rio de Janeiro, até me mostrou fotos dele lá, e em outras cidades quando ele trabalhou num cruzeiro, isso em 3 min de conversa! huahuhaha Voltei pro restaurante e já tinha chegado a comida, comi um pouco da trucha e pedi um pisco sour pra experimentar, adorei! Depois pagamos e voltamos pro hostel.

Sobre o Supertramp Hostel: o clima é bem legal, tem um bar no terraço, mas tava todo mundo jogado na salinha vendo tv, na internet ou dormindo. Fomos tomar banho – os banheiros estavam molhados e não tem lugar pra você se trocar sem todo mundo ver, tem que ser dentro do box, que é meio escuro e molhado. Os prós: localização ótima, bem pertinho da estação, também não é longe do bus pra Machu Picchu, te busca na estação gratuitamente, serve café a partir das 4:40 da manhã.

Fomos dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar bem cedo PRA IR A MACHU PICCHU!

Mochilão Peru #Dia 3 – Cusco

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Acordamos 7 e meia, tomamos café no hostel e saímos… Eu, Érika e Jaque pra um lado, Chicão e Agrael pra outro. Tínhamos que nos encontrar 1:40 na agência para o passeio City Tour (15 soles). Fomos andando pela Av. El Sol, o objetivo era ir até o Monumento a Pachakutec (a entrada está inclusa no boleto turístico). Passamos pelo Qorikancha, mas como ele estava no roteiro do City Tour, só olhamos por fora e continuamos. Mas pra frente paramos numa doceria pra comer ::love:: (e a gente tinha acabado de tomar café, depois eu não sei porque fiquei doente, saí comendo tudo o que dava vontade…).

Chegamos ao Monumento.. é só seguir reto na av. El Sol, dá pra ver de longe, ele tem 22m de altura, é um “prédio” de 9 níveis que serve de base para a estátua de bronze do Inka Pachakutec de 11m. Dentro, é um museu de história sobre ele, e lá em cima tem uma vista ótima da cidade!

Depois da visita, voltamos pela mesma avenida, já era umas 11 e pouco, o Sol estava bem forte (embora na sombra fizesse frio) e paramos pra almoçar num restaurante pequeno, os pratos eram 12 soles em média. Pedimos 2, achando que a comida ia dar pra nós três… demorou um tempão, e quando veio, era quase nada de comida, e a batata frita encharcada de óleo, um pedaço de frango mal cozido… beliscamos e pagamos logo pra ir embora.

Encontramos o pessoal e o grupo do City Tour às 13:30 na Plaza Regocijo, começou a chuviscar, já apareceram vários vendedores oferecendo capas de chuva… eu não comprei. O ônibus (pequeno) chegou, o guia se apresentou (Oswaldo) e começou a narrar o passeio. A primeira parada é no Qorikancha, onde temos que pagar 10 soles extras, e mostrar o boleto turístico. Lá dentro é muito cheio, vários grupos de turistas, e vamos entrando de templo em templo, e o guia vai explicando. Confesso que não fiquei muito junto pra ouvir, eu me afastava pra tirar fotos, até me perdi deles…

Ficamos 1 hora ou mais lá. A parte de fora é linda mas nem fomos lá ::bad:: depois, pegamos a estrada e começamos a subiiir… chegamos a Saqsaywaman. Achei grande e bem legal, principalmente porque eu ainda não tinha visto o Valle Sagrado e Machu Picchu, então já estava achando tudo impressionante. A maior pedra pesa 70 toneladas. Fica a dúvida de como eles carregaram, montaram tudo com perfeição… o guia deu uma explicação, mas ainda assim todo mundo ficou com aquela cara de “não sei, não…”. O meu pai veio com a teoria de que os incas tiraram o peso do átomo.

Lá tem um morro e uma escada de pedra pra subir, não podia ir até o topo, ficava um guarda lá proibindo, o mesmo acontecia em cima das pedras. E aquelas foram as primeiras escadas de pedra que eu subi no Peru, e já cansei, senti o coração acelerado, isso porque a subida era pequena! Fiquei pensando se eu ia conseguir subir Wayna Picchu. Subi as escadas e cansei bastante… mas é um cansaço que dá logo nos primeiros degraus, o coração acelera, mas você para um pouco, respira, e depois passa. Gostei bastante de lá, é maior do que eu pensava, mas como toda visita em grupo, temos que correr pra não ficar pra trás. O guia falava que quem ficasse ia ser deixado lá de oferenda para os deuses… Ah, em Saqsaywaman é onde se realiza a festa Inti Raymi em 24 de junho. O complexo é enorme, você volta para o ônibus, sobe mais um pouco por uma estrada com eucaliptos do lado, e para em outras ruínas (Q’uenqo), onde entramos pelas pedras, tipo uma caverna, onde eram feitos rituais e sacrifícios (de animais, raramente de humanos, o guia fazia questão de enfatizar, mas a Juanita coitada que o diga, lá em Arequipa).

De volta ao bus e pegamos a estrada de novo, passamos por Puka Pukara e ele disse que não ia dar pra parar lá por causa do tempo… nesse dia me irritei com esses passeios. Se não dá pra fazer porque o passeio só começa 14h? Porque não começa mais cedo ou de manhã? Passamos direto por lá (e lá em Puka Pukara tem uma vista linda, pelo que vi do bus) e paramos mais a frente, em Tambomachay, que eu não achei muita graça não, apesar de ter uma importância histórica grande. Também, já estava escurecendo, não deu pra ver muita coisa. Fizemos uma caminhada de 5 ou 10min, passando por uma mini feira de artesanato, e chegamos onde ficam uma aquedutos e fontes. O nome significa “lugar de descanso”. Foi impossível tirar foto boa lá pois escureceu rápido.

Voltamos para o bus e começamos o caminho de volta, mas paramos numa ruazinha com várias lojas com roupas de alpaca, prata e artesanato. Entramos na loja, tomei um chá de coca e a moça explicou como reconhecer uma peça feita de alpaca verdadeira. Achei legal, porque só pelo toque da pra ver a diferença mesmo! Eu como estava bem mão de vaca nessa viagem não comprei absolutamente nada ::cool:: e fui na loja vizinha dar uma olhada, as camisetas estavam por 18 soles, quase a metade que no centro de Cusco. O Chicão comprou uma bolsa peruana tipo mochila, por 20 soles. Na metade da viagem todo mundo foi comprando suas bolsas também, porque as coisas não cabiam mais nas nossas mochilas.

No caminho passamos ao lado de Saqsaywaman, estava bem bonito tudo iluminado, com umas luzes no chão que refletiam nas enormes pedras. Já em Cusco, eu e as meninas comemos no McDonalds (2 pedaços de frango frito “pollo crujiente” 4,90 soles). Experimentei uns molhos bem apimentados (salsa de aji, aji amarillo e outro que não lembro o nome). Depois, no hostel, peguei as 4 entradas de Machu Picchu, a moça da agência não estava mais lá, mas tinha deixado guardado pra mim num envelope. Eu tinha comprado o meu no site, e os outros 4 com essa moça do Pariwana, por depósito em dólar pelo Western Union. Transferi direto pela internet da minha conta corrente. Foi 68 dólares cada (Machu + Montaña Picchu). E os tickets de trem foram 70 dólares ida e volta.

Quando fui procurar o meu boleto de MP, cadê??? Não achei! ::ahhhh:: Fui com a moça da recepção e ela imprimiu de novo pra mim. Mas atenção: é preciso ter o número da reserva, somente com o nome ou número do passaporte não dá. Peguei as roupas na lavanderia (s. 6) que tinha deixado na noite anterior.

Fim do dia… amanhã teríamos o passeio Vale Sagrado e depois Machu Picchu! ::love::

Conclusão sobre o passeio City Tour (que de city não tem nada): é bem legal, mas corrido! Vale a pena os 15 soles, é bem barato, mas deve valer muito mais fazer isso independente e poder ficar o tempo que quiser em cada lugar. Me arrependi de não ter atravessado a estrada e ido a Puka Pukara quando descemos em Tambomachay, porque tem uma vista bem melhor e ainda por cima é bem na hora do por do sol. É só ficar atento ao seu grupo e ônibus quando for sair pra não ficar pra trás.

Mochilão Peru #Dia 2 – Cusco

Dia 1 (quinta)

Dia 2 (sexta)

Depois de umas 7h de viagem, chegamos em Cusco!! Eeeeee só alegria. E frio.

Vou contar como foi a viagem de ônibus de Puerto Maldonado a Cusco porque eu tinha dúvidas sobre isso antes de ir. Uns falam que é perigosa, que dá medo, dor de cabeça, etc. Bom, como fomos de noite, consegui dormir um pouco, mas o calor que fazia dentro do bus dificultava um pouco. A estrada é muito boa (nenhum buraco) e só quando chegamos perto de Cusco é que vamos sentindo as curvas. Muitas curvas. Mas foi tranquilo.

Detalhe que em plena madrugada, o ônibus parou, o funcionário falou alguma coisa e nós descemos, achando que tinha chegado. Descemos numa praça com mais algumas pessoas (peruanos) e achamos estranho, perguntamos se era ali mesmo e o cara falou que ali era URCOS. Mas pra gente tinha parecido Cusco! hahaha Voltamos correndo para o ônibus.

Ao chegar em Cusco (agora sim) tinha acabado de amanhecer. Pegamos as mochilas e fomos para a saída do terminal, pegamos um táxi que foi super caro, mas como estávamos em 5 pessoas, ficou barato pra cada um, porque estávamos ainda meio perdidos de estar em um país diferente e preferimos não sair do terminal para procurar outros táxis. Dei o endereço do Hostel Pariwana e ele nos deixou lá na frente. Fui fazer o check-in (já tinha reservado por e-mail).

Uma pausa para falar desse hostel: lindooo e super bem preparado pra receber bem as pessoas. Tem chá de coca o tempo todo, wi-fi, lavanderia, computadores, o café da manhã é no bar, um espaço bem legal e grande, tem leite quente e frio, 3 tipos de pão, manteiga e geléia, café e chá. Ficamos num quarto com 6 camas (38 soles cada) – éramos em 5 pessoa e o outro ocupante era um rapaz que estava trabalhando lá, ficamos 2 dias e eu nem vi o rapaz! rsrs Era como ter o quarto só pra gente. Falei sobre ele aqui neste post.

Na verdade o check-in era só meio-dia, como chegamos cedo, guardamos as mochilas lá, usamos o banheiro e fomos pro primeiro passeio… andar pelo centro histórico. Logo na esquina do Pariwana fica a Plaza San Francisco e a igreja, visitamos os dois, trocamos dólares na av. El Sol (1 sole = 2,77 dólares), na Municipalidade (na mesma avenida) compramos os boletos turísticos (s. 130) que dá direito a visitar vários lugares, entre eles os passeios City Tour e Vale Sagrado, Maras, Moray etc.

Achamos um local ali perto mesmo que parecia uma galeria, tinha várias agências e o Museu do Chocolate (Calle Garcilazo). Na agência Qori Inka Travel a moça foi bem simpática, nos explicou os passeios. O Vale Sagrado ficaria 20 soles (era 25, mas como iríamos ficar em Ollantaytambo, ela fez desconto) e o City Tour 15 soles. Fechamos o City para o dia seguinte e o Vale Sagrado para o próximo, mais almoço buffet por 25 soles. Tentamos visitar o Museu do Chocolate mas só achamos a loja, daí desistimos e saímos pra rua pra visitar o que tinha por perto.

No primeiro dia sempre fico perdida.. as ruas mudam de nome a cada quadra, achei super estranho! Mas depois de 1 hora já sabia andar direitinho.

Dali fomos para o Museu Histórico Regional (entrada inclusa no Boleto), que tbm fica próximo à Plaza de Armas, tem várias salas com objetos e quadros, e alguns vídeos sobre Garcilaso de la Vega (o maior historiador peruano) e Tupac Amaru. Fomos também ao Mercado de San Pedro, tem muitooo artesanato, roupas, toucas, lembranças, e barracas de suco e comida. Estava bem cheio, ficamos só uns 15 minutos lá (comprei uma bolsinha de moedas, s. 4) e voltamos, na rua do Mercado comprei 2 toucas e 1 par de luvas (5 soles cada). Já estávamos com fome…

Paramos no Bar Cusco, sentamos nas mesas de fora, e foi chato porque apareciam toda hora umas 500 mulheres e meninas vendendo coisas, e elas insistiam… comprei 2 canetas decoradas com lhamas (s. 3,50 – e paguei caro porque depois vi meninas vendendo a 1 s. cada). Eu não pedi nenhum prato, os outros 4 pediram e eu fiquei beliscando os deles. Foi lomo saltado, trucha e pollo a la plancha. Estavam bons. E os preços eram de 20 a 30 soles.

Depois passamos pela Plaza de Armas, mas não entrei na catedral… não sou muito ligada a igrejas então não tinha muita vontade de ver. O monumento que tem no meio dela, Pachacutec, estava envolto em uma estrutura, parece que estava reformando, só a parte de cima estava descoberta. Íamos até a Pedra de 12 ângulos, mas no caminho vi o Starbucks! Paramos lá pra tomar chocolate quente e cappuccino. Depois tomamos o rumo da Pedra novamente… foi fácil de achar, e no caminho tinha mais banquinhas de artesanato… demoramos meia-hora até chegar lá porque íamos parando. Comprei uma camiseta vermelha com a marca do Peru por 30 soles (Caro! Nas paradas do Vale Sagrado tinha por 18).

Tiramos fotos com a pedra, um rapaz que estava vendendo pinturas nos explicou sobre elas, eu sabia que ele ia querer cobrar depois… mas ele não cobrou, só ficou insistindo pra gente comprar algum desenho dele. Não compramos, só dei uma ‘propina’ pela explicação. Aliás, fiquei espantada… ou tem muita gente talentosa em Cusco ou somente alguns pintam e muitos saem pra vender falando que são deles!! Achei bem bonitas, se eu tivesse dinheiro teria comprado.

No jantar eu já estava gripada.. estava frioo… até queria sair pro Mama Africa que todo mundo diz que é bom, mas quem disse que eu aguentava? Além do que, ninguém no grupo era baladeiro. Então saímos só pra jantar. E olha… escolher o restaurante no Peru é uma roleta da sorte. Todos demoravam demaiss… ou a comida não era muito boa. Ficamos arriscando a viagem toda. Nessa noite paramos no Papas, que era bem aconchegante e estava quentinho lá dentro. Pedi uma sopa (chaupe andino), que tinha quinua, ovo e queijo, estava bom.

Terminei minha sopa e saí, fui pro hostel, e eles ainda ficaram lá. Aproveitei pra usar o computador, deixar umas roupas pra lavar e depois fui deitar. Dormi mal essa noite por causa da gripe/rinite/nariz trancado.

Hostel em Cusco: Pariwana

Quando estava planejando a viagem ao Peru e reservando os hostels, escolhi o Pariwana em Cusco por causa dos elogios que li sobre ele. No Trip Advisor ele tem uma ótima pontuação. Mesmo assim, sabemos que ao chegar lá, alguma coisa pode não sair como o planejado e o hostel pode não ser tão legal como parecia nas fotos. Se decepcionar é sempre uma possibilidade, por isso tentei não criar muita expectativa.

Mas, com o Pariwana, foi tudo ótimo! É lindo exatamente como as fotos mostravam. Os funcionários atenciosos, sempre resolviam qualquer coisa. Por exemplo, quando me dei conta que tinha esquecido o ticket para Machu Picchu, a moça imprimiu novamente pra mim.

Pariwana Hostel, Cusco

Motivos que fazem o Pariwana merecer sua escolha quando for a Cusco:  Camas confortáveis, prédio grande, sem barulho de noite, área comum com puffs e mesa de pingue-pongue, bar com bebidas, lanches e café da manhã, banheiros bons, camareira que dá uma geral no quarto todos os dias, lavanderia com preço bem acessível, uma sala para guardar as bagagens quando você for fazer algum passeio longo e ficar dias fora, uma sala com vários computadores, wi-fi grátis, mapas da cidade, boa localização perto da Plaza de Armas e Plaza San Francisco…

A reserva eu fiz pelo e-mail deles: cusco@pariwanahostel.com. E eles contam com uma agência de turismo, que resolvem o que você precisar: passagens de trem para Machu Picchu, ingresso, passagens de ônibus, passeios. O e-mail da agência é juanjose@rasgosdelperu.com.

Hostel Pariwana

Hostel Pariwana

Outros bem elogiados são o Ecopackers e o Pirwa, e os mais festeiros como Loki e Wild Rover.

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Passeios no Peru: City Tour e Valle Sagrado

Leia qualquer relato de viagem sobre o Peru e veja que esses dois passeios vão estar lá: City Tour e Valle Sagrado. São dois tours baratos e fáceis de contratar, que praticamente todo turista faz.

Em Cusco existem milhares de agências de turismo que oferecem esses passeios. Você até pode contratar antecipadamente antes de ir, mas não é necessário, pois é muito fácil fechar os pacotes estando lá. E o melhor: sempre dá pra pechinchar, ainda mais se estiver em um grupo de amigos/família. Vou falar sobre cada um e o que você pode esperar deles.

City Tour

Para começar, é importante saber que esse passeio dura apenas uma tarde, começando às 14h (tem que chegar às 13:30 na agência ou ponto de encontro) e acabando ao anoitecer. E apesar do nome ser City Tour, de city ele não tem muita coisa, pois logo sai de Cusco e vai para os arredores.

Parede dos templos em Qorikancha

Parede dos templos em Qorikancha

Preço: 15 soles. Nisso está incluído o ônibus com guia. Fora isso, para entrar nos lugares você precisa comprar o Boleto Turístico, que custa 130 soles o completo. Vale a pena comprar o Boleto completo se você vai fazer o City Tour e o Valle Sagrado, pois comprando as entradas separadas, ficaria mais caro. Esse Boleto é comprado no prédio da Municipalidad, que fica na av. El Sol, a uma ou duas quadras da Plaza de Armas, região bem central e fácil de achar.

Então você paga o preço do tour, mais o preço do Boleto Turístico, mais 10 soles de taxa no Qorikancha. No fim do passeio há uma parada numa pequena rua onde há várias lojinhas de roupas de lã de alpaca e jóias de prata, além de outros artesanatos. Claro que as agências ganham uma comissão por levar os turistas lá, né. Aqui encontrei camisetas do Peru por 18 soles, enquanto no centro de Cusco estavam por 30.

Roteiro: O roteiro varia muito pouco em cada agência, mas no geral é o seguinte:

Qorikancha (paga-se 10 soles extras) – São vários templos de pedras, e ujm museu com obras de arte, objetos. Geralmente o lugar fica bem cheio de grupos de turistas, por isso essa parte é mais difícil de “curtir” bem o lugar e se concentrar nas explicações. Essa parte do passeio dura cerca de 1 hora.

Saqsaywaman – Fica num lugar mais alto e um pouco afastado de Cusco. São várias pedras gigantes montadas perfeitamente. Alguns falam que era uma fortaleza, mas o nosso guia disse que não, que eram templos. A maior pedra pesa 70 toneladas. Não é permitido subir em determinados lugares. O sítio é bem extenso, dá pra andar e explorar um pouco, porém venta muito e faz frio. Aqui é celebrada a festa tradicional Inti Raymi, todo 24 de junho, que atrai milhares de peruanos e turistas.

Q’enqo – Saindo de Saqsaywaman, andamos mais um pouco com o ônibus, mais subida por uma estradinha com eucaliptos do lado, e chegamos a outro local de visitação, esse bem menor, o destaque aqui é uma pedra onde eram feitos sacrifícios. Para ver essa pedra passamos por uma espécie de “gruta” de pedra bem apertada e escura, e temos que andar rápido, os guardas não deixam que ninguém demore lá tirando fotos.

Puka Pukara – Agora sim uma fortaleza, o nome significa “fortaleza vermelha”. Em Puka Pukara a vista é vinda, ainda mais quando vai chegando o por do Sol. Mas infelizmente nem todas as agências param nesse local, a minha não parou, alegando falta de tempo (deviam começar o passeio mais cedo então!). Por isso, não posso falar mais sobre esse local. Passamos direto por ele e paramos no próximo, que é bem perto.

Tambomachay – Caminhamos por uma estradinha de pedras, com algumas peruanas vendendo artesanato, e algumas com uma lhama ou alpaca toda enfeitada. Não tire foto se você não tiver afim de pagar ou de levar um grito delas por estar fotografando de graça! A atração aqui são as fontes de água. Nesse ponto escureceu e ficou difícil para tirar fotos boas.

Comércio – Claro, as agências pulam alguma atração porque não dá tempo, mas nas lojinhas eles param para os turistas comprarem! Paramos em uma loja de prata, com muita coisa bonita mas preço em dólares… Também tinha muita coisa feita com lã de alpaca, e a vendedora nos ensinou a reconhecer quando é verdadeira ou não. Isso pelo menos foi útil. Nessa rua existem várias lojinhas, você pode sair da que a agência te levou e andar pelas outras. As camisetas e bolsas peruanas são mais baratas aqui do que em Cusco.

Saqsaywaman

Saqsaywaman

Na volta, passamos ao lado de Saqsaywaman, que agora estava toda iluminada, bem bonito!

Minha conclusão sobre esse passeio: é muito corrido. Dá pra ter uma noção geral de tudo, mas se quiser ter tempo de conhecer bem, tirar fotos e apreciar os lugares, faça sozinho sem agência. Pelo valor, vale muito a pena, pois 15 soles é bem pouco para todo o caminho que se percorre.

Valle Sagrado

Passeio lindo e, na minha opinião, imperdível. Mesmo com a correria que são esses tours fechados, dá pra aproveitar o passeio e se impressionar com as lindas paisagens. O que fica é a vontade de voltar e conhecer melhor aquela região!

Vista do Mirador Taray

Vista do Mirador Taray

O preço: O valor do passeio Valle Sagrado é 25 soles, que compreende o ônibus e o guia. Caso você fique em Ollantaytambo e não vá a Chinchero, pode pedir 5 ou 10 soles de desconto. O almoço custa em média 25 soles, mas você pode levar lanches se quiser economizar. Eu achei que o almoço valeu a pena.

O roteiro: Ao contrário do City Tour, esse passeio começa pela manhã, lá pelas 8 ou 9h. O ônibus sai recolhendo vários turistas de várias agências, e se afasta da cidade.Também há variação nas paradas. Vou citar as paradas que a minha agência fez:

Mercado de Artesanato de Ccorao, Mirador Taray, Ruínas de Pisac, Almoço em Urubamba, Ruínas de Ollantaytambo, Chinchero.

A primeira parada é em um mercado de artesanato na comunidade de Ccorao, ficamos lá mais ou menos 20 minutos, tem muitas lojinhas com basicamente os mesmos produtos, aqui também é mais barato do que no centro de Cusco. Depois, uma parada rápida no Mirador Taray para apreciar a vista (um povoado abaixo, um rio e ao fundo as montanhas com picos nevados) e seguimos para Pisac. Para chegar lá em cima passamos por estradinhas curvas, margeando montanhas e casinhas. Ao chegar, passamos pelos vendedores, com seus produtos estendidos, oferecendo aos turistas uma infinidade de chapéus, mantas de lã, artesanato. Eu tive que comprar um chapéu (10 soles) porque o sol estava bem forte.

Entrada para as ruínas de Pisac

Entrada para as ruínas de Pisac

O passeio por Pisac é incrível, o lugar é enorme, e dá vontade de ficar mais tempo lá. Pra falar a verdade, esse passeio com agência não dá tempo de subir em descer em tudo, você não pode ficar parado muito tempo tirando fotos. Tem que correr pra acompanhar o grupo. Eu basicamente perdi toda a explicação porque não quis ficar seguindo o grupo e me afastei.

Depois de Pisac o ônibus segue para a cidade de Urubamba, onde é feita uma parada para o almoço. Este pode estar incluído no seu ticket do passeio ou não. Nós pagamos pelo almoço 25 soles e valeu a pena, pois era um buffet com muita comida gostosa e sobremesa, somente a bebida não estava incluída. Depois do almoço seguimos viagem para Ollantaytambo.

Uma pausa para falar sobre o caminho: vá no assento da janela e aproveite o caminho que acompanha o rio, ora mais estreito, ora mais largo e cheio de pedras, com os pequenos pastos, as casinhas e as plantações. É lindo! Ao longo desse caminho a paisagem vai mudando, a verde começa a aparecer mais, e logo chegamos a Ollantaytambo, uma cidade super charmosa (que merece um post só pra falar dela) onde a principal atração são as ruínas.

Ruínas em Ollantaytambo

Ruínas em Ollantaytambo

Nas ruínas, assim como em cada parada do passeio, o guia vai explicando a história do lugar. E fica o tempo todo falando para ninguém se afastar do grupo, justamente o que mais dá vontade de fazer, porque aquele lugar provoca uma vontade irresistível de se afastar, de explorar os cantos e as vistas, de refletir e conhecer por seus próprios olhos aquele lugar tão incrível. Deve ter sido por isso que eu e minhas amigas nos perdemos do tour e rolou uns 5 minutos de desespero, pois nossas mochilas estavam no ônibus. Mas depois achamos, pegamos as mochilas e o tour seguiu sem nós.

Aqui acaba o passeio para quem vai pegar o trem para Aguas Calientes-Machu Picchu, como foi o nosso caso. Mas para quem continua com o tour, a próxima e última parada é em Chinchero, xxx e depois retorna para Cusco já de noite.

Eu fiquei em Ollantaytambo e passeei um pouco pelas ruazinhas de pedra. Adorei mesmo aquele lugar!

A agência que contratei para esses dois passeios foi a Qoki Inka Travel, fica no mesmo prédio do Museu de Chocolate (na Calle Garcilazo), e o serviço prestado foi bom, não tivemos nenhum problema.

Dá pra fazer sozinho?

Sim! Eu fechei com agência porque era a primeira vez que estava lá, não conhecia o lugar, então achei mais seguro. Mas provavelmente teria aproveitado mais se contratasse um motorista para me levar nesses lugares, pois além de retirar do roteiro os lugares “pega turista” como lojas de prata, poderia ficar mais tempo em cada lugar, andar por onde eu quisesse etc. Em Cusco e nas cidades vizinhas, tudo gira em torno do turismo. É fácil pechinchar e tenho certeza que não ficaria caro fazer esses passeios independente, com um taxista. É só chegar lá, perguntar e pesquisar. A correria dos passeios com agência só é bom para quem tem pouco tempo na cidade e precisa ver muita coisa em pouco tempo.

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!