Edifício Martinelli em São Paulo – visita gratuita

São Paulo, Brasil

Em 1889 um imigrante Italiano desembarcava no Porto do Rio de Janeiro – seu objetivo era o mesmo de tantos outros que chegavam a América: Prosperar! Esse imigrante, chamado Giuseppe Martinelli, foi excepcionalmente bem sucedido e em pouco mais de duas décadas havia construído um respeitável patrimônio.

Desejoso por deixar um legado mais permanente de seu trabalho, além de sua importante empresa de navegação em Santos, o Comendador Martinelli decide erguer na cidade São Paulo o mais alto arranha-céu da América do Sul, o Edifício Martinelli. (fonte: http://www.prediomartinelli.com.br/historia.php)

E daí que a obra começou em 1924, era para ter 12 andares. Mas ele não se contentou e chegou aos 24 andares, foi embargado, autorizaram apenas 25 mas ele foi lá e construiu uma casa enorme e luxuosa em cima de tudo, pintada com 3 tons de rosa. A casa é imensa, e o terraço também, dá pra gastar umas calorias andando lá! rs

Edifício Martinelli

Em 1947 o Martinelli perdeu o título de prédio mais alto de São Paulo para o vizinho Edifício do Banco do Estado. Nas décadas de 60 e início da de 70, o prédio entrou em decadência. Foi ocupado por famílias de baixa renda (o Martinelli era uma das poucas opções de moradia barata no centro) em péssimas condições de salubridade. Os elevadores pararam de funcionar; o lixo deixou de ser recolhido e passou a ser jogado nos poços de ventilação– as montanhas de lixo atingiam dezenas de metros de altura, e permeavam o prédio com um cheiro de morte.

Isso eu só descobri agora lendo o site do prédio! Então, em 1975, o prefeito Olavo Setúbal decidiu salvar o edifício. Desapropriou o prédio e deu início à restauração. Em 1979 foi reinaugurado, sendo ocupado por diversas repartições municipais, como a Emurb e a Cohab.

Bom, vamos voltar a 2014! Atualmente, é possível visitar o prédio e subir ao topo para apreciar a cidade lá de cima. O silêncio e o vento fresco lá em cima é maravilhoso! Visitei em dezembro de 2013, seguindo as dicas que vi no blog 360 Meridianos.

Visita guiada

A visita é gratuita, feita em grupos, mas quando fui, dei a sorte de estar sozinha! Foi muito legal ficar lá em cima sozinha, o guia explicou algumas coisas e até tirou fotos minhas, e depois me deixou alguns minutos lá sozinha. O guia é o relações públicas do prédio, muito simpático e explica bem.

De acordo com o site os horários de visitas são: Seg a sexta 9:30 às 11:30 e 14:00 às 16:00, Sábados das 9:00 às 15:00 e domingos das 9:00 às 13:00. Tel: para contato (11) 3104-2477.

O endereço do prédio é bem entre a R. São Bento, Av. São João e R. Libero Badaró. Bem fácil de achar, eu desci na estação Sé do metrô (mas a São Bento fica mais perto), andei pela 25 de Março, almocei no Mercadão, e depois fui andando até o Martinelli.

A entrada para a visita guiada fica na lateral, na Av. São João, numa porta de ferro com o número 35. Eu demorei a achar essa porta, fui na portaria do prédio e perguntei, e a moça me informou.

Edifício Martinelli, São Paulo

Tive que esperar um grupo terminar a visita e logo entrei, sozinha! Depois de mim, já tinha mais gente esperando.

Edifício Martinelli, São Paulo Edifício Martinelli, São Paulo Edifício Martinelli, São Paulo

E essas são as fotos que o guia tirou de mim. (ele tem dó de pessoas que viajam sozinhas) 😉

Edifício Martinelli, São Paulo Edifício Martinelli, São Paulo Edifício Martinelli, São Paulo

Férias no Mato Grosso do Sul

Olá pessoal, só pra avisar que o blog vai ficar meio parado nesse mês de janeiro por causa das férias! Estou no Mato Grosso do Sul visitando a família e os amigos, afinal eu nasci e cresci aqui! Muita gente pra rever em apenas 15 dias…

Os planos incluem passar em Campo Grande, Dourados, Fátima do Sul, talvez Bonito e uma voltinha no Paraguay! rs

No blog não vou conseguir postar nada ainda, mas estou postando as fotos no Instagram @umtempofora (segue lá!!) e às vezes na página do Facebook.

Começando a viagem! 15.01.2014

Começando a viagem! 15.01.2014

Amanhecer em Brasília - conexão longa!

Amanhecer em Brasília – conexão longa!

Aeroporto de Campo Grande

Aeroporto de Campo Grande

Rodoviária de Campo Grande

Rodoviária de Campo Grande

Fátima do Sul

Fátima do Sul

Fátima do Sul

Fátima do Sul

Beijos e até a volta com mais posts e dicas!

Loja Deiso Japan, em São Paulo

Loja Deiso Japan

Essa loja tem tantas coisas fofas que foi a minha primeira parada no passeio pela região da Sé e 25 de Março.

Vi fotos e posts em vários blogs sobre essa loja e decidi que eu tinha que passar por lá! Quando montei o roteiro, por questão de proximidade, ficou assim: Deiso Japan – 25 de Março – Mercado Municipal – Edifício Martinelli.

Peguei o metrô e desci na estação Sé, e na praça, fiquei meio perdida. Era muita gente, muitas ruas pra todo lado, e não podia dar bobeira parada lá olhando mapas. Fui direto para um policial que estava parado na praça e ele me informou como chegar na Rua Direita. Tinha que sair da praça, atravessar a rua, passar pela Rua 15 de Novembro e a próxima à esquerda seria a Rua Direita. Bem mais fácil do que com o meu mapinha!

Quando achei a rua, já fiquei tentada a entrar nas outras lojinhas: muitas bolsas e roupas baratas. Mas continuei e na segunda ou terceira quadra achei a tal da Deiso Japan.

Loja Deiso Japan

O preço é único: R$ 6,90 cada produto. Peguei uma cestinha e fui olhando as coisas, enfeites, papelaria, coisas de banho, depois subi para o outro piso, onde tem produtos para casa, decoração e cozinha. Tem coisas fofas mas eu esperava mais! A loja é menor do que eu pensava.

Loja Deiso Japan

No fim, só comprei 5 coisas: uma pastinha com divisórias, duas embalagens a vácuo para roupas, uma capa de chuva e uma lixeirinha rosa. Total: R$ 34,50.

deiso japan

Lixeira

deiso japan

Capa de Chuva, Sacos à vácuo para roupas e Pasta com divisórias

Os sacos à vácuo achei uma ótima compra, porque não acho aqui na minha cidade, e pra comprar pela internet, além de mais caro, ainda tem o frete. Vão ajudar muito na hora de fazer as malas!

O resto do passeio conto nos próximos posts!

Como foi o Summer Break Festival em São Paulo

Esse Festival foi bem polêmico desde antes de começar. primeiro porque os ingressos estavam super caros: R$650,00 a pista premium sendo que havia poucas bandas no setlist e somente duas gringas! Segundo, porque um tempo depois de começarem as vendas, eles simplesmente divulgaram um lote promocional com ingressos bem mais baratos, e quem comprou bem antecipado se ferrou (eu, inclusive). Resolvi não me estressar com isso, já tinha pago e não havia o que fazer, e eu ia ver Incubus, não tem como isso ser ruim.

Muita gente já reclamava da organização do Festival. No Rio, eles mudaram o local para um muito menor e os ingressos esgotaram. Em São Paulo, as vendas não estavam nada boas visto que, alguns dias antes do show, tinha ingresso sendo vendido no Groupon, super baratos!

Enfim, vamos para o dia do show em São Paulo: 07/12/13. Não vou fazer uma crítica sobre a parte técnica/musical até porque não entendo de música, vou falar apenas sobre minhas impressões.

Cheguei mais ou menos 11 da manhã na fila: havia 2 filas, cada uma de uma lado, a premium e a comum. Encontrei o pessoal do Facebook lá e ficamos esperando, torrando no Sol, conversando, só na expectativa! O horário marcado para a abertura dos portões era 12h, mas só foi abrir mesmo lá pelas 12h30.

O que me irritou um pouquinho foi o lance do ingresso: eu tinha comprado com o cartão Mastercard e na entrada será só passar o cartão, eu não tinha nenhum ingresso ‘de papel’. Só que a esperta aqui perdeu o cartão bem no dia da viagem. Liguei na central de atendimento da Tickets4fun e a atendente modificou minha compra e pediu que eu retirasse na bilheteria.

Lá pelas 11:40, saí da fila e fui na bilheteria, expliquei e a moça garantiu que tudo relacionado ao Mastercard era na entrada do show e não na bilheteria. Fiquei em dúvida, mas ok. Voltei pra fila, abriram os portões e quando fui entrar, me mandaram ir na bilheteria! Tive que correr para o outro lado, pegar uma filinha, explicar para outro atendente (que demorou mas entendeu, dessa vez), imprimiu meu ingresso e corri de volta para a entrada, que nessa hora nem tinha mais fila.

Entrei no Campo de Marte – o aeroporto onde foi o show. Aviões pequenos ainda pousavam e decolava. O palco era bem grande e em volta dele tinha banheiros, stands de empresas, barraquinhas de comida. Bebidas eram super caras: água R$5,00, refrigerante R$6,00 e cerveja R$7,00. De comida tinha yakissoba, temaki, batata frita e outras coisas que eu nem olhei direito para não gastar. Tinha levado um bolinho Ana Maria e a rádio 89 estava dando bolachinhas BreakUp (economia total depois de pagar os olhos da cara naquele ingresso).

Encontrei as meninas que estavam já com seus lugares garantidos na grade. A área da pista premium era enorme, e tinha pouquíssimas pessoas. Ainda bem que eu não comprei o ingresso comum, porque ficaria bem longe do palco! Lá pelas 13h e pouco começou a primeira banda: Dnaipes. Tocaram só umas 5 ou 6 músicas, sendo 2 repetidas e uma do Charlie Brown Jr. Depois foi a vez da banda Nem Liminha Ouviu (nome que gerou muitas piadinhas antes e durante o Festival), o som estava péssimo, dando microfonia toda hora, o vocalista ficava reclamando toda hora com o povo da técnica.

Até essa hora tinha pouca gente no show. Dava pra sentar no chão (isso estando na grade!), dar uma volta, ir comer. Quando começou a banda de reggae SOJA, o povo apareceu do nada, e começou a encher. Assim como a fumaça começou a subir (muita mesmo). Enquanto isso, a gente queimava um pouquinho no Sol, que estava firme e forte bem na nossa cabeça. O calor era tanto que os bombeiros começaram a distribuir água pra quem estava na frente (viu, não precisei pagar R$5,00!). Era mais fácil pra eles dar água do que ter que socorrer um monte de gente desmaiada! (e de hora em hora eles passavam com os copinhos de água). Parabéns pra isso!

Foi legal o show deles, eu nem conhecia e não curto muito, mas não foi um sacrifício ter que assistir. Eles fizeram uma batucada à la Timbalada com samba que foi bem legal. Mais meia hora para arrumar o palco, trocar os instrumentos e começou o show da banda O Rappa. Outra que não sou fã, mas foi bom o show. O Falcão também reclamou do som no começo.

Acabando O Rappa, ansiedade, pois a próxima banda era a razão de eu e as meninas termos ido a esse Festival: Incubus! Estava marcado para as 19h, e o céu começou a ficar nublado, ameaçando chuva. Começou a chuviscar e o show atrasou (por problemas elétricos, segundo eles). Muitos problemas nesse Festival: o telão às vezes apagava, só foi subir completamente no meio dos shows, o som estava ruim.

Escureceu, chuvinha fria que não estava atrapalhando, e eles entraram no palco! Finalmente, a minha banda preferida estava ali tão pertinho. Foi a terceira vez que eu vi um show deles, as outras duas foi em 2007, também em São Paulo. O show foi ótimo, mas muito curto (era um Festival, e além disso teve o problema do atraso). Gritei e pulei muito, cantei, e quando acabou, quase 21h, saíamos de lá felizes!

Depois de Incubus teve show da Dave Matthews Band, que eu não conheço quase nada, e até gostaria de assistir, mas tinha que voltar sozinha de metrô, então não quis ir embora muito tarde.

Achei que esse Festival foi bem tranquilo, e não pude deixar de pensar que fãs de Incubus, SOJA e Dave Matthews Band são pessoas finas e educadas: não teve nenhuma briga ou confusão. Só paz e amor! hahaha

Como comprei o ingresso e a passagem logo que abriu, me arrependi um pouco, porque logo depois o Incubus anunciou show (só deles!!) em BH e em Curitiba, e eu com certeza teria preferido ir pra lá em vez de um Festival com várias outras bandas que eu não adoro e ainda custando tão caro.

Mas, no geral, adorei o fim de semana que passei em São Paulo, gostaria de ter ficado mais, e com certeza, se eles vierem de novo pro Brasil, eu vou estar lá, seja em qualquer cidade.

Fotos do tumblr IncubusOfficial

Para chegar ao Campo de Marte de metrô: descer na estação Santana ou Carandiru, e andar à pé uns 5 minutos, seguindo a direção da av. Santos Dumont. É só perguntar que todos os comerciantes ali explicam.

A maneira mais barata de chegar e sair pelo aeroporto de Congonhas

Esqueça o táxi! Se quiser economizar mesmo, vá de ônibus e/ou metrô.

Como disse no último post, fui pra São Paulo nesse fim de semana e pesquisei muito na internet sobre os lugares que queria ir e, principalmente, como chegar lá gastando pouco. O primeiro passo foi saber sobre o aeroporto. Ele não tem aquele sistema “Airport Bus Service” como o de Guarulhos tem. Por isso busquei dicas sobre ônibus e metro.

> Chegando (para sair do aeroporto)

Ao desembarcar em São Paulo pelo aeroporto de Congonhas, você pode chegar ao seu destino de ônibus ou ônibus + metrô. No meu caso, eu usei ônibus e metrô.

A primeira coisa a saber é: onde fica o ponto de ônibus? Eu desembarquei e saí do aeroporto pelo lado errado, onde tem os táxis e os ônibus que vão para Guarulhos, então tive que dar uma volta para achá-lo. Mas bem na frente tem uma saída, se você sair por ela, já vai dar de cara com o ponto. Pergunte a algum funcionário dentro do aeroporto e diga que você quer saber onde fica o ponto de ônibus ou simplesmente a saída na Av. Washington Luís.

Ônibus

Você pode pegar o 875A-10 Perdizes (via Aratãs). Esse trajeto passa pelas avenidas Jabaquara e Paulista, Rua da Consolação,  Dr Homem de Melo, Apiacás, entre outras ruas menores. E também para perto de várias estações de metrô. Para ver o trajeto completo com todas as paradas clique aqui.

Gasto com essa opção: R$3,00.

875a

Ônibus + metrô

A primeira opção (a que eu usei) é o 675I-10 Metrô São Judas, que passa pelas avenidas Moreira Guimarães e Indianápolis, e para bem em frente à estação de metrô São Judas, na linha azul, e de lá você pode ir para praticamente qualquer lugar. Trajeto completo aqui. O 875A-10 Perdizes (via Aratãs) também para perto de várias estações de metrô.

Gasto com essa opção: R$6,00, sendo R$3,00 (ônibus) + R$3,00 (Metrô).

> Saindo (para ir ao aeroporto)

Obviamente essa questão depende de onde você está. Eu estava na av. Paulista, então tinha 3 opções de ônibus, além do metrô + ônibus. Minha sugestão é pesquisar nos sites Tô a Pé e SPTrans para ver qual o ônibus passa mais perto de onde está.

Ônibus

No meu caso, eu poderia pegar, na av. Paulista, os ônibus 875A-10 Aeroporto e 875M-10 Aeroporto. Repare que esse 875A é o mesmo que eu citei na parte “como sair do aeroporto” só que naquele trajeto ele estava com o nome de Perdizes (via Aratã), e agora ele estará com o nome Aeroporto.

Eu fiquei com receio do ônibus demorar a passar, pois meu vôo era às 7:10 da manhã, e fui logo para a opção ônibus + metrô, que funcionou super bem.

Gasto com essa opção: R$3,00.

Ônibus + Metrô

A opção mais prática é pegar o metrô onde quer que você esteja e descer na estação São Judas (linha azul), que é a mais próxima do aeroporto. Ao desembarcar do trem, suba as escadas e saia pela saída da direita. Eu estava em dúvida sobre qual era a saída, pois havia duas, mas logo vi que perto de cada saída havia um cartaz indicando todas as linhas de ônibus que passavam em cada uma.

Logo ao sair da estação, o ponto de ônibus fica bem em frente. Agora você pode escolher entre três linhas (qual passar primeiro): 675I-10 Terminal João Dias875A-10 Aeroporto e 875M-10 Aeroporto. Eu peguei o 875M-10 Aeroporto, era 6:20 da manhã e ele estava quase vazio (não fiquei nem um minuto esperando no ponto). O ônibus para na av. Washingon Luís, bem na frente do aeroporto, porém do outro lado da rua. Logo ao lado do ponto há uma passarela, suba e atravesse, e você sairá na frente da entrada do aeroporto, direto para as áreas de check-in.

Gasto com essa opção: R$6,00, sendo R$3,00 (ônibus) + R$3,00 (Metrô).

Considerações:

Eu achei super barato e prático. Imagina gastar só R$12,00 no máximo para chegar e sair?

Na chegada, o ônibus que peguei estava um pouco cheio, mas eu estava com uma mala pequena, foi tranquilo. Depois peguei o metrô e cheguei no meu hostel em quase uma hora. Na volta (ida ao aeroporto) saí do hostel às 6:05 da manhã, peguei o metrô, depois o ônibus, e cheguei ao aeroporto ás 6:40. Cheguei numa sexta e voltei num domingo. Se tiver alguma dúvida, sempre pergunte ao cobrador do ônibus sobre as paradas e consulte os quadros de informação nas estações, caso utilize o metrô.

Comunidade de São Sebastião – Porto Velho, RO

Na Páscoa desse ano, atravessei o Rio Madeira e fui conhecer a Comunidade de São Sebastião, à margem esquerda do rio. Eu não gosto muito de barcos (tenho um pouco de medo de rios e mares), mas como estava com bastante gente, esqueci um pouco o medo e foi divertido!

O objetivo era fazer uma apresentação de uma peça infantil: Psiu, o Quarteto Vem Aí! do grupo O Imaginário. Para chegar é simples: ir até o Porto do Cai N’água, que é bem pertinho do centro da cidade, e lá pegar um dos vários barquinhos que ficam fazendo a travessia. O preço, se não me engano, é 5 reais a ida e 5 a volta. Nesse porto tem o Mercado do Peixe. Quando eu fui, estava um pouco bagunçado, pois o rio estava bem cheio e invadindo a rua, tinha umas madeiras improvisando uma ponte pra gente chegar até os barquinhos. Clique aqui para ver as fotos do Porto!

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Chegamos e ficamos esperando ainda uns 10 minutos até combinarmos com um dos barqueiros a travessia de todo mundo. Depois fizemos 2 viagens pra atravessar. Queria muito lembrar como é a denominação desses barcos (parecem voadeiras), mas esqueci! Enfim,subimos no barquinho, colocamos os coletes e fomos. O barco vai bem rápido e a gente se molha um pouco. Depois de alguns minutos já estávamos do outro lado do Rio Madeira.

Comunidade de São Sebastião

A comunidade ribeirinha tem aproximadamente 70 famílias vivendo lá. Não tem ruas e nem muros nas casas. O lugar transmite uma paz! Só que essa paz está ameaçada, com a cheia do rio e os banzeiros (as “ondas” que se formam e vão desbarrancando as beiradas de terra”), além, é claro, da construção da Usina Hidrelétrica logo ali perto. No dia anterior um pedaço do piso de um bar tinha caído, com a força das água, e o local tinha sido interditado. A senhor Rosaura, dona do bar, até chorou contando pra gente que agora ela não tem como ganhar dinheiro e sua casa também está em perigo. Aliás, a comunidade toda corre risco, pois há várias casas e até a igreja perto da margem.

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Na comunidade você pode almoçar num dos restaurantes na beira do rio, papear com os moradores, passear pelas trilhas e pela margem do rio, tem muitas árvores e sombra. São todos bem simpáticos, o único problema era esse que citei, gostaria de voltar lá em breve pra ver como as coisas estão! Depois da apresentação, distribuímos doces pras crianças e voltamos.

Achei uma alternativa bem legal pra quem está visitando Porto Velho e quer comer um peixe com uma bela vista do Rio Madeira: do lado da cidade, você vai em lugares “arrumados” e caros; do lado da comunidade, você estará num lugar mais simples, muito mais barato e com o bônus de estar numa verdadeira comunidade ribeirinha, que vai te receber bem. Lá não tem estrutura turística, os bares são frequentados pelos moradores mesmo, mas é uma visita muito legal.

Mais fotos:

Belém…

Nossa viagem pra Belém – PA (eu, Érika e Jaque) foi em outubro de 2010, mais uma prova de concurso e 3 dias de passeios pela cidade. Nunca tinha ido pro Pará, foi bom conhecer, apesar de que eu acho que não moraria em Belém. Por outro lado, é uma pena ficar poucos dias em uma cidade, porque não dá pra conhecer quase nada e a gente sai com uma eterna primeira impressão.

Belém é uma capital rica em cores, cheiros e sabores, na gastronomia, nas mangueiras que estão em quase todas as ruas, nos casarões antigos, no folclore, nos sorvetes de frutas regionais… Acho que precisava de umas 2 semanas lá pra poder sentir melhor o clima da cidade e se apaixonar por ele.

Como faz 2 anos já, isso é muito para a minha memória, então não lembro dos detalhes, endereços, nomes, nem da ordem dos passeios e em que dia fizemos o quê. Ficamos em um hotel bem no centro, na parte da cidade velha, pois o preço era bem em conta e achamos que era a melhor localização para passear. Realmente era, dava pra ir à pé para vários lugares, mas como quase todo centro de capital, é um pouco bagunçado e dá uma certa insegurança quando a noite vai chegando.

Andamos pelo centro, fomos ao mercado comprar algumas coisas pra lanchar e passeamos pela Praça da República, onde fica o Teatro da Paz foi fundado em 1878, inspirado no Teatro italiano Scalla, de Milão. Estilo neoclássico, com colunas gregas na fachada e quatro bustos no alto, representando a música, a poesia, a comédia e a tragédia. Não visitamos por dentro pois estava fechado naquele horário. Aliás demos bastante azar nesse quesito! (falta de planejamento detected)

Visitamos também a Estação das Docas, que é resultado de um projeto de restauração do antigo porto. Um complexo turístico muito bonito na orla da Baía do Guajará, com muitos restaurantes, lojas, artesanato e lembrancinhas, comida e sorvetes regionais. Almoçamos lá e depois tomamos sorvete – vários sabores eu já conhecia, mas outros nem tinha ouvido falar, apesar de morar na região Norte!

Logo ao lado fica o Ver-o-Peso, que segundo esse site é a maior feira livre da América Latina. Um contraste bem visível com a Estação das Docas! Não ficamos muito ali, então não conhecemos direito o local. Tinha muitos homens bebendo, um cheiro forte de urina no chão… Saímos dali e tentamos visitar o Mangal das Garças, mas ligamos lá de um orelhão e descobrimos que estava fechado naquele dia…

No domingo, depois da prova, fomos para o shopping (não lembro qual… por isso que agora nas viagens eu anoto TUDO!), jantamos e de novo tomamos sorvete na Cairu (dessa vez eu pedi um sabor torta de limão, maravilhoso!).  Tem várias pela cidade e até em outras, como Manaus.

No último dia inteiro na cidade, fizemos o check-out no hotel do centro e fomos para outro (decisão de última hora). Queríamos um hotel maior, que tivesse piscina, rio, alguma coisa pra fazer já que os passeios estavam quase todos fechados por ser segunda. E como dividimos em três, a diária não ficou cara. Ligamos para o hotel Beira Rio, pegamos as malas, um táxi e fomos pra lá. O hotel fica na beira do rio, como diz o nome, e o quarto com 4 camas era ótimo! Da janela avistamos a piscina, pequena, mas num ambiente super agradável, com árvores (mangueiras!), flores, sem contar no restaurante (Marulho) que fica sobre do rio.

Almoçamos peixe (filhote na brasa), arroz de tacacá, arroz branco, farofa e batata assada. O sol e o calor, como se estivessem brincando com a nossa cara, foram embora, o tempo fechou e choveu! Por sorte ela não demorou muito, o sol apareceu de novo e fomos pra piscina aproveitar nossa última tarde e triar fotos (ainda bem que o hotel estava bem vazio). De noite, jantamos no restaurante do hotel, e de manhã o café foi servido um pouquinho mais cedo porque eu tinha que ir pro aeroporto! (era longe, cheguei super atrasada lá mas consegui embarcar).

Beira Rio Hotel | Av Bernardo Sayão, 4804