Intercâmbio no Peru – relato de Cryslan de Moraes

O post de hoje é um pouco diferente. Voces vão ler o relato do Cryslan, que fez um intercâmbio no Peru, trabalhando com crianças carentes e viajando pelo país. O Peru é lindo, foi uma das melhores viagens (contei tudo aqui no blog) que ja fiz e com certeza quero voltar!  Obrigada Cryslan pelo relato e fotos! 🙂

trabalho voluntario peru

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Mochilão Peru #Dias 11 e 12 – o fim da viagem!

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) e 10 (sábado) Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 11 (domingo) Último dia no Peru

Dormimos bem no hostel em Puno. As nossas passagens já estavam na recepção de manhã (a moça da agência tinha comprado pra gente na noite anterior), pagamos e pegamos 2 táxis. Foi 4 ou 5 soles cada um até o terminal. Nosso ônibus saía às 8h, chegamos lá anda era umas 7h eu acho. Compramos água, gatorade e bolachas, e quando chegou perto da hora fomos pro ônibus. Estava lotado de mochileiros e turistas em geral, muitas senhoras.. acho que não tinha ninguém local lá. A empresa era a Tours Peru e o bus era bem confortável.

O caminho de Puno a Cusco é bem legal, a estrada ótima, na saída da cidade passamos por uns lugares bem feinhos, as casas sem reboco, todas só de tijolo, sem pintar, amontoadas (por isso Puno tem fama de feia)… e aí vamos subindo, vendo o lago Titicaca.. pegamos a estrada e o sol saiu bem forte. Adorei ficar vendo a paisagem, as casinhas perto da estrada, os pastores com os animais, quase não tinha nada plantado (era época da seca). Passamos por um rio que ia seguindo a estrada, várias vilas e cidadezinhas.

Não lembro a hora que chegamos em Cusco. Primeiro pegamos um táxi no terminal e fomos para o Pariwana, pedimos para guardar as mochilas lá, e fomos para o centro. Nos separamos e cada um foi comer ou dar as últimas voltinhas… já era de tarde, comemos no McDonalds e fomos andar. Agora era a Erika quem estava passando mal.. e eu melhorando. Fui encontrar o Chicão e a Agrael num restaurante, esperei eles terminarem de comer e fomos andar por ali. Todos comprando as últimas lembranças e gastando os soles! Eu comprei um casaco de frio e um cachecol.

Foi escurecendo, voltamos pro Pariwana, ajeitamos as coisas na mochila e pedimos um táxi na recepção. O táxi demorou, então o cara foi pra rua e parou um táxi lá pra gente. Fomos pro terminal espremidos no carrinho do senhor taxista… chegando lá, escolhemos a empresa na hora, foi a Cial, acho uns 50 soles até Puerto Maldonado. Saiu às 8:30 da noite e o ônibus era ok, fiquei no banco bem da frente e pro nosso azar duas americanas chatas ficaram falando sem parar o tempo todo, rindo, reclamando da tv, de tudo.. aff! QUE FALTA QUE ME FEZ um fone de ouvido nessa viagem! Não esqueçam de levar! Da próxima vou levar um daqueles grandões.

Só quando saímos da cidade e apagaram as luzes elas calaram a boca. E o filme na tv estava super alto. Ou seja… noite ruim, vai ser difícil dormir! Fora que, quando a gente estava pegando no sono… o ônibus para num lugar e começa um sobe e desce.. e muitas mulheres subindo pra vender pão, arroz.. anunciando sem parar… que terror! haihuaiuah Ficamos meia-hora ali no mínimo… depois continuamos a viagem, SÓ CURVAS, não dava pra ver nada da frente e dos lados, tudo escuro e muitas curvas… seja o que deus quiser e vamos tentar dormir! Depois as curvas diminuem.

Dia 12 (segunda) A volta pra casa

Chegamos a Puerto Maldonado bem cedinho. O ruim de lá é que no terminal não tem nada pra vender, nada pra comer. Fomos ao banheiro (0.50) e depois conhecemos um casal que também tinha vindo de Cusco e estavam indo para Porto Velho. Eles eram bem simpáticos e dividimos 2 táxis. Na saída do terminal ficam váris carros e tuk tuks se oferecendo. Pegamos 2 por 5 soles cada e pedimos para nos deixarem na “rua das vans” para Iñapari. Nunca descobri o nome dessa rua. Mas os taxistas sabem e isso é que importa.

Chegando na tal rua, o nosso taxista quis cobrar 8 soles. Impressionante que é só perto da fronteira que essas coisas acontecem!! Reclamamos e pagamos só os 5. Tinha uma van já com umas 3 pessoas dentro, ia sair. Combinamos por 30 ou 35 soles (não anotei) e partimos pra fronteira… foi como na ida: van velha, calor, viagem looonga, calor… com o detalhe que a van pifou no meio do caminho! Tivermos que dar nossas águas para o cara por no motor (ou sei lá onde se põe água no carro) e só andou um pouquinho, mais pra frente ele achou uma casa com um riacho, foi lá e buscou água. Ok, arrumado, seguimos e quando chegamos em Iñapari, ele encontrou um colega que tinha chegado bem na frente, e quando este perguntou porque demoramos, o safado do nosso motorista disse que “teve que parar para comprar cusqueña porque eles pediram, sabe como é, tem que agradar os turistas”… :evil: danado!! Nem falou que foi porque a van dele pifou. Realmente na saída de PM paramos num bar pra comprar cerveja mas não tinha, gastamos só 1 minuto lá. (e nessa hora entendemos a malandragem do motorista falando em espanhol rápido, ou seja, já ficamos nos achando, porque quando chegamos lá, 10 dias antes, a gente não sabia nada!)

Essa viagenzinha durou umas 4h. Em Iñapari passamos na aduana para dar saída, carimbar o passaporte… passamos por 2 salinhas, depois atravessamos a rua e trocamos os soles que sobraram com a Tuka. Ali já achamos um taxi que nos levou pra Assis Brasil, antes paramos na PF para entrar no Brasil novamente, e chegando em Assis Brasil (5 ou 10 min), encontramos só um restaurante.. chamado Barriga Cheia! Comida à vontade por 12,00 ou o kilo por 18,00. Eu pesei e meu prato deu 6,00. No Peru eu nem estava podendo ver comida que passava mal, mas no Brasil… estava feliz de poder comer comida brasileira! Tomei um super suco de cupuaçú gelado.

Fui ao banco tirar dinheiro (a 1 quadra dali) e ao mercado, tomei uma água de coco por 1,00… perguntamos sobre o ônibus e falaram que para Rio Branco ele parava ali na praça 15h, mas parava muito e chegava lá tarde. O último ônibus de lá pra Pvh era 22h e ainda tinha o risco de não ter mais vaga, por isso tivemos que ir de táxi. Negociamos um tempão (éramos em 7 agora) e conseguimos 2 táxis, sem desconto era 25 até Brasiléia e 50,00 de Brasiléia a Rio Branco. Geralmente os taxistas fazem por R$ 75,00 de Assis Brasil a Rio Branco. Mas esse que pegamos teria que dividir a viagem ao meio, mas o total seria o mesmo. Ok.. o casal foi em um táxi com 2 outros rapazes que apareceram por lá e nós 5 fomos em outro, com um rapaz bem simpático. Todo mundo foi conversando, a Érika passando mal e eu querendo dormir.

Paramos em Brasiléia e ele chamou um colega dele pra continuar a viagem porque ele não podia ir até RB. Entramos no outro carro, andamos 3 quadras e.. furou o pneu. Esperamos trocar, enquanto compramos lanches num posto de gasolina. Depois de arrumado seguimos… chegamos em Rio Branco 8 da noite. O casal estava lá e nos juntamos de novo. Banheiro, lanche, passagem comprada para as 9h (67,00). O ônibus era confortável, logo eu já dormi, mas é muito chato ter que acordar de madrugada e descer pra atravessar a balsa, ficar esperando quase 1h no frio…

OBS: nesse dia acho que eu nem tiramos fotos. Todo mundo já cansado… 

Enfiim chegamos em Porto Velho quase 6 da manhã… fomos pra casa, abracei minha mãe e minhas cachorras, tomei um banho rápido e dormi. Minha cama ::love:: como eu estava com saudade! 

Isla Taquile - Peru

Peru: um país lindo, incrível, tão perto do Brasil e tão barato. Todo mundo devia conhecer!

Mochilão Peru #Dia 9 e #Dia 10 – Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) Vale del Colca – Canion e Condor

Nesse segundo dia de passeio pelo Vale del Colca, era dia de conhecer o Canion (atração principal do passeio) e ver o vôo dos Condores.

O Condor era um animal sagrado para os incas, que representa o mundo superior. Eles são enormes e podem ser vistos de um mirador.

Só que eu estava passando muito mal, então fiquei o tempo todo dentro do ônibus e não vi nada! Consegui levantar 5h, tomar banho e me arrumar, no café só tomei meia xícara de chá de camomila e fomos. O café era: pão, manteiga, geléia, saquinhos de chá e de café (Hotel Sumac Wasi, em Chivay).

Daí em diante, entramos no ônibus, eu me ajeitei e fiquei lá o dia todo! Não posso contar nada do passeio porque perdi. Não vi o Canion nem o condor!! Só bebia água e gatorade. No almoço desci, e no restaurante tomei só a sopa de entrada (paguei 10 soles, o almoço todo era 25). Depois seguimos, mais paradas, e eu tentando dormir, chegamos em Arequipa de tarde ainda. Fomos jantar no Saryris de novo, mas dessa vez não foi tão bom, a sopa foi cara e não estava gostosa. Tomei só um pouco da sopa do Chicão.

As passagens para Puno já estavam compradas para as 11 da noite. Não lembro se foi 30 ou 40 soles. E eu não estava mais com vontade de ir…

Vou deixar as fotos que o pessoal tirou desse dia:

Dia 10 (sábado) Puno e o Lago Titicaca

Depois do passeio Vale del Colca, que terminou em Arequipa, partimos de noite para conhecer mais uma cidade peruana: Puno, que fica à beira do famoso Lago Titicaca.

A viagem para Puno na noite anterior foi tranquila, fomos com a empresa Julsa. Chegamos em Puno no sábado de manhã bem cedo, mal estava amanhecendo. Logo que chegamos um cara nos abordou oferecendo os passeios, conversamos com ele pra ver os preços, mas subimos pra tomar café, e depois olhar as outras agências.

O café da manhã é no piso de cima, sentamos e eu pedi um café americano, que vinha: 2 pães de forma tostados, ovos mexidos, suco e chocolate quente, acho que foi 8 soles. Estava tudo gostoso, mas depois me arrependi de ter comido, porque eu ainda não estava bem. Depois do café eu vi na agência Sumaia Tours, e era um pouco mais caro que o do primeiro cara. Voltamos lá com ele e negociamos, o preço ficou:

Passeio isla de Uros + isla Taquille com transfer: 45 soles
Hostel Qorikancha Inn com um quarto duplo e um triplo, com banheiro privado: 25 soles cada pessoa

Fomos para o hostel, só deixamos as malas e o carro nos buscou às 7h e fomos para o porto. Lá, ficamos esperando junto com um monte de turistas, nessa parte foi meio desleixado, porque a moça falou pra gente esperar, e depois sumiu, os barcos iam lotando e saindo, chamaram mais pessoas e fomos, mas eu não sabia se aquele era o nosso barco ou eles simplesmente juntam todos ali e vão enchendo os barcos independente de agência. Enfim, mostramos nosso bilhete da agência e entramos no barco. O guia se apresentou e começamos a viagem, ele ia explicando mas eu tava bem no fundo e não entendia muita coisa.

Mais de 1h depois chegamos numa das ilhas de Uros, era menor do que eu imaginava. Eu já sabia que esse passeio seria o mais sem graça da viagem, pra mim, e foi mesmo. Essas ilhas são flutuantes, feitas de uma planta chamada totora. Cada ilha tem algumas cabaninhas feitas da mesma planta. Não se sabe se eles realmente moram lá sempre ou só vão para se apresentar aos turistas. Ficamos uns 30 ou 40 min lá, alguns foram andar no barquinho de totora quando eles convidaram, mas NÃO AVISARAM que seria cobrado 10 soles. Fiquei lá tirando fotos, ou sentada, tinha uma menininha bem brincalhona que todo mundo ficou encantada com ela. Não achei tão teatral, não tinha ninguém cantando ou dançando pros turistas, como já vi comentários.

Depois voltamos pro barco e foi mais 1h até a isla Taquille. O lago Titicaca é enorme e azul. O barco vai devagar, balançando de leve. Não sei como eu não passei mal! O barco para num porto da ilha e a gente começa a subida.. e sobe… sobe… a vista é mais linda a cada passo! Tem campos onde as pessoas cultivam (mas em agosto é seca) e animais pastando. Chegando lá em cima, tem uma igreja bem antiga e vários restaurantes. E encontramos o nosso grupo no centro e o guia foi nos levando para um restaurante, andamos mais uns 20 min, mas não tinha subida dessa vez. Chegamos ao restaurante, que é uma casa com as mesas no lado de fora, só a gente ali com o lago Titicaca em volta!

Os pratos eram trucha frita com arroz e salada ou omelete, e uma sopa de entrada, sopa + prato eram 20 soles. Eu tomei só a sopa e foi 10 soles. Estava ótima! Depois de comer tiramos mais umas fotos por ali, o bom era que estava só o nosso grupo. Depois começamos a descer… muita descida com escadas pelo outro lado da ilha, chegamos ao porto (não é aquele por onde chegamos), entramos no barco, eu fui na parte de trás apreciando a vista e o vento… mas uns 20 in depois fui pra dentro. Dormi, acordei, dormi, fui ao banheiro.. e não chegava! Ô viagem longa.. foi mais de 2h e meia. Chegamos e Puno no fim da tarde. Muito frio!! O dia mais frio da viagem.

Entramos na van e a mulher da agência (que era do nosso hostel também) estava recolhendo dinheiro do pessoal, ela ia para a rodoviária comprar as passagens para Cusco, então a gente não precisaria ir. Isso foi muito útil! Ela pegou nosso nome, o nº do passaporte e o dinheiro, foi 40 soles, saindo na manhã seguinte. A van nos deixou no hostel, fomos tomar banho e de noite saímos pra jantar, estava bem frio e foi difícil sair… A Plaza de Armas ficava a uns 3 ou 4 quarteirões. No caminho encontrei uma livraria e aproveitei, porque um amigo tinha me falado que livro é barato lá, e como eu tô aprendendo espanhol, queria comprar alguns. Comprei 4 livros pequenos, acho que 2 soles cada, um de contos de fadas, um de histórias infantis peruanas…

Na Plaza de Armas nem ficamos muito, estava frio e a gente com fome. Entramos por uma ruazinha movimentada, onde não passa carros, e tinha vários restaurantes. O garço de um que estava na porta era bem simpático e nos convenceu a entrar (porque com a gente é assim.. o primeiro garçom que joga papo a gente cai). Era o Hacienda. Tinha um forno a lenha fazendo pizzas logo na entrada, o ambiente era aconchegante, bem decorado. Pedimos massa: lasanha e espaguete. O meu estava meio sem graça, pedi um simples com molho vermelho, e não consegui comer tudo, com medo de passar mal. Meu spaguetti foi 20 soles e um refri pequeno 3 soles.

Pagamos e fomos direto pro hostel, dormir (e levantar várias vezes pra ir ao banheiro.. ainda)!! No dia seguinte íamos voltar para Cusco.

Sobre Puno: sim, é uma cidade feia como muitos dizem aqui. E fria!! Mas a isla Taquille é incrível!

Obs.: No roteiro original a gente ia de noite mesmo pra Cusco, mas resolvemos dormir lá, já que a gente estava cansado, eu um pouco mal ainda, estava frio e a gente precisava de um banho quente e cama.

No próximo post: volta para Cusco e último dia no Peru.

Mochilão Peru #Dia 8 – Vale del Colca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Primeiro dia de tour Vale del Colca e do primeiro perrengue – fiquei doente na viagem! Esse passeio pode ser feito em um ou dois dias, o de dois dias é o ideal, mais tranquilo, e o de um dia é bem mais corrido. Também pode incluir o trekking (descida ao Canion) ou não.

Acordamos cedo empolgados para o passeio pelo Vale del Colca, que tínhamos fechado na noite anterior com a agência Wayra Travel Expedition por 70 soles cada um. O pacote incluía: bus, guia, uma diária no Sumac Wasi, 2 dias de tour, café da manhã no segundo dia. Fora isso você tem que pagar um boleto que custa 40 soles para brasileiros.

Deixamos as mochilas no guarda-volumes do hostel Arequipay, o horário marcado era 8h para a van vir nos pegar, ela chegou umas 8:25. Entramos e fomos até o ônibus grande. Saindo da cidade a guia se apresentou, falou sobre o tour e pediu pra cada um falar seu nome e país. Tinha muitos peruanos, inclusive gente de Arequipa mesmo, além de italianos, espanhóis, suíços, e só nós 5 de brasileiros. Aliás, quase não encontrei brasileiros nessa viagem toda.

Antes de sair da cidade paramos numa vendinha, compramos água, gatorade (tomei muito gatorade lá, é muito barato), folhas e balas de coca. A todo momento a guia explicava que a gente ia subir mais ainda e provavelmente ia sentir os efeitos da altitude, ensinou a mascar as folhas etc. Eu só chupei umas balinhas… pegamos a estrada e a primeira parada foi na Zona de Vicuñas, lá pelas 11h, e está a 4.000 de altitude (Arequipa está em 2.323). Tinha um grupo de vicunas por lá, mas o que mais me impressionou foi a paisagem, linda! Só que ventava muito e estava frio, então descemos rapidinho e voltamos pro bus. Mais pra frente, um lugar com barracas de artesanato, restaurante e banheiro. Eu só fui ao banheiro (pago) e fiquei tirando fotos em volta. Tinha a “floresta de pedra”, que eram umas formações rochosas em um paredão, que pareciam árvores, além do vulcão e mais montanhas em volta. E mais pra frente, a 4.500m, paramos de novo. Lhamas, alpacas pastando, montanhas nevadas, uma estrada vazia e lagoas ao lado. Preciso dizer que era lindo?

Fomos subindo mais, o frio aumentando, e o topo das montanhas nevadas estava chegando perto… ::love:: reparem que a viagem toda eu fui falando dessas montanhas, porque nunca vi neve e queria muito poder chegar perto, e não sabia que nesse passeio a gente chegava! Às 12:55, passando pela estrada, a neve e o gelo estavam bem ali do nosso lado! Eu queria muito poder descer e para nooossa alegria o bus parou! Descemos e tiramos fotos, estava bem frio e a guia ficou apressando, então não temos fotos muito boas (além do que, nessa hora a minha bateria acabou). Mas valeu muito a pena! Tudo branquinho em volta da estrada!

Um pouco mais pra frente paramos no ponto mais alto: 4.910 m. Acho que era o Mirador de los Volcanes. Lá tinha umas torres feitas de pedras, no chão, e a guia disse que são as pessoas que vão lá e fazem uma torre e um desejo. Eu fiz uma, mas bem rápido, porque queria poder apreciar a paisagem… muito lindo!

Chegamos na cidade de Chivay, com ruazinhas de terra, muita poeira, e fomos direto para o restaurante Sumac Wasi (em cima era o hostel onde íamos dormir), era um buffet com sopas, comida e sobremesa por 25 soles. E foi aí que eu fiz a maior besteira ::xiu:: além de já ter tomado suco na noite anterior (que é arriscado), a comida estava ótima e eu simplesmente comi muito! Misturei várias coisas e ainda repeti. Fiquei bem cheia, e quando subimos pro nosso quarto, eu só queria dormir, porque além de estar com sono, não ia conseguir fazer nada de tarde, recusei o passeio para as águas termais (s. 15), até queria andar pela cidade pra conhecer, mas a cama falou mais alto.

No fim nosso grupo todo (estávamos em um quarto triplo e um duplo) dormiu a tarde toda. E quando acordei 18h, ainda estava me sentindo cheia como se tivesse acabado de almoçar. Fomos nos arrumar porque às 19h o bus ia buscar para um jantar com danças típicas. Tomei um estomazil que tinha levado daqui. Eu me arrumei, mas quando descemos e ficamos esperando na recepção, percebi que estava me sentindo mal. Uma mulher peruana que estava no tour que por sorte era enfermeira, me deu um limão, falou pra raspar um pouco a casca e ficar cheirando ele, que melhorava o enjôo. E melhorava mesmo, mas só na hora… logo depois voltava. Resolvi não ir pro jantar e ficar no quarto. Pedi água quente, o rapaz me trouxe uma xícara e coloquei um saquinho de chá de coca, fui pro quarto, não consegui tomar nada do chá. Estava muito enjoada e sentia a comida toda ainda no estômago. E a guia tinha avisado que na altitude a digestão fica mais lenta.

Pois bem, estava na altitude e não tinha feito nenhuma digestão! Fui pro banheiro pra tirar à força, né ::xiu::. Depois deitava, voltava pro banheiro… resultado: eu fiquei a madrugada toda nisso. O pior era que no outro dia tinha que sair CEDO para continuar o passeio, ver os Condores etc… e eu só queria ficar deitada. Nessas horas a gente perde toda a graça da viagem: queria estar em casa, queria não ter que pegar ônibus, queria poder ficar lá até melhorar. Teria ficado, se estivesse viajando sozinha.

Enfim, nesse dia eu vi paisagens lindíssimas, vi neve, e terminei o dia passando muito mal. Então fica o recado: muito cuidado com a comida e água no Peru. Não comam muito, não comam muita coisa gordurosa e temperada, e não bebem suco, só água mineral e refrigerante.

No próximo post: o segundo dia de passeio no Vale del Colca, é nesse dia que vemos o Canion, a principal atração do passeio.

Mochilão Peru #Dia 7 – Arequipa, city tour e museu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

07.08.13

Chegamos em Arequipa bem cedo e pegamos táxi (s. 10) para o Arequipay Backpackers Downtown, deixamos as mochilas lá, pegamos um mapa e fomos pra rua!

Chegamos à Plaza de Armas em 5 ou 10 minutos, porque a gente ainda não sabia o caminho direito, mas é bem fácil chegar. Logo eu, Erika e Agrael fomos provar o famoso queso helado, um sorvete típico de lá. Meio que um sorvete de creme com um gostinho de canela (s. 3 o copo). Na praça, uma mulher nos ofereceu um tour de bus panorâmico, e na empolgação aceitamos, porque a gente só ia ter um dia na cidade. Foi 35 soles por pessoa. Antes de começar ainda deu tempo de dar uma voltinha na praça.

Começou o tour acho que às 9h. Eu tinha guardado o folheto do tour e agora fui procurar e não achei, não lembro todos os lugares de cabeça! Sei que paramos primeiro no Mirador de Yanahuara, e depois no Mirador Carmem Alto (lá tinha degustação de queso helado, que era mais gostoso que o da praça). Desses miradores podemos ver uma parte da cidade e o mais impressionante: 3 vulcões!! Depois fomos para uma loja de tecidos de alpaca, que nos fundos tem uns espaços com lhamas, alpacas e guanaco, a guia explicou a diferença entre cada um. Finalmente eu aprendi! Eu não comprei nada na loja. Aí nos afastamos bastante do centro, fomos para Mansion del Fundador, que foi construída pelo fundador da cidade, era 12 soles pra entrar, não entramos e ficamos lá fora, que tinha um gramado e muitas árvores. Meia-hora depois o povo voltou, voltamos pro ônibus e fomos ao Molino de Sabandia, é tipo uma fazenda/haras e o povo pode andar de cavalos (tinha uma taxa), novamente não fomos, ficamos lá fora, comemos papas recheadas com carne (s. 3) e inca kola. Tinha uma senhora com um condor para os turistas tirarem fotos. Depois voltamos para o centro. No meio do caminho passamos por outros pontos, mas só paramos nesses mesmo. Os vulcões sempre aparecendo em volta da cidade, lindos! Só que apesar da guia ter falado várias vezes, eu voltei sem saber localizar qual é qual! São 3: Misti, Chachani e Pichu Pichu.

Chegamos no centro umas 13:30, e eu acho que esse tour não valeu tanto a pena. Comemos no McDonalds, na rua Mercaderes, a 1 quadra da plaza. Nessa rua não passam carros, e tem várias lojas, além do KFC, Burguer King, Starbucks, farmácias, teatro, bancos… Depois demos uma olhada nas lojas, comprei uma camiseta preta de manga comprida com o símbolo do Peru por 10 soles, tinha uma liquidação na loja Topitop.

Eu não me apaixonei por Arequipa como quase todo mundo faz… mas lamentei não ter mais tempo livre lá pra poder conhecer mais. A noite foi caindo e eu estava sem dinheiro, tinha 150 reais, procurei um lugar pra trocar, só achei na segunda, a cotação estava 1,15 soles. Pior que na fronteira, mas troquei, e aí achamos o Museu Santuários Andinos, que fica perto da Plaza também, e entramos. É onde tem a múmia Juanita. A entrada é 20 soles e estava saindo um grupo guiado, fomos nele. Primeiro tem um video com uma simulação e explicação de como ela foi encontrada, como foi o ritual que fizeram com ela, etc. O video dura 20 min e depois tem a visita, vimos vários artefatos, tecidos, fotos. No final da visita, a múmia!! Ela é menor do que eu achava, e a sala fica bem escura e fria (para a melhor conservação da múmia), quase não dá pra ver direito.

Saímos de lá já estava escuro, passamos em várias agências perguntando o preço do tour de 2 dias pelo Vale del Colca para o dia seguinte. Os preços todos eram de 65 a 80 soles. Quando escolhemos uma – a Wayra Travel Expedition (em frente à praça, Calle Portal San Augustin 145) e íamos fechar… procurei na bolsa e cadê meu passaporte??? Esvaziei a bolsa no balcão e nada. Perdi!

Fiquei imaginando o que fazer: ficar em Arequipa mais um dia? Ir na Policia? E a gente tinha passado em vários lugares durante o dia. Lembrei que eu estava com ele quando paramos pra trocar dinheiro de tarde, em 2 lugares: primeiro trocamos dólares na rua do McDonalds e depois troquei os reais em outra rua. Eu e a Erika nos separamos e cada uma foi pra um lugar. Já estava escuro e o comércio começava a fechar… eu correndo pela rua e super apertada pra fazer xixi. E agora… o passaporte ou fazer xixi nas calças no meio da rua? :mrgreen: hauhauahau

Entrei na loja Topitop e resolvi o problema do banheiro e corri de novo atrás do passaporte… cheguei na loja, era uma loja de vestidos de festa que fazia câmbio (?) e ele estava lá, bonitinho no balcão, eles tinham guardado!! Agradeci e corri pra agência de novo.

Pagamos o tour, foi 350 soles, total para 5 pessoas. Depois de resolvido, fomos jantar! Nos separamos de novo… Eu, Chicão e Agrael entramos no Saryris, na rua Puente Bolognesi, ambiente legal, eles pediram o combo 2, que era trucha frita, arroz, salada e papas fritas por 13 soles. Eu pedi um sanduiche de pollo que estava muito bom, bem sequinho, nada de frango engordurado! (s. 6) e uma limonada rosa (s. 4), que estava muito boa, mas olha eu cometendo um erro de novo, devia evitar tomar sucos!! ::bad::

Depois de tudo, fomos pro hostel, aluguei uma toalha (s. 2), tomamos banho e fomos dormir, amanhã o passeio do Colca começava cedo. E a partir daí a viagem não seria tão boa pra mim…

Próximo post: Vale del Colca!

Por que subir Waynapicchu?

A “cidade perdida” de Machu Picchu é incrível por si só, com todas as construções, os terraços, as pedras, os caminhos. Tudo escondido pelas montanhas. Acima dela, só o céu. Tanto é que só foi descoberta em 1911. Mas a sua experiência em Machu Picchu pode ser ainda melhor e inesquecível. Você pode ver tudo do alto. Subindo com as suas próprias pernas, o cansaço vai valer a pena quando você chegar ao topo e ver tudo lá embaixo com uma nova perspectiva.

Eu confesso que achei que não ia conseguir subir, pois nunca tinha feito nada parecido. Mas foi uma das melhores coisas que fiz nesse mochilão pelo Peru! Vale muito a pena!

Para isso, você tem duas opções: Machu Picchu Montaña ou Waynapicchu/Huayna Picchu. A Machu Picchu (3.082 metros) é um pouco maior que a Waynapicchu (2.693 metros).

Qual a diferença entre as duas? Qual escolher?

Bom, além da Machu Picchu ser maior que a Wayna Picchu, portanto, mais cansativa, a Wayna Picchu é mais popular e mais concorrida, os ingressos se esgotam com semanas de antecedência, dependendo do mês. Por isso, se quiser subir Waynapicchu, tem que comprar com antecedência. Já a Machu Picchu é bem mais fácil de conseguir a entrada em cima da hora.

Se você tem um condicionamento físico bom, pode escolher qualquer uma. Mas se você é muito sedentário, nunca subiu uma montanha, aconselho a escolher a menor, porém, não é impossível subir nenhuma das duas.

Machu Picchu Montaña

 

Montaña Waynapicchu

É muito difícil?

Não! É cansativo, pois são muitos degraus de pedra, irregulares, alguns tortos e bem altos, e ainda tem o fator altitude (você se cansa mais rápido e fica sem fôlego). Mas eu posso dizer por experiência própria que não é muito difícil subir. No meu grupo subiram pessoas de 60 anos e crianças. O segredo é parar várias vezes para descansar. Sente-se e aprecie a vista por alguns minutos, e você vai se recuperar para continuar a subir.

Para ter uma ideia, vou contar como foi na minha ida a Machu Picchu. Eu subi Waynapicchu, enquanto minha amiga e meu pai subiram a Montaña Machu Picchu. Nenhum de nós é super atlético, não malhamos e nunca tínhamos feito nada disso. Cansamos bastante, mas conseguimos!

Quanto ao perigo de cair, ele existe, mas só se você tem um problema grave de equilíbrio ou algo assim. Alguns trechos do caminho são um pouco estreitos, mas nada que assuste, basta se manter perto dos degraus e se segurar nos cabos (que existem em alguns trechos) ou na rocha. O caminho é fresco, porque tem muita vegetação o tempo todo.

É bom ter atenção redobrada na descida, porque às vezes vamos descendo rápido no impulso e podemos escorregar, alguns degraus podem estar úmidos. Desça devagar e cuidado para não forçar muito os joelhos.

Machu Picchu - Peru

Degraus de Waynapicchu

Waynapicchu

Vou falar mais sobre ela porque foi a que eu escolhi. A entrada é feita por uma cabana, onde você mostra seu ticket e escreve seu nome junto com o horário num livro. São permitidos 2 grupos por dia, de 200 pessoas cada, sendo os horários de entrada: das 7 às 8h e das 10 às 11h. Caso todas as pessoas que assinaram o livro não voltem, os funcionários vão procurá-la.

Machu Picchu - Peru

Sinalização

O caminho começa com uma descida e você já pode ver o rio e os trilhos do trem lá embaixo. Foi muito legal ver um trem chegando na estação enquanto eu estava lá em cima! Depois de alguns minutos descendo, a subida começa!

As pessoas vão subindo bem espalhadas, eu por exemplo subi sozinha o tempo todo sem ninguém por perto. Quando parava para descansar é que alguém passava por mim. Como disse antes, eu parei para descansar várias vezes, pra respirar fundo, beber água ou comer. O fôlego foge algumas vezes, o coração acelera, mas basta descansar um pouco e recomeçar. Algumas pessoas usam bastão para se apoiar na subida. Eu acho que deve ser útil, mas não indispensável.

Depois de pouco mais de uma hora, cheguei ao topo. E me surpreendi, porque o topo é bem amplo, tem vários espaços diferentes. Aí você pode escolher como vai passar seu tempo lá: sentar na grama e ficar olhando a vista, andar em volta, deitar, meditar, tirar uma soneca.

Machu Picchu vista do alto da Montanha Waynapicchu

Machu Picchu vista do alto da Montanha Waynapicchu

Estando lá em cima, você também pode optar por descer até a Gran Caverna – eu não fui, porque depois teria que subir uma parte de novo. Tem algumas placas indicando a direção.

Qual horário é melhor?

Eu escolhi o horário das 7 às 8 da manhã e foi ótimo, porque o Sol ainda não estava tão forte, e eu não estava cansada.

Imagine visitar toda a cidadela de Machu Picchu e depois subir uma montanha? Eu acho que não conseguiria. Porque andar em Machu Picchu já cansa um pouco. Preferi usar 80% das minhas forças na montanha primeiro e só depois conhecer as ruínas, quando o Sol já estava forte.

No topo da Montanha Waynapicchu

Cansada, mas feliz lá no alto de Waynapicchu!

Como comprar o ingresso?

Já expliquei nesse post o passo a passo para comprar o ingresso pelo site oficial, o que também pode ser feito por agências (mas eles cobram uma taxa, claro). Na hora de comprar é necessário escolher o tipo de ingresso:

  • Machupicchu preço 128 soles

É o ingresso simples, que dá direito a visitar as ruínas da cidade inca, sem subir nas montanhas. Aqui você pode fazer a trilha para a Porta do Sol, que dá uma vista bem legal de tudo.

  • Machupicchu + Museo preço 150 soles

Você visita a cidade e o museu Manuel Chavez Ballon.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 1G 7 – 8 a.m. preço 152 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montanha Huaynapicchu, ou Waynapicchu, que tem 2.693 metros. Neste grupo (1G) você deve começar a subida entre 7 e 8 da manhã.

  • Machupicchu + Huaynapicchu 2G 10 – 11 a.m. preço 152 soles

Mesma coisa do ingresso acima, só muda o horário de subida, que deve ser entre 10 e 11 da manhã.

  • Machupicchu + Montaña 7 – 11 a.m. preço 142 soles

Ingresso da cidade mais a subida à Montaña Machupicchu, que é mais alta que a Huaynapicchu

Fiz esse passeio em: 05.08.13

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