Mochilão Peru #Dia 6 – Maras e Moray

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Depois de um dia maravilhoso em Machu Picchu e uma noite agradável em Ollantaytambo, acordamos umas 8h e fizemos o check-out no hostel La Casa del Abuelo, e saímos para tomar café. Cada um queria em um lugar diferente, e enquanto a gente tava procurando perto da praça, um cara parou o carro e perguntou se a gente ia pra Cusco, eu falei que queríamos ir a Maras e Moray e depois Cusco, aí combinamos com ele por 33 soles por pessoa (somos em 5) para sair às 10h. Nessa praça tem dezenas de motoristas então é super fácil negociar passeios para qualquer lugar.

Então nos separamos e fomos tomar café, eu e a Erika fomos para o La Esquina Cafe Bakery, bem na esquina da praça, que recomendo bastante! O lugar tem uma decoração bem legal, e só tocou música boa enquanto a gente tava lá. A Erika comeu uma empanada e um cappuccino. Eu pedi ovos mexidos com torrada e um suco de laranja (s. 12). Compramos água e um protetor labial (s. 6, um ‘genérico’ que não prestou pra nada, o da Nivea era 14 soles, e depois em Arequipa encontramos bem mais barato). Às 10h encontramos o motorista John Elvis e seguimos para a primeira parada…

Logo na saída de Ollantaytambo eu vi várias vans passando com as bikes em cima, e eu lembrei daquele passeio que subia nas montanhas e descia de bike.. que invejaaaaaaaa do povo que tava indo ::putz::

Fomos seguindo pela estrada seguindo o rio Urubamba… ahhhhhhh como o Vale Sagrado é lindo!! Nos campos onde passamos, não existem cercas, e em cada propriedade víamos as ovelhas, ou lhamas, alguns poucos bois, e um pastor ou pastora cuidando, sempre com um cachorro deitado esperando os animais pastarem… no caminho paramos o carro para tirar foto das montanhas nevadas ao fundo. Enfim chegamos nas Salineras de Maras, além do boleto turístico é preciso pagar 7 soles na portaria, seguimos por uma estradinha bem estreita, descemos um pouco e já vemos as salinas lá embaixo, tudo branco, vários poços cheios de sal.

O motorista explicou o conceito geral do lugar e nos deixou bem na entrada, descemos as escadas à pé e logo passamos por algumas barraquinhas, as mulheres oferecem um milho de vários tipos salgadinhos pra gente experimentar, tem roupas, lembranças, e saquinhos com sal e tempero pra vender. Logo chegamos nas salinas, estava um sol bem forte, e lá tudo é claro… tiramos fotos, mas não avançamos muito, ficamos ali no começo mesmo, depois subimos. Voltamos pro carro, estava bem calor nessa hora.

Pouco tempo depois chegamos a Moray, passando antes pelo povoado, e novamente uma estradinha bem estreita, onde não passam 2 carros de uma vez. Chegando lá nos terraços, que eram usados para plantação de vários tipos diferentes de milho e batata, de acordo com cada microclima. Antes de descer até os círculos, eu e a Jaque ficamos tirando fotos da paisagem em volta, é lindo! As montanhas nevadas estão mais próximas, e tinha traillers e barracas com gente acampando lá. Depois descemos e aproveitamos o vazio, não tinha ninguém lá na hora que descemos, e eu adoro esses raros momentos em que a gente fica sozinho em algum lugar muito legal ou com uma paisagem muito bonita. Aproveitamos pra tirar muitas fotos e depois subimos…

Eu sofri um pouco nessa subida! Faltou o ar, estava sol, fiquei cansada rápido… “tudo no Peru tem que ter escadas e subidas!!” era só o que eu pensava. Chegando lá em cima, voltamos pro carro e agora sim seguimos pra Cusco… paisagem linda como sempre… a gente nem piscava o olho, sempre observando tudo! Foi esfriando e o vento ficando gelado… chegamos em Cusco, pagamos o John e ele nos deixou a 2 quadras do Hostel Pariwana. Não lembro que horas eram, acho que umas 3 da tarde. Eu e a Erika fomos comer no KFC, pollo frito e papas fritas e refrigerante, dividimos um combo de 35 soles. Depois dei uma olhada nas passagens para Arequipa (nas agências perto da Plaza de Armas), e fomos ao Pariwana, nossas mochilas estavam guardadas lá desde a ida para o Vale Sagrado. Esperamos um pouco porque ainda tinha tempo, e 7:20 fomos pro terminal, lá pesquisamos a escolhemos a empresa Julsa para ir a Arequipa. Vou ficar devendo o preço da passagem porque esqueci de anotar!!

Sempre pegamos o andar de cima, que é geralmente 10 ou 20 soles mais barato que embaixo. E essa viagem foi a melhor, teve jantar (macarrão, bebida e uma sobremesa que parecia canjica) e cobertor.

No próximo post: Arequipa!

Mochilão Peru #Dia 4 – Valle Sagrado

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia de conhecer o famoso Vale Sagrado!

Nos encontramos na frente da agência 8:30, o passeio estava marcado para 9h. Novamente foi com a agência Qoki Inka Travel, custou 20 soles, e nada a reclamar do serviço deles! O guia hoje foi o Perci e era um bus grande em vez do micro. O caminho começa e já é tudo lindo! (eu empolgada :lol: ). Paramos da comunidade de Ccorao, tem um mercado de artesanato… eu reclamava de ter que parar nesses lugares, mas quando entrava, não queria mais sair! Ele nos deu 20 minutos, e eu não consegui passar da quarta lojinha. Mas comprei só uma meia/polaina grossa (s. 10). As camisetas ali eram mais baratas que em Cusco também.

Pegamos a estrada e paramos no Mirador Taray, que tem vista para um povoado embaixo, um rio e ao fundo montanhas nevadas! ::love:: Essas montanhas ‘nos acompanharam’ durante vários dias e eu morrendo de vontade de chegar perto delas… Tiramos algumas fotos ali e seguimos para as ruínas de Pisac. É enorme e lindo! O sol estava bem forte, comprei um chapéu (s. 10). O guia deu 1h ou 1h30 (não lembro direito), só sei que esse tempo acabou super rápido, não deu pra andar nem um terço do lugar. Eu poderia passar o dia inteiro ali! Começou minha paixão pelo Vale Sagrado e seus caminhos ::love:: um dia vou voltar lá pra andar à pé por aquelas estradinhas, parar em cada povoado, dormir ou ficar uns 2 dias… Mas como na primeira vez não conhecemos nada, vamos de tour mesmo! Bora pro ônibus!

Dali paramos em uma loja, o cara explicou como fazem uns pingentes de prata e conchas coloridas que vimos aos montes gente vendendo nas ruas, mas ficamos pouco tempo lá (ainda bem) e fomos para Ollantaytambo, mas no caminho paramos em Urubamba para almoçar. E o rio lindo já está cortando o Vale e a paisagem vai mudando de marrom para verde… Lindo! Paramos no restaurante Yllari (Ou Illary), o buffet era 25 soles e a comida estava boa. Comi macarrão, um pouquinho de arroz, salada e um frango com molho de abacaxi, também tinha sopa, e dividimos uma cola-cola de 1 litro. A sobremesa era incluída também, tinha 4 tipos mas não eram muito gostosas não.

Pouco tempo depois chegamos em Ollantaytambo, um amor de cidadezinha! A rua principal de acesso é bem estreita, de pedra, com as casinhas já com a porta na rua, e na soleira das portas passa um canal de água. Na chegada já tive uma impressão legal da cidade. Descemos do ônibus e na frente do parque arqueológico tem uma feira de artesanato (claro). Mas entramos direto, subimos quase a metade e o guia começou a explicação. Numa das montanhas ele mostrou um rosto, mas eu não consegui ver :| hahaha, mas tudo bem, sou míope, enxergar o rosto já seria demais. Depois subimos mais um pouco, os picos nevados apareciam ao longe, mas agora um pouco mais perto. Tiramos mais fotos, depois demos a volta e descemos por outro lado. Saímos de lá e na feirinha comprei uma bolsinha pequena só pra carregar passaporte, celular e câmera. Ficamos olhando as coisas, e quando saímos, cadê o ônibus? ::putz:: Eu, Jaque e Érika, andamos, procuramos e nada.

Achei que ele provavelmente estaria estacionado em outro lugar, porque ali na frente era pequeno e não cabia os ônibus que toda hora chegavam. Atravessamos a ponte, subimos até a praça, e nada. O Chicão e a Agrael estavam juntos com o grupo, e eles não iriam embora sem a gente. Aliás, nem iam embora de jeito nenhum, porque iríamos ficar ali mesmo e pegar o trem. Fiquei parada perto da pequena ponte, de onde poderia ver se eles passassem, e as meninas foram procurar. 10 minutos depois, achamos \o/ Pegamos a mochila e o povo queria comer. Eu não queria, então eles sentaram num restaurante e eu fui andar. Gostei ainda mais da cidade! Suas ruazinhas estreitas e retas, os cachorros, os senhores e senhoras voltando pra casa no fim de tarde.

Nesse volta passei em frente a um local que alugava bikes (Ollantaytambo Bike malkubenavides@yahoo.com.pe), o cara saiu e me chamou.. entrei lá e ele me explicou os passeios que faz. Me mostrou um mapa enorme da região. Descobri que Ollantaytambo tem muito mais ruínas do que apenas aquela que eu tinha acabado de visitar!! E várias não cobram entrada. Um dos passeios que ele faz, você sobe de carro até Patakancha (4.010 m), fica lá em cima nos montes nevados e desce de bike, passando por algumas ruínas. EU QUEROOOO!! Em grupo ficava 70 soles, e sozinha ficaria 90… claro que ninguém no meu grupo ia querer. E se eu soubesse que Ollanta era tão legal, teria reservado 3 dias pra lá. Fica pra próxima…

Fui numa lan house pra conferir se a reserva com o hostel em Aguas Calientes estava ok. Enviei pra eles o horário do trem e eles iam nos pegar na estação. A internet foi s. 0,50 por 15 min. Voltei pro restaurante e o povo ainda estava comendo. Quando terminaram, passamos numa vendinha para comprar água, gatorade e bolachas. E aí fomos seguindo pela rua que leva à estação, o caminho nem é longo, dá pra ir a pé tranquilo. E aí pensei: eu queria poder ficar mais aqui! Comentei com o povo e a Agrael concordou, Ollantaytambo parecia tão aconchegante e fofa que a gente queria conhecer mais.

Chegamos à estação e pegamos o trem Peru Rail das 18h. Não achei uma viagem confortável não… Chegando lá, muito frio, estava de noite, e o cara do Supertramp Hostel estava esperando. Seguimos ele por uma subida (umas 3 quadras) e chegamos. O quarto era de 10 camas (30 soles) e já tinha uns rapazes lá. Deixamos as mochilas e fomos jantar. Escolhemos a rua mais movimentada e fomos… mas nem deu pra escolher o restaurante, porque logo no primeiro, o garçom estava com uma camisa do Brasil, aí começaram a conversar e já entraram… eu estava fugindo de ficar sentada 1 ou 2h “perdendo tempo” enquanto poderia estar conhecendo a cidade, então saí de novo pra andar sozinha.

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é parecida com Ollantaytambo, só que mais comercial, cheia de restaurantes e farmácias. Bem charmosa, e ao que parece o povo dorme cedo lá. Umas 9 e pouco já não tinha tanto movimento nas ruazinhas. Falei com um peruano garçom de um dos restaurantes, que puxou conversa, viu que eu era do Brasil e já foi falando que adora o Rio de Janeiro, até me mostrou fotos dele lá, e em outras cidades quando ele trabalhou num cruzeiro, isso em 3 min de conversa! huahuhaha Voltei pro restaurante e já tinha chegado a comida, comi um pouco da trucha e pedi um pisco sour pra experimentar, adorei! Depois pagamos e voltamos pro hostel.

Sobre o Supertramp Hostel: o clima é bem legal, tem um bar no terraço, mas tava todo mundo jogado na salinha vendo tv, na internet ou dormindo. Fomos tomar banho – os banheiros estavam molhados e não tem lugar pra você se trocar sem todo mundo ver, tem que ser dentro do box, que é meio escuro e molhado. Os prós: localização ótima, bem pertinho da estação, também não é longe do bus pra Machu Picchu, te busca na estação gratuitamente, serve café a partir das 4:40 da manhã.

Fomos dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar bem cedo PRA IR A MACHU PICCHU!

Passeios no Peru: City Tour e Valle Sagrado

Leia qualquer relato de viagem sobre o Peru e veja que esses dois passeios vão estar lá: City Tour e Valle Sagrado. São dois tours baratos e fáceis de contratar, que praticamente todo turista faz.

Em Cusco existem milhares de agências de turismo que oferecem esses passeios. Você até pode contratar antecipadamente antes de ir, mas não é necessário, pois é muito fácil fechar os pacotes estando lá. E o melhor: sempre dá pra pechinchar, ainda mais se estiver em um grupo de amigos/família. Vou falar sobre cada um e o que você pode esperar deles.

City Tour

Para começar, é importante saber que esse passeio dura apenas uma tarde, começando às 14h (tem que chegar às 13:30 na agência ou ponto de encontro) e acabando ao anoitecer. E apesar do nome ser City Tour, de city ele não tem muita coisa, pois logo sai de Cusco e vai para os arredores.

Parede dos templos em Qorikancha

Parede dos templos em Qorikancha

Preço: 15 soles. Nisso está incluído o ônibus com guia. Fora isso, para entrar nos lugares você precisa comprar o Boleto Turístico, que custa 130 soles o completo. Vale a pena comprar o Boleto completo se você vai fazer o City Tour e o Valle Sagrado, pois comprando as entradas separadas, ficaria mais caro. Esse Boleto é comprado no prédio da Municipalidad, que fica na av. El Sol, a uma ou duas quadras da Plaza de Armas, região bem central e fácil de achar.

Então você paga o preço do tour, mais o preço do Boleto Turístico, mais 10 soles de taxa no Qorikancha. No fim do passeio há uma parada numa pequena rua onde há várias lojinhas de roupas de lã de alpaca e jóias de prata, além de outros artesanatos. Claro que as agências ganham uma comissão por levar os turistas lá, né. Aqui encontrei camisetas do Peru por 18 soles, enquanto no centro de Cusco estavam por 30.

Roteiro: O roteiro varia muito pouco em cada agência, mas no geral é o seguinte:

Qorikancha (paga-se 10 soles extras) – São vários templos de pedras, e ujm museu com obras de arte, objetos. Geralmente o lugar fica bem cheio de grupos de turistas, por isso essa parte é mais difícil de “curtir” bem o lugar e se concentrar nas explicações. Essa parte do passeio dura cerca de 1 hora.

Saqsaywaman – Fica num lugar mais alto e um pouco afastado de Cusco. São várias pedras gigantes montadas perfeitamente. Alguns falam que era uma fortaleza, mas o nosso guia disse que não, que eram templos. A maior pedra pesa 70 toneladas. Não é permitido subir em determinados lugares. O sítio é bem extenso, dá pra andar e explorar um pouco, porém venta muito e faz frio. Aqui é celebrada a festa tradicional Inti Raymi, todo 24 de junho, que atrai milhares de peruanos e turistas.

Q’enqo – Saindo de Saqsaywaman, andamos mais um pouco com o ônibus, mais subida por uma estradinha com eucaliptos do lado, e chegamos a outro local de visitação, esse bem menor, o destaque aqui é uma pedra onde eram feitos sacrifícios. Para ver essa pedra passamos por uma espécie de “gruta” de pedra bem apertada e escura, e temos que andar rápido, os guardas não deixam que ninguém demore lá tirando fotos.

Puka Pukara – Agora sim uma fortaleza, o nome significa “fortaleza vermelha”. Em Puka Pukara a vista é vinda, ainda mais quando vai chegando o por do Sol. Mas infelizmente nem todas as agências param nesse local, a minha não parou, alegando falta de tempo (deviam começar o passeio mais cedo então!). Por isso, não posso falar mais sobre esse local. Passamos direto por ele e paramos no próximo, que é bem perto.

Tambomachay – Caminhamos por uma estradinha de pedras, com algumas peruanas vendendo artesanato, e algumas com uma lhama ou alpaca toda enfeitada. Não tire foto se você não tiver afim de pagar ou de levar um grito delas por estar fotografando de graça! A atração aqui são as fontes de água. Nesse ponto escureceu e ficou difícil para tirar fotos boas.

Comércio – Claro, as agências pulam alguma atração porque não dá tempo, mas nas lojinhas eles param para os turistas comprarem! Paramos em uma loja de prata, com muita coisa bonita mas preço em dólares… Também tinha muita coisa feita com lã de alpaca, e a vendedora nos ensinou a reconhecer quando é verdadeira ou não. Isso pelo menos foi útil. Nessa rua existem várias lojinhas, você pode sair da que a agência te levou e andar pelas outras. As camisetas e bolsas peruanas são mais baratas aqui do que em Cusco.

Saqsaywaman

Saqsaywaman

Na volta, passamos ao lado de Saqsaywaman, que agora estava toda iluminada, bem bonito!

Minha conclusão sobre esse passeio: é muito corrido. Dá pra ter uma noção geral de tudo, mas se quiser ter tempo de conhecer bem, tirar fotos e apreciar os lugares, faça sozinho sem agência. Pelo valor, vale muito a pena, pois 15 soles é bem pouco para todo o caminho que se percorre.

Valle Sagrado

Passeio lindo e, na minha opinião, imperdível. Mesmo com a correria que são esses tours fechados, dá pra aproveitar o passeio e se impressionar com as lindas paisagens. O que fica é a vontade de voltar e conhecer melhor aquela região!

Vista do Mirador Taray

Vista do Mirador Taray

O preço: O valor do passeio Valle Sagrado é 25 soles, que compreende o ônibus e o guia. Caso você fique em Ollantaytambo e não vá a Chinchero, pode pedir 5 ou 10 soles de desconto. O almoço custa em média 25 soles, mas você pode levar lanches se quiser economizar. Eu achei que o almoço valeu a pena.

O roteiro: Ao contrário do City Tour, esse passeio começa pela manhã, lá pelas 8 ou 9h. O ônibus sai recolhendo vários turistas de várias agências, e se afasta da cidade.Também há variação nas paradas. Vou citar as paradas que a minha agência fez:

Mercado de Artesanato de Ccorao, Mirador Taray, Ruínas de Pisac, Almoço em Urubamba, Ruínas de Ollantaytambo, Chinchero.

A primeira parada é em um mercado de artesanato na comunidade de Ccorao, ficamos lá mais ou menos 20 minutos, tem muitas lojinhas com basicamente os mesmos produtos, aqui também é mais barato do que no centro de Cusco. Depois, uma parada rápida no Mirador Taray para apreciar a vista (um povoado abaixo, um rio e ao fundo as montanhas com picos nevados) e seguimos para Pisac. Para chegar lá em cima passamos por estradinhas curvas, margeando montanhas e casinhas. Ao chegar, passamos pelos vendedores, com seus produtos estendidos, oferecendo aos turistas uma infinidade de chapéus, mantas de lã, artesanato. Eu tive que comprar um chapéu (10 soles) porque o sol estava bem forte.

Entrada para as ruínas de Pisac

Entrada para as ruínas de Pisac

O passeio por Pisac é incrível, o lugar é enorme, e dá vontade de ficar mais tempo lá. Pra falar a verdade, esse passeio com agência não dá tempo de subir em descer em tudo, você não pode ficar parado muito tempo tirando fotos. Tem que correr pra acompanhar o grupo. Eu basicamente perdi toda a explicação porque não quis ficar seguindo o grupo e me afastei.

Depois de Pisac o ônibus segue para a cidade de Urubamba, onde é feita uma parada para o almoço. Este pode estar incluído no seu ticket do passeio ou não. Nós pagamos pelo almoço 25 soles e valeu a pena, pois era um buffet com muita comida gostosa e sobremesa, somente a bebida não estava incluída. Depois do almoço seguimos viagem para Ollantaytambo.

Uma pausa para falar sobre o caminho: vá no assento da janela e aproveite o caminho que acompanha o rio, ora mais estreito, ora mais largo e cheio de pedras, com os pequenos pastos, as casinhas e as plantações. É lindo! Ao longo desse caminho a paisagem vai mudando, a verde começa a aparecer mais, e logo chegamos a Ollantaytambo, uma cidade super charmosa (que merece um post só pra falar dela) onde a principal atração são as ruínas.

Ruínas em Ollantaytambo

Ruínas em Ollantaytambo

Nas ruínas, assim como em cada parada do passeio, o guia vai explicando a história do lugar. E fica o tempo todo falando para ninguém se afastar do grupo, justamente o que mais dá vontade de fazer, porque aquele lugar provoca uma vontade irresistível de se afastar, de explorar os cantos e as vistas, de refletir e conhecer por seus próprios olhos aquele lugar tão incrível. Deve ter sido por isso que eu e minhas amigas nos perdemos do tour e rolou uns 5 minutos de desespero, pois nossas mochilas estavam no ônibus. Mas depois achamos, pegamos as mochilas e o tour seguiu sem nós.

Aqui acaba o passeio para quem vai pegar o trem para Aguas Calientes-Machu Picchu, como foi o nosso caso. Mas para quem continua com o tour, a próxima e última parada é em Chinchero, xxx e depois retorna para Cusco já de noite.

Eu fiquei em Ollantaytambo e passeei um pouco pelas ruazinhas de pedra. Adorei mesmo aquele lugar!

A agência que contratei para esses dois passeios foi a Qoki Inka Travel, fica no mesmo prédio do Museu de Chocolate (na Calle Garcilazo), e o serviço prestado foi bom, não tivemos nenhum problema.

Dá pra fazer sozinho?

Sim! Eu fechei com agência porque era a primeira vez que estava lá, não conhecia o lugar, então achei mais seguro. Mas provavelmente teria aproveitado mais se contratasse um motorista para me levar nesses lugares, pois além de retirar do roteiro os lugares “pega turista” como lojas de prata, poderia ficar mais tempo em cada lugar, andar por onde eu quisesse etc. Em Cusco e nas cidades vizinhas, tudo gira em torno do turismo. É fácil pechinchar e tenho certeza que não ficaria caro fazer esses passeios independente, com um taxista. É só chegar lá, perguntar e pesquisar. A correria dos passeios com agência só é bom para quem tem pouco tempo na cidade e precisa ver muita coisa em pouco tempo.

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!