Por que subir Waynapicchu?

A “cidade perdida” de Machu Picchu é incrível por si só, com todas as construções, os terraços, as pedras, os caminhos. Tudo escondido pelas montanhas. Acima dela, só o céu. Tanto é que só foi descoberta em 1911. Mas a sua experiência em Machu Picchu pode ser ainda melhor e inesquecível. Você pode ver tudo do alto. Subindo com as suas próprias pernas, o cansaço vai valer a pena quando você chegar ao topo e ver tudo lá embaixo com uma nova perspectiva.

Eu confesso que achei que não ia conseguir subir, pois nunca tinha feito nada parecido. Mas foi uma das melhores coisas que fiz nesse mochilão pelo Peru! Vale muito a pena!

Para isso, você tem duas opções: Machu Picchu Montaña ou Waynapicchu/Huayna Picchu. A Machu Picchu (3.082 metros) é um pouco maior que a Waynapicchu (2.693 metros).

Qual a diferença entre as duas? Qual escolher?

Bom, além da Machu Picchu ser maior que a Wayna Picchu, portanto, mais cansativa, a Wayna Picchu é mais popular e mais concorrida, os ingressos se esgotam com semanas de antecedência, dependendo do mês. Por isso, se quiser subir Waynapicchu, tem que comprar com antecedência. Já a Machu Picchu é bem mais fácil de conseguir a entrada em cima da hora.

Se você tem um condicionamento físico bom, pode escolher qualquer uma. Mas se você é muito sedentário, nunca subiu uma montanha, aconselho a escolher a menor, porém, não é impossível subir nenhuma das duas.

Machu Picchu Montaña

 

Montaña Waynapicchu

É muito difícil?

Não! É cansativo, pois são muitos degraus de pedra, irregulares, alguns tortos e bem altos, e ainda tem o fator altitude (você se cansa mais rápido e fica sem fôlego). Mas eu posso dizer por experiência própria que não é muito difícil subir. No meu grupo subiram pessoas de 60 anos e crianças. O segredo é parar várias vezes para descansar. Sente-se e aprecie a vista por alguns minutos, e você vai se recuperar para continuar a subir.

Para ter uma ideia, vou contar como foi na minha ida a Machu Picchu. Eu subi Waynapicchu, enquanto minha amiga e meu pai subiram a Montaña Machu Picchu. Nenhum de nós é super atlético, não malhamos e nunca tínhamos feito nada disso. Cansamos bastante, mas conseguimos!

Quanto ao perigo de cair, ele existe, mas só se você tem um problema grave de equilíbrio ou algo assim. Alguns trechos do caminho são um pouco estreitos, mas nada que assuste, basta se manter perto dos degraus e se segurar nos cabos (que existem em alguns trechos) ou na rocha. O caminho é fresco, porque tem muita vegetação o tempo todo.

É bom ter atenção redobrada na descida, porque às vezes vamos descendo rápido no impulso e podemos escorregar, alguns degraus podem estar úmidos. Desça devagar e cuidado para não forçar muito os joelhos.

Machu Picchu - Peru

Degraus de Waynapicchu

Waynapicchu

Vou falar mais sobre ela porque foi a que eu escolhi. A entrada é feita por uma cabana, onde você mostra seu ticket e escreve seu nome junto com o horário num livro. São permitidos 2 grupos por dia, de 200 pessoas cada, sendo os horários de entrada: das 7 às 8h e das 10 às 11h. Caso todas as pessoas que assinaram o livro não voltem, os funcionários vão procurá-la.

Machu Picchu - Peru

Sinalização

O caminho começa com uma descida e você já pode ver o rio e os trilhos do trem lá embaixo. Foi muito legal ver um trem chegando na estação enquanto eu estava lá em cima! Depois de alguns minutos descendo, a subida começa!

As pessoas vão subindo bem espalhadas, eu por exemplo subi sozinha o tempo todo sem ninguém por perto. Quando parava para descansar é que alguém passava por mim. Como disse antes, eu parei para descansar várias vezes, pra respirar fundo, beber água ou comer. O fôlego foge algumas vezes, o coração acelera, mas basta descansar um pouco e recomeçar. Algumas pessoas usam bastão para se apoiar na subida. Eu acho que deve ser útil, mas não indispensável.

Depois de pouco mais de uma hora, cheguei ao topo. E me surpreendi, porque o topo é bem amplo, tem vários espaços diferentes. Aí você pode escolher como vai passar seu tempo lá: sentar na grama e ficar olhando a vista, andar em volta, deitar, meditar, tirar uma soneca.

Machu Picchu vista do alto da Montanha Waynapicchu

Machu Picchu vista do alto da Montanha Waynapicchu

Estando lá em cima, você também pode optar por descer até a Gran Caverna – eu não fui, porque depois teria que subir uma parte de novo. Tem algumas placas indicando a direção.

Qual horário é melhor?

Eu escolhi o horário das 7 às 8 da manhã e foi ótimo, porque o Sol ainda não estava tão forte, e eu não estava cansada.

Imagine visitar toda a cidadela de Machu Picchu e depois subir uma montanha? Eu acho que não conseguiria. Porque andar em Machu Picchu já cansa um pouco. Preferi usar 80% das minhas forças na montanha primeiro e só depois conhecer as ruínas, quando o Sol já estava forte.

No topo da Montanha Waynapicchu

Cansada, mas feliz lá no alto de Waynapicchu!

Como comprar o ingresso?

Já expliquei nesse post o passo a passo para comprar o ingresso pelo site oficial, o que também pode ser feito por agências (mas eles cobram uma taxa, claro). Na hora de comprar é necessário escolher o tipo de ingresso:

  • Machupicchu preço 128 soles

É o ingresso simples, que dá direito a visitar as ruínas da cidade inca, sem subir nas montanhas. Aqui você pode fazer a trilha para a Porta do Sol, que dá uma vista bem legal de tudo.

  • Machupicchu + Museo preço 150 soles

Você visita a cidade e o museu Manuel Chavez Ballon.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 1G 7 – 8 a.m. preço 152 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montanha Huaynapicchu, ou Waynapicchu, que tem 2.693 metros. Neste grupo (1G) você deve começar a subida entre 7 e 8 da manhã.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 2G 10 – 11 a.m. preço 152 soles

Mesma coisa do ingresso acima, só muda o horário de subida, que deve ser entre 10 e 11 da manhã.

  • Machupicchu + Montaña 7 – 11 a.m. preço 142 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montaña Machupicchu, que é mais alta que a Huaynapicchu

Fiz esse passeio em: 05.08.13

Tem dicas para compartilhar? Dúvidas? Comente 🙂

Mochilão Peru #Dia 5 – Machu Picchu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Enfim tinha chegado o grande dia, Machu Picchu é o destino mais famoso no Peru, e eu confesso que nunca fui daquelas pessoas que sempre sonharam em conhecer. Na verdade só me interessei no começo desse ano. Só fui ao Peru por causa de Machu Picchu, mas assim que cheguei lá, me encantei pelo país, cada cidade e cada paisagem, tem muito mais coisas que vale a pena visitar, não é só Machu Picchu!

Nesse dia acordamos umas 5h em Aguas Calientes, nos arrumamos rapidinho e fomos fazer o check-out no hostel Supertramp, pagamos, compramos água e tomamos café. A cozinha é super fofa, bem decorada, e tinha um rapaz lá fazendo ovos mexidos para quem quisesse. Eu não quis comer muito então foi só um pão com geléia e um pouco de leite com chocolate.

Saímos e ainda estava escuro, seguimos por uma rua e logo chegamos no ponto do bus para MP, mas a compra do bilhete era mais pra baixo, então fomos até lá (tem vários guardas dando informações e indicando o caminho). Custou 18,50 dólares ida e volta, voltamos pra fila, que já estava enorme, começou a amanhecer e fui vendo melhor a cidade… nisso já eram 6 e pouco. Essa fila fica logo ao lado de uma ponte, o barulho do rio é bem forte. Na mesma quadra tem uns mercadinhos com água, biscoito, luvas, enfim muita coisa e nem é tão diferente o preço, você não precisa comprar as coisas em Ollantaytambo ou em Cusco pra levar.

Os ônibus chegavam um atrás do outro, ficamos uns 20 min na fila. Entramos no ônibus e começou a “viagem”… pegamos uma estradinha e passamos ao lado de um camping, bem na beira do rio, com muitas árvores em volta, deve ser muito legal ficar lá! Bem aos pés de Machu Picchu! Começamos a subida em zigue-zague, a estradinha é bem estreita e em toda curva a gente tinha que parar e esperar outro ônibus passar, ou o contrário, passamos ao lado do precipício… e você não pode reparar nisso pra não ficar com medo.

A subida deve demorar uns 15 min… vamos vendo as montanhas, chegando mais perto das nuvens. Aí o ônibus para na entrada, tem uma lanchonete, guarda-volumes e banheiro, pro lado esquerdo tem o controle de entrada, você mostra o passaporte e o boleto. Eles dão um mapa de lá mas não adianta muito não, é mais para informações sobre os lugares. Ali mesmo já ficam os guias oferecendo seus serviços, como eu ia subir Waynapicchu às 7h nem dava tempo, ficamos de voltar lá depois. Entramos e logo no começo tem aqueeeela visão das ruínas com Waynapicchu ao fundo e as outras montanhas, junto com 2 ou 3 lhamas pastando por ali e completando a foto. Você precisa esperar um pouquinho pra conseguir ficar ali sem muita gente em volta. Tiramos algumas fotos e subimos alguns degraus, quando deu 7 e pouco resolvemos pegar o rumo das nossas respectivas montanhas…

Eu ia pra Waynapicchu (ou Huayna Picchu) e a Erika, Jaque, Chicão e Agrael iam pra Montaña Picchu (que é mais alta). Pra chegar lá precisei atravessar o parque todo praticamente, tem algumas setas brancas no chão indicando o caminho. Eu ia apressada, passei por um funcionário e ele disse “vai com calma, você tem tempo, não se canse…” hahaha e eu “meu deus, já tô cansando, não vou conseguir subir”, porque como eu disse, na altitude os primeiros degraus que você sobe são os que cansam mais, depois vai acostumando. Bom, cheguei lá na entrada (tipo uma cabaninha com um portão), amarrei meu casaco na cintura, na mochila eu carregava um chapéu, água, mapa, 2 bolinhos, uma bolacha salgada e 1 gatorade. Não pode entrar com comida em Machu Picchu, mas como aguentar ficar o dia todo lá sem comer? E a lanchonete da entrada cobra bem caro.

Reparem que faltou uma coisa na minha mochila: protetor solar para o corpo!! Pois é, só depois, de noite, tirei a camiseta e vi uma bela marca vermelha no colo e nos braços. Até minhas mãos ficaram descascando levemente depois.

O sol estava forte, mas ventava, e tinha algumas nuvens por cima das montanhas, mas não muitas. A fila de controle demorou uns 10 min… por ali tinha senhores de mais de 60 anos, família com criança, japoneses super equipados com bastões e câmeras profissionais. Na minha vez de entrar, assinei meus dados num caderno junto com o horário de entrada: 7:49. Segui pela trilha que começava com uma descida… é porque o começo da montanha é mais baixo do que o nível em que a gente estava. As pessoas vão bem distantes umas das outras, eu fui praticamente sozinha sem ninguém perto, só cruzava com o povo de vez em quando. Fiquei uns 10 minutos descendo, e aí começou a subida! Degraus de pedra, alguns bem estreitos, outros bem altos… eu parava várias vezes pra olhar a paisagem, no começo da trilha dava pra ver o rio lá embaixo e os trilhos do trem.

E parava também pra descansar, claro! Nem era tanto as pernas que cansavam, era o fôlego que faltava mesmo, e o coração que acelerava, aí parava pra respirar. Na metade do caminho comi dois bolinhos, fui bebendo água mas não tanto, porque não queria ficar com vontade de ir ao banheiro! Amarrei o cabelo porque estava suando, fui subindo devagar… da metade pro final é o pior! hahaha é uma subida mais íngreme, muitos degraus. Eu cheguei a pensar que não ia conseguir, mas só naquele momento de estar sem fôlego, depois descansava e continuava. Então, mesmo que você seja sedentário, nunca tenha subido uma montanha, você consegue!!

Ao todo demorei 1:20 pra chegar lá em cima. Logo que chega tem tipo um terraço pra apreciar a vista, dá pra sentar, deitar na grama, depois sobe mais, bem lá em cima tem muitas pedras e umas 3 casinhas. O engraçado é que pra chegar bem em cima, precisei entrar debaixo de umas pedras, tinha um caminho bem estreito que só passava abaixado, tive que jogar a mochila primeiro na frente e depois passei, enquanto um pessoal do outro lado falava “venha para a luz!!” em espanhol… porque brasileiros mesmo eu encontrei pouquíssimos na viagem toda!!

Atravessei a “minicaverna”, subi mais um pouco, subi uma escada de madeira e cheguei numa pedra que todo mundo senta pra tirar foto. Eu achava que lá em cima seria mais perigoso, mais estreito, sei lá. É bem amplo, dá pra andar bastante! Claro que é um pouco perigoso, por todos os lados se você vacilar, pode cair de lá, eu não sei como alguns pais conseguem ir com crianças, se fosse meu filho ia andar amarrado com uma corda!! Mas enfim, achei que eu ia ficar com medo, mas é tranquilo. Do outro lado (sem sem o lado que a gente vê a cidade de MP pequenininha lá embaixo) eu sentei numa pedra ao lado de uma árvorezinha e fiquei lá uns 40 min.. escrevi no diário, bebi água e fiquei apreciando a vista e curtindo aquele momento!

Depois desci um pouco para a direita e encontrei um caminho para a Gran Caverna, e lembrei muito bem de um relato que li no Mochileiros de uma menina que desceu por esse caminho sem querer e se ferrou, porque depois tinha que subir de volta e ela tava cansada então nem passei perto. Dei a volta numa estradinha de cara pro precipício e cheguei na parte plana onde tem as casinhas, não tinha ninguém lá, tirei umas fotos e fui descendo devagar pela escada. Pra vocês verem como o topo de WP é grande: tem escadas, pedras, partes planas… fui descendo as escadas, me despedi lá de cima e retomei a trila, o pessoal das 10-11h estava subindo, era engraçado descer e encontrar o povo morrendo, perguntando se já estava chegando!

Mas até pra descer cansa, viu… força os joelhos e uma vez eu quase escorreguei, aí comecei a descer com mais cuidado. Cheguei no controle e assinei a saída, era 11:25. Pronto, tinha cumprido o maior desafio da viagem! E agora, vem cá Machu Picchu!!!

Voltei lá pras ruínas pelo lugar que tinha vindo, quer dizer, eu tentei, mas o guardinha mandou eu DESCER e SUBIR de novo por outro lado, para obedecer o fluxo ordenado do caminho… hauihauiah ok, fiz uma cara de cansada e ele disse que não era longe, só alguns minutos… fui lá e cheguei perto da entrada. Tinha combinado de encontrar o pessoal 12h na entrada, isso era 11:35, fui lá e já vi todo mundo na lanchonete. Resolvemos contratar logo um guia porque 2 e meia a gente tinha que descer. Achei um que dizia que falava português… tá, se a gente fala portunhol, ele fala espanguês. Fez por 30 soles para cada (Eu, Jaque e Chicão) porque não conseguimos outras pessoas para o preço baixar, e não queríamos esperar.

Daí a visita demorou 1:30 mais ou menos, ele ia parando nos lugares e explicando, não vou lembrar de tudo agora, mas valeu a pena, só andar por lá sem nenhuma explicação deve ser chato. Queimadas de sol e cansadas, terminamos a visita! Tiramos mais algumas fotos e descemos, fomos para a fila do bus que também estava grandinha, e logo começou uma chuvinha fina… única chuva que peguei na viagem inteira. Pegamos o bus e um guia sentou do meu lado, conversei um pouco com ele.

Ps: eu não falo espanhol, viu! Mas daí vocês podem ver que é fácil se comunicar, eles entendem bem e usando algumas palavras básicas e gesticulando a gente consegue tudo!

Chegamos no ponto do bus, fomos pro hostel pegar a mochila grande, e fomos pra estação… no caminho comprei uma bolsa de 20 soles pra carregar algumas coisas que já não cabiam na mochila. Na estação, comi um misto com limonada (15 soles). Pegamos o trem Peru Rail das 16:22, meu assento estava separado do pessoal, e eu fiquei NO MEIO de um grupo de japoneses da terceira idade. Ouvi japonês as 2h de viagem!!! hahahaha mas eles eram bem divertidos, riam de tudo, o ruim era não entender nenhuma palavra do que eles falavam.

No caminho, pelo lado esquerdo, vimos os montes nevados.. eles de novo! Sempre rondando.. e eu sempre querendo chegar mais perto! Chegamos na estação, escureceu, fomos andando pela rua de Ollantaytambo até o centrinho (é tudo bem perto e pequeno), paramos na esquina e fomos ver um hostel, achamos o La Casa del Abuelo, que ficava mais embaixo, depois da ponte e praticamente ao lado da entrada para as ruínas. Era barato (30 soles), quarto triplo e duplo com banheiro, mas não tinha café. Gostamos bastante de lá, atendimento bom, quarto e banheiro bons, nada a reclamar! Deixamos as coisas lá e fomos jantar.

Depois de comer fomos pro hostel e dormimos!! No dia seguinte iríamos resolver o passeio Maras e Moray e voltar pra Cusco.

Mochilão Peru #Dia 4 – Valle Sagrado

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia de conhecer o famoso Vale Sagrado!

Nos encontramos na frente da agência 8:30, o passeio estava marcado para 9h. Novamente foi com a agência Qoki Inka Travel, custou 20 soles, e nada a reclamar do serviço deles! O guia hoje foi o Perci e era um bus grande em vez do micro. O caminho começa e já é tudo lindo! (eu empolgada :lol: ). Paramos da comunidade de Ccorao, tem um mercado de artesanato… eu reclamava de ter que parar nesses lugares, mas quando entrava, não queria mais sair! Ele nos deu 20 minutos, e eu não consegui passar da quarta lojinha. Mas comprei só uma meia/polaina grossa (s. 10). As camisetas ali eram mais baratas que em Cusco também.

Pegamos a estrada e paramos no Mirador Taray, que tem vista para um povoado embaixo, um rio e ao fundo montanhas nevadas! ::love:: Essas montanhas ‘nos acompanharam’ durante vários dias e eu morrendo de vontade de chegar perto delas… Tiramos algumas fotos ali e seguimos para as ruínas de Pisac. É enorme e lindo! O sol estava bem forte, comprei um chapéu (s. 10). O guia deu 1h ou 1h30 (não lembro direito), só sei que esse tempo acabou super rápido, não deu pra andar nem um terço do lugar. Eu poderia passar o dia inteiro ali! Começou minha paixão pelo Vale Sagrado e seus caminhos ::love:: um dia vou voltar lá pra andar à pé por aquelas estradinhas, parar em cada povoado, dormir ou ficar uns 2 dias… Mas como na primeira vez não conhecemos nada, vamos de tour mesmo! Bora pro ônibus!

Dali paramos em uma loja, o cara explicou como fazem uns pingentes de prata e conchas coloridas que vimos aos montes gente vendendo nas ruas, mas ficamos pouco tempo lá (ainda bem) e fomos para Ollantaytambo, mas no caminho paramos em Urubamba para almoçar. E o rio lindo já está cortando o Vale e a paisagem vai mudando de marrom para verde… Lindo! Paramos no restaurante Yllari (Ou Illary), o buffet era 25 soles e a comida estava boa. Comi macarrão, um pouquinho de arroz, salada e um frango com molho de abacaxi, também tinha sopa, e dividimos uma cola-cola de 1 litro. A sobremesa era incluída também, tinha 4 tipos mas não eram muito gostosas não.

Pouco tempo depois chegamos em Ollantaytambo, um amor de cidadezinha! A rua principal de acesso é bem estreita, de pedra, com as casinhas já com a porta na rua, e na soleira das portas passa um canal de água. Na chegada já tive uma impressão legal da cidade. Descemos do ônibus e na frente do parque arqueológico tem uma feira de artesanato (claro). Mas entramos direto, subimos quase a metade e o guia começou a explicação. Numa das montanhas ele mostrou um rosto, mas eu não consegui ver :| hahaha, mas tudo bem, sou míope, enxergar o rosto já seria demais. Depois subimos mais um pouco, os picos nevados apareciam ao longe, mas agora um pouco mais perto. Tiramos mais fotos, depois demos a volta e descemos por outro lado. Saímos de lá e na feirinha comprei uma bolsinha pequena só pra carregar passaporte, celular e câmera. Ficamos olhando as coisas, e quando saímos, cadê o ônibus? ::putz:: Eu, Jaque e Érika, andamos, procuramos e nada.

Achei que ele provavelmente estaria estacionado em outro lugar, porque ali na frente era pequeno e não cabia os ônibus que toda hora chegavam. Atravessamos a ponte, subimos até a praça, e nada. O Chicão e a Agrael estavam juntos com o grupo, e eles não iriam embora sem a gente. Aliás, nem iam embora de jeito nenhum, porque iríamos ficar ali mesmo e pegar o trem. Fiquei parada perto da pequena ponte, de onde poderia ver se eles passassem, e as meninas foram procurar. 10 minutos depois, achamos \o/ Pegamos a mochila e o povo queria comer. Eu não queria, então eles sentaram num restaurante e eu fui andar. Gostei ainda mais da cidade! Suas ruazinhas estreitas e retas, os cachorros, os senhores e senhoras voltando pra casa no fim de tarde.

Nesse volta passei em frente a um local que alugava bikes (Ollantaytambo Bike malkubenavides@yahoo.com.pe), o cara saiu e me chamou.. entrei lá e ele me explicou os passeios que faz. Me mostrou um mapa enorme da região. Descobri que Ollantaytambo tem muito mais ruínas do que apenas aquela que eu tinha acabado de visitar!! E várias não cobram entrada. Um dos passeios que ele faz, você sobe de carro até Patakancha (4.010 m), fica lá em cima nos montes nevados e desce de bike, passando por algumas ruínas. EU QUEROOOO!! Em grupo ficava 70 soles, e sozinha ficaria 90… claro que ninguém no meu grupo ia querer. E se eu soubesse que Ollanta era tão legal, teria reservado 3 dias pra lá. Fica pra próxima…

Fui numa lan house pra conferir se a reserva com o hostel em Aguas Calientes estava ok. Enviei pra eles o horário do trem e eles iam nos pegar na estação. A internet foi s. 0,50 por 15 min. Voltei pro restaurante e o povo ainda estava comendo. Quando terminaram, passamos numa vendinha para comprar água, gatorade e bolachas. E aí fomos seguindo pela rua que leva à estação, o caminho nem é longo, dá pra ir a pé tranquilo. E aí pensei: eu queria poder ficar mais aqui! Comentei com o povo e a Agrael concordou, Ollantaytambo parecia tão aconchegante e fofa que a gente queria conhecer mais.

Chegamos à estação e pegamos o trem Peru Rail das 18h. Não achei uma viagem confortável não… Chegando lá, muito frio, estava de noite, e o cara do Supertramp Hostel estava esperando. Seguimos ele por uma subida (umas 3 quadras) e chegamos. O quarto era de 10 camas (30 soles) e já tinha uns rapazes lá. Deixamos as mochilas e fomos jantar. Escolhemos a rua mais movimentada e fomos… mas nem deu pra escolher o restaurante, porque logo no primeiro, o garçom estava com uma camisa do Brasil, aí começaram a conversar e já entraram… eu estava fugindo de ficar sentada 1 ou 2h “perdendo tempo” enquanto poderia estar conhecendo a cidade, então saí de novo pra andar sozinha.

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é parecida com Ollantaytambo, só que mais comercial, cheia de restaurantes e farmácias. Bem charmosa, e ao que parece o povo dorme cedo lá. Umas 9 e pouco já não tinha tanto movimento nas ruazinhas. Falei com um peruano garçom de um dos restaurantes, que puxou conversa, viu que eu era do Brasil e já foi falando que adora o Rio de Janeiro, até me mostrou fotos dele lá, e em outras cidades quando ele trabalhou num cruzeiro, isso em 3 min de conversa! huahuhaha Voltei pro restaurante e já tinha chegado a comida, comi um pouco da trucha e pedi um pisco sour pra experimentar, adorei! Depois pagamos e voltamos pro hostel.

Sobre o Supertramp Hostel: o clima é bem legal, tem um bar no terraço, mas tava todo mundo jogado na salinha vendo tv, na internet ou dormindo. Fomos tomar banho – os banheiros estavam molhados e não tem lugar pra você se trocar sem todo mundo ver, tem que ser dentro do box, que é meio escuro e molhado. Os prós: localização ótima, bem pertinho da estação, também não é longe do bus pra Machu Picchu, te busca na estação gratuitamente, serve café a partir das 4:40 da manhã.

Fomos dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar bem cedo PRA IR A MACHU PICCHU!

A culinária no Peru

Achei que esse tema merece um post separado por dois motivos: você pode comer muito bem lá e, por outro lado, precisa tomar cuidado. Sério.

O básico

Em todos os restaurantes que fomos (experimentamos vários, raramente a gente repetia algum), a base dos pratos era: arroz, batata (papa), pouca salada e um frango, peixe ou carne. O frango (pollo) é o mais popular. Frito então, tem em toda esquina, ou “a la plancha” (grelhado). O peixe era sempre a trucha, servida geralmente frita ou grelhada. E a carne de boi (carne de res) não é o forte deles, mas o prato chamado lomo saltado é bem popular, que é carne cortada com legumes e molho.

A batata vinha geralmente frita. Salada, só algumas rodelas finas de pepino, tomate e alface. No almoço em Puerto Maldonado (que é mais perto da fronteira com o Brasil) ainda tinha feijão, mas depois não o vimos mais. Tem bastante ceviche, que é pescado cru marinado no limão ou lima, com cebola e pimenta. Beeem apimentado.

Nos almoços tipo buffet, a comida é mais farta, tem vários tipos de salada, macarrão, carnes. Mas nos centros de Cusco, Arequipa e Ollantaytambo não vimos nenhum buffet, somente nos passeios turísticos, que já tínhamos fechado o almoço no pacote com a agência (em Urubamba, no passeio do Valle Sagrado, e em Chivay, no passeio do Valle del Colca).

Tem vários restaurantes em cada quadra da cidade. Tem os de comida italiana, os tradicionais, os de comida chinesa misturada com peruana (chamada chifa), os de pizza, e os de grandes redes como Mc Donald’s, KFC, Burguer King, Starbucks. O frango frito do KFC era uma delícia, enquanto do McDonald’s não gostei. Comemos em vários tipos de restaurante, escolhíamos pela cara mesmo ou quando a gente estava morrendo de fome, entrava logo no primeiro. Em todos, a comida demorou bastante pra chegar.

Em geral, a comida não é muito diferente da nossa. Arroz, batata frita, frango, carne e peixe. E o melhor: é barato! Eu que não costumo gastar muito com comida nas viagens, sempre prefiro um lanche rápido, mas no Peru almocei e jantei todos os dias e gastava em média 20 ou 25 soles por refeição, com bebida.

Café da manhã

O café da manhã é tranquilo, tem vários tipos. Em todos os restaurantes tinha o “café americano”, que é ovos mexidos com torrada, café, suco e chocolate quente por 8 soles, o “café continental”, além de outros tipos de desayuno. Quando ficamos no hostel Pariwana, em Cusco, o café estava incluído na diária e era muito bom: leite quente e frio, água quente, café, 3 tipos de pão, manteiga e 2 tipos de geléia. Já nos outros, ou não tinha ou era muito fraquinho, mas ir tomar café na rua é bem legal, porque tem várias opções e é barato.

Uma coisa que eu achei legal lá é que o mesmo restaurante abria logo cedo e servia café da manhã, depois almoço e depois jantar, e ficava aberto o dia todo caso você quisesse comer fora de hora! Aqui no Brasil geralmente só servem almoço e jantar, e aqui em Porto Velho nem isso, alguns são só almoço ou jantar, não abrem domingo e segunda, quem dirá servir café da manhã.

Café da manhã em Ollantaytambo

Café da manhã em Ollantaytambo

Bebidas

Sobre as bebidas, a primeira coisa que deve saber: elas não são geladas. Meu pai sofreu em cada restaurante com as cervejas, elas vinham no máximo levemente frias, e isso já era gelado pra eles. No geral, eles nãos usam freezer para as bebidas, então a dica é, quando chegar ao restaurante, antes de escolher os pratos, antes mesmo de sentar, já peça ao garçom para colocarem a cerveja ou refrigerante no congelador pra você!

Depois de uns dias, você se acostuma. Já que lá é frio, não sofremos muito com isso. Logo a gente já pegava a água ou o gatorade na prateleira mesmo e bebia, andava com a garrafa o dia inteiro na mochila e ela ainda ficava “bebível”.

Das bebida tradicionais, experimentei duas: a chicha morada (tipo um suco feito com milho roxo, limão, canela, não gostei muito) e o pisco sour (álcoólica, feita com pisco, que é uma aguardente feita de uva, com suco de limão e clara de ovo). Tem o pisco puro (esse era o que o meu pai pedia, que é o mais parecido com a nossa cachaça).

O refrigerante mais famoso lá é o Inca Kola, ele é amarelo e tem gosto de chiclete, bem doce. Esse é um daqueles que só fica bom bem gelado. A cerveja de Cusco é a Cusqueña, não sou fã de cerveja, mas admito que é boa! Em Arequipa tem a Arequipeña (que, segundo a parte cervejística da viagem, não é tão boa) e não, em Puno não tem a Puñeña.

Não posso deixar de citar também o chá de coca! Tomamos várias vezes, não tem muito gosto, mas é muito bom para o mal de altitude. Não deixe de tomar assim que chegar lá! No hostel que ficamos tinha uma garrafa térmica enorme no pátio, com chá grátis a qualquer hora do dia. Serviam também em lojas e claro, nos restaurantes.

Cusqueña, Inca Kola e Pisco Sour

Cusqueña, Inca Kola e Pisco Sour

Veja as receitas: pisco sour e chicha morada.

Principais pratos

O que tinham em todos os restaurantes: Pollo a la plancha (frango grelhado), pollo crujiente/broaster (frango frito), lomo saltado (carne de boi com legumes), trucha (peixe), sopas (a mais comum parece ser de quinua). Os acompanhamentos são arroz e batata (quase sempre) e, às vezes, salada.

Como lanche, vendidos nas ruas e principalmente nos pontos turísticos, tem o “milho gigante”, cozido, com os grãos enormes, uma delícia! Eles cultivam mais de 30 tipos de milho. A banana frita e sequinha também é vendida nos saquinhos, como chips, igual aqui em Rondônia. Comemos também uma massa de batata assada com recheio de carne moída.

Em Arequipa o queso helado é bem famoso. Mas não tem nada de queijo, viu? É um sorvete de creme com canela. Compramos um bem em frente da Plaza de Armas, mas depois no Mirador de Carmem Alto experimentamos um que era mais saboroso e mais docinho.

O doces são bons, mas não me impressionaram muito, e olha que eu amo doces! Entramos uma vez em uma doceria e tinha donuts, torta de limão, alfajor (parece um biscoito grande de massa quebradiça, recheado com doce de leite e com açúcar de confeiteiro por cima, muito bom), mil folhas e outros.

Culinária peruana: frango e sopa de quinua

Macarrão com frango e milho, Sopa de quinua e queijo

trucha

Trucha a la planha e papa recheada com carne

Pollo frito do KFC e queso helado de Arequipa

Pollo frito do KFC e queso helado de Arequipa

doces peruanos

Doces e Sanduíche con papas fritas

Em Machu Picchu

Em Machu Picchu Pueblo (ou Aguas Calientes), há vários restaurantes com esses mesmos pratos. Já no sítio arqueológico propriamente dito, só há uma lanchonete e os preços são bem caros, vendem cachorro-quente e outros lanches do tipo. Para comida, tem um restaurante, mas nesse nem entrei. Aliás, nem comprei nada lá, comi os lanchinhos que levei na mochila. É proibido comer lá dentro, mas me diz como sobreviver a um dia todo de passeios, subidas, montanhas, sem comer? Eles não revistam a mochila e todo mundo leva lanche, é só guardar todo o seu lixo e não deixar nada lá. Se for comprar algo lá, compre logo na entrada, pra não ter que voltar tudo depois. No ponto de ônibus que sobe pra Machu Picchu tem vários mercadinhos. Leve bastante água, porque além da altitude, lá ainda faz bastante sol, pelo menos em agosto, saí de lá queimada.

Por que tomar cuidado

Em primeiro lugar, por causa da água: só beba água mineral (uns 3 litros por dia), refrigerante e cerveja. Suco, só se você ver sendo feito. Já tinham avisado isso, que a água lá não é tratada e pura e eles não ligam, mas mesmo assim eu bebi limonada umas duas vezes, e suco de laranja. Não sei se foi só por causa disso, ou pela comida também, mas eu passei muito mal. Metade da viagem eu passei sem conseguir comer mais nada, enjoada e vomitando muito.

Segundo: a comida é muito temperada, apimentada. É bom pegar leve, não misturar várias coisas diferentes nos restaurantes self-service e não abusar das frituras.

Terceiro: na altitude a digestão é mais lenta, então se você comer muito, vai ficar com o estômago cheio e pesado por mais tempo.

Eu simplesmente cometi esses três erros: bebi sucos, comi fritura e em um dos dias comi muito. Não façam isso!

Obs.: Pesquisando sobre as bebidas, encontrei um site bem bacana: Cultura Peruana.

Obs. 2: Quem aí também ficou sem conseguir ver frango por pelo menos um mês depois de voltar?

Mais sobre o Peru:

As estradas no Peru

Roteiro: Peru via Acre, de ônibus

Como comprar seu ingresso para Machu Picchu

Diário de Viagem: Peru

Diário de Viagem: Peru

Essa foi a primeira viagem que fiz e anotei várias coisas, como nomes, preços e dicas, pra poder escrever tudo e me lembrar sempre, além de ajudar quem vai fazer a mesma viagem e está na fase de planejamento!

Vou fazer os posts de cada dia de viagem: de 1 a 13 de agosto de 2013. Aí vou editando esse post para colocar os links das postagens.

E quem quiser ler o meu relato de viagem que estou postando no fórum Mochileiros.com é só clicar aqui.

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Como comprar seu ingresso para Machu Picchu

Esses momentos e que eu confirmo alguma coisa – marco uma passagem, compro um ingresso – me emocionam! Ver meu nome ali escrito num papel ou na tela do computador, ao lado de algum lugar que eu queria muito conhecer, é uma das coisas mais legais de uma viagem ou da realização de qualquer sonho.

Eu nunca tive aquele sonho desde adolescente de conhecer Machu Picchu, como muitas pessoas têm. Mas desde o começo desse ano me interessei, comecei a pesquisar e vi que era possível – uma viagem incrível e barata para o meu bolso. E hoje comprei o ingresso para a cidade perdida dos incas, para o dia 5 de agosto de 2013. Comprei com cartão de crédito, direto no site oficial, mas também vou dar dicas de outros meios para comprar.

Site oficial

O site é: machupicchu.gob.pe, a compra nele é bem rápida. Você primeiro escolhe o local a visitar (Machu Picchu) e a rota. Aí entra o tipo de ingresso que você vai querer, que pode ser:

  • Machupicchu preço 128 soles

É o ingresso simples, que dá direito a visitar as ruínas da cidade inca, sem subir nas montanhas. qui você pode fazer a trilha para a Porta do Sol, que dá uma vista bem legal de tudo.

  • Machupicchu + Museo preço 150 soles

Você visita a cidade e o museu Manuel Chavez Ballon.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 1G 7 – 8 a.m. preço 152 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montanha Huaynapicchu, ou Waynapicchu, que tem 2.693 metros. Neste grupo (1G) você deve começar a subida entre 7 e 8 da manhã.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 2G 10 – 11 a.m. preço 152 soles

Mesma coisa do ingresso acima, só muda o horário de subida, que deve ser entre 10 e 11 da manhã.

  • Machupicchu + Montaña 7 – 11 a.m. preço 142 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montaña Machupicchu, que é mais alta que a Huaynapicchu, tem 3.082 metros. O horário em que você pode começar a subir é maior.

Depois de escolher a rota, clique na data, depois coloque a quantidade de pessoas e vai aparecer o preço. Clique em “Paso 2” e preencha seus dados.  Clique em “Paso 3”, revise os dados, a data, e se estiver tudo certo, clique em “generar reserva”. Salve e/ou imprima.

Com o número da reserva, clique na aba “pago” lá no menu de cima, depois preencha os dados do cartão de crédito internacional, siga os procedimentos de pagamento. Depois vá na aba “check in” e entre com o código da reserva, vai constar seu nome, data horário etc, clique em “imprimir ticket”.

Nora de imprimir o ticket:  Imprima 2 cópias, pois uma é para entregar na entrada do Centro Arqueológico e a outra você guarda para qualquer imprevisto. Na entrada, é preciso apresentar o documento de identidade ou passaporte (o que você usou para comprar o ticket).

Cartão de crédito: o cartão usado na compra deve ser internacional, pois o site é do Peru, e você ainda precisa habilitá-lo para uso no exterior antes de comprar, dá pra fazer isso por internet banking, por telefone ou na sua agência. Uma coisa que incomoda muita gente que tenta comprar, é que nesse site eles exigem que o seu cartão seja “Verified by Visa”. O meu não tinha nada disso e consegui comprar. Também é importante que o cartão e o ingresso sejam da mesma pessoa, ou seja, se você efetuar a compra com o cartão do seu pai, por exemplo, e ele não for viajar, leve uma cópia do cartão dele e da identidade ou passaporte.

Por agência

Caso você não consiga ou não queira comprar pelo site oficial, pode fazer por meio de alguma agência de turismo peruana. É só entrar em contato com eles por site ou e-mail e dizer que quer comprar a entrada. Eles compram pra você mediante uma taxa, e o pagamento pode ser feito de várias maneiras, a mais comum é por transferência internacional.

Como disse, o eu ingresso eu comprei no site, mas os dos meus amigos, tive que pedir por agência, pois eles não tinham cartão internacional. Entrei em contato com a Rasgos del Peru, que é a agência do Hostel Pariwana, onde eu tinha feito reserva. Eles compraram os 4 ingressos Machupicchu + Montaña por 68 dólares cada. A transferência eu fiz por Western Union, direto da minha conta no banco do Brasil. Veja se compensa, pois além da taxa da agência, ainda tem a taxa de transferência da Western Union.

Outras agências que eu não utilizei, mas são bem recomendadas, são a Fabulous Peru Tours e a Lima Mentor.

Dicas

Para comprar o ingresso normal, o da Montaña e o do Museo, não precisa ser antecipado, mas para Huaynapicchu, eles se esgotam rápido. São só 400 por dia (200 em cada grupo), então é bom ficar de olho e comprar com no mínimo 1 mês de antecedência! O site informa a quantidade disponível por dia.

Caso você perca seu ingresso (ou faça como eu e esqueça em casa), é preciso entrar no site com o seu código de reserva e imprimir o ticket novamente. Eu percebi que tinha esquecido o meu quando já estava em Cusco. Falei com a minha mãe que estava em casa, ela achou o ingresso e me passou o código. Eu passei para a recepcionista do hostel e ela imprimiu pra mim. Por isso é bom já guardar esse código no seu e-mail.

a machu picchu