Mochilão Peru #Dia 8 – Vale del Colca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Primeiro dia de tour Vale del Colca e do primeiro perrengue – fiquei doente na viagem! Esse passeio pode ser feito em um ou dois dias, o de dois dias é o ideal, mais tranquilo, e o de um dia é bem mais corrido. Também pode incluir o trekking (descida ao Canion) ou não.

Acordamos cedo empolgados para o passeio pelo Vale del Colca, que tínhamos fechado na noite anterior com a agência Wayra Travel Expedition por 70 soles cada um. O pacote incluía: bus, guia, uma diária no Sumac Wasi, 2 dias de tour, café da manhã no segundo dia. Fora isso você tem que pagar um boleto que custa 40 soles para brasileiros.

Deixamos as mochilas no guarda-volumes do hostel Arequipay, o horário marcado era 8h para a van vir nos pegar, ela chegou umas 8:25. Entramos e fomos até o ônibus grande. Saindo da cidade a guia se apresentou, falou sobre o tour e pediu pra cada um falar seu nome e país. Tinha muitos peruanos, inclusive gente de Arequipa mesmo, além de italianos, espanhóis, suíços, e só nós 5 de brasileiros. Aliás, quase não encontrei brasileiros nessa viagem toda.

Antes de sair da cidade paramos numa vendinha, compramos água, gatorade (tomei muito gatorade lá, é muito barato), folhas e balas de coca. A todo momento a guia explicava que a gente ia subir mais ainda e provavelmente ia sentir os efeitos da altitude, ensinou a mascar as folhas etc. Eu só chupei umas balinhas… pegamos a estrada e a primeira parada foi na Zona de Vicuñas, lá pelas 11h, e está a 4.000 de altitude (Arequipa está em 2.323). Tinha um grupo de vicunas por lá, mas o que mais me impressionou foi a paisagem, linda! Só que ventava muito e estava frio, então descemos rapidinho e voltamos pro bus. Mais pra frente, um lugar com barracas de artesanato, restaurante e banheiro. Eu só fui ao banheiro (pago) e fiquei tirando fotos em volta. Tinha a “floresta de pedra”, que eram umas formações rochosas em um paredão, que pareciam árvores, além do vulcão e mais montanhas em volta. E mais pra frente, a 4.500m, paramos de novo. Lhamas, alpacas pastando, montanhas nevadas, uma estrada vazia e lagoas ao lado. Preciso dizer que era lindo?

Fomos subindo mais, o frio aumentando, e o topo das montanhas nevadas estava chegando perto… ::love:: reparem que a viagem toda eu fui falando dessas montanhas, porque nunca vi neve e queria muito poder chegar perto, e não sabia que nesse passeio a gente chegava! Às 12:55, passando pela estrada, a neve e o gelo estavam bem ali do nosso lado! Eu queria muito poder descer e para nooossa alegria o bus parou! Descemos e tiramos fotos, estava bem frio e a guia ficou apressando, então não temos fotos muito boas (além do que, nessa hora a minha bateria acabou). Mas valeu muito a pena! Tudo branquinho em volta da estrada!

Um pouco mais pra frente paramos no ponto mais alto: 4.910 m. Acho que era o Mirador de los Volcanes. Lá tinha umas torres feitas de pedras, no chão, e a guia disse que são as pessoas que vão lá e fazem uma torre e um desejo. Eu fiz uma, mas bem rápido, porque queria poder apreciar a paisagem… muito lindo!

Chegamos na cidade de Chivay, com ruazinhas de terra, muita poeira, e fomos direto para o restaurante Sumac Wasi (em cima era o hostel onde íamos dormir), era um buffet com sopas, comida e sobremesa por 25 soles. E foi aí que eu fiz a maior besteira ::xiu:: além de já ter tomado suco na noite anterior (que é arriscado), a comida estava ótima e eu simplesmente comi muito! Misturei várias coisas e ainda repeti. Fiquei bem cheia, e quando subimos pro nosso quarto, eu só queria dormir, porque além de estar com sono, não ia conseguir fazer nada de tarde, recusei o passeio para as águas termais (s. 15), até queria andar pela cidade pra conhecer, mas a cama falou mais alto.

No fim nosso grupo todo (estávamos em um quarto triplo e um duplo) dormiu a tarde toda. E quando acordei 18h, ainda estava me sentindo cheia como se tivesse acabado de almoçar. Fomos nos arrumar porque às 19h o bus ia buscar para um jantar com danças típicas. Tomei um estomazil que tinha levado daqui. Eu me arrumei, mas quando descemos e ficamos esperando na recepção, percebi que estava me sentindo mal. Uma mulher peruana que estava no tour que por sorte era enfermeira, me deu um limão, falou pra raspar um pouco a casca e ficar cheirando ele, que melhorava o enjôo. E melhorava mesmo, mas só na hora… logo depois voltava. Resolvi não ir pro jantar e ficar no quarto. Pedi água quente, o rapaz me trouxe uma xícara e coloquei um saquinho de chá de coca, fui pro quarto, não consegui tomar nada do chá. Estava muito enjoada e sentia a comida toda ainda no estômago. E a guia tinha avisado que na altitude a digestão fica mais lenta.

Pois bem, estava na altitude e não tinha feito nenhuma digestão! Fui pro banheiro pra tirar à força, né ::xiu::. Depois deitava, voltava pro banheiro… resultado: eu fiquei a madrugada toda nisso. O pior era que no outro dia tinha que sair CEDO para continuar o passeio, ver os Condores etc… e eu só queria ficar deitada. Nessas horas a gente perde toda a graça da viagem: queria estar em casa, queria não ter que pegar ônibus, queria poder ficar lá até melhorar. Teria ficado, se estivesse viajando sozinha.

Enfim, nesse dia eu vi paisagens lindíssimas, vi neve, e terminei o dia passando muito mal. Então fica o recado: muito cuidado com a comida e água no Peru. Não comam muito, não comam muita coisa gordurosa e temperada, e não bebem suco, só água mineral e refrigerante.

No próximo post: o segundo dia de passeio no Vale del Colca, é nesse dia que vemos o Canion, a principal atração do passeio.

Mochilão Peru #Dia 7 – Arequipa, city tour e museu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

07.08.13

Chegamos em Arequipa bem cedo e pegamos táxi (s. 10) para o Arequipay Backpackers Downtown, deixamos as mochilas lá, pegamos um mapa e fomos pra rua!

Chegamos à Plaza de Armas em 5 ou 10 minutos, porque a gente ainda não sabia o caminho direito, mas é bem fácil chegar. Logo eu, Erika e Agrael fomos provar o famoso queso helado, um sorvete típico de lá. Meio que um sorvete de creme com um gostinho de canela (s. 3 o copo). Na praça, uma mulher nos ofereceu um tour de bus panorâmico, e na empolgação aceitamos, porque a gente só ia ter um dia na cidade. Foi 35 soles por pessoa. Antes de começar ainda deu tempo de dar uma voltinha na praça.

Começou o tour acho que às 9h. Eu tinha guardado o folheto do tour e agora fui procurar e não achei, não lembro todos os lugares de cabeça! Sei que paramos primeiro no Mirador de Yanahuara, e depois no Mirador Carmem Alto (lá tinha degustação de queso helado, que era mais gostoso que o da praça). Desses miradores podemos ver uma parte da cidade e o mais impressionante: 3 vulcões!! Depois fomos para uma loja de tecidos de alpaca, que nos fundos tem uns espaços com lhamas, alpacas e guanaco, a guia explicou a diferença entre cada um. Finalmente eu aprendi! Eu não comprei nada na loja. Aí nos afastamos bastante do centro, fomos para Mansion del Fundador, que foi construída pelo fundador da cidade, era 12 soles pra entrar, não entramos e ficamos lá fora, que tinha um gramado e muitas árvores. Meia-hora depois o povo voltou, voltamos pro ônibus e fomos ao Molino de Sabandia, é tipo uma fazenda/haras e o povo pode andar de cavalos (tinha uma taxa), novamente não fomos, ficamos lá fora, comemos papas recheadas com carne (s. 3) e inca kola. Tinha uma senhora com um condor para os turistas tirarem fotos. Depois voltamos para o centro. No meio do caminho passamos por outros pontos, mas só paramos nesses mesmo. Os vulcões sempre aparecendo em volta da cidade, lindos! Só que apesar da guia ter falado várias vezes, eu voltei sem saber localizar qual é qual! São 3: Misti, Chachani e Pichu Pichu.

Chegamos no centro umas 13:30, e eu acho que esse tour não valeu tanto a pena. Comemos no McDonalds, na rua Mercaderes, a 1 quadra da plaza. Nessa rua não passam carros, e tem várias lojas, além do KFC, Burguer King, Starbucks, farmácias, teatro, bancos… Depois demos uma olhada nas lojas, comprei uma camiseta preta de manga comprida com o símbolo do Peru por 10 soles, tinha uma liquidação na loja Topitop.

Eu não me apaixonei por Arequipa como quase todo mundo faz… mas lamentei não ter mais tempo livre lá pra poder conhecer mais. A noite foi caindo e eu estava sem dinheiro, tinha 150 reais, procurei um lugar pra trocar, só achei na segunda, a cotação estava 1,15 soles. Pior que na fronteira, mas troquei, e aí achamos o Museu Santuários Andinos, que fica perto da Plaza também, e entramos. É onde tem a múmia Juanita. A entrada é 20 soles e estava saindo um grupo guiado, fomos nele. Primeiro tem um video com uma simulação e explicação de como ela foi encontrada, como foi o ritual que fizeram com ela, etc. O video dura 20 min e depois tem a visita, vimos vários artefatos, tecidos, fotos. No final da visita, a múmia!! Ela é menor do que eu achava, e a sala fica bem escura e fria (para a melhor conservação da múmia), quase não dá pra ver direito.

Saímos de lá já estava escuro, passamos em várias agências perguntando o preço do tour de 2 dias pelo Vale del Colca para o dia seguinte. Os preços todos eram de 65 a 80 soles. Quando escolhemos uma – a Wayra Travel Expedition (em frente à praça, Calle Portal San Augustin 145) e íamos fechar… procurei na bolsa e cadê meu passaporte??? Esvaziei a bolsa no balcão e nada. Perdi!

Fiquei imaginando o que fazer: ficar em Arequipa mais um dia? Ir na Policia? E a gente tinha passado em vários lugares durante o dia. Lembrei que eu estava com ele quando paramos pra trocar dinheiro de tarde, em 2 lugares: primeiro trocamos dólares na rua do McDonalds e depois troquei os reais em outra rua. Eu e a Erika nos separamos e cada uma foi pra um lugar. Já estava escuro e o comércio começava a fechar… eu correndo pela rua e super apertada pra fazer xixi. E agora… o passaporte ou fazer xixi nas calças no meio da rua? :mrgreen: hauhauahau

Entrei na loja Topitop e resolvi o problema do banheiro e corri de novo atrás do passaporte… cheguei na loja, era uma loja de vestidos de festa que fazia câmbio (?) e ele estava lá, bonitinho no balcão, eles tinham guardado!! Agradeci e corri pra agência de novo.

Pagamos o tour, foi 350 soles, total para 5 pessoas. Depois de resolvido, fomos jantar! Nos separamos de novo… Eu, Chicão e Agrael entramos no Saryris, na rua Puente Bolognesi, ambiente legal, eles pediram o combo 2, que era trucha frita, arroz, salada e papas fritas por 13 soles. Eu pedi um sanduiche de pollo que estava muito bom, bem sequinho, nada de frango engordurado! (s. 6) e uma limonada rosa (s. 4), que estava muito boa, mas olha eu cometendo um erro de novo, devia evitar tomar sucos!! ::bad::

Depois de tudo, fomos pro hostel, aluguei uma toalha (s. 2), tomamos banho e fomos dormir, amanhã o passeio do Colca começava cedo. E a partir daí a viagem não seria tão boa pra mim…

Próximo post: Vale del Colca!

Mochilão Peru #Dia 6 – Maras e Moray

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Depois de um dia maravilhoso em Machu Picchu e uma noite agradável em Ollantaytambo, acordamos umas 8h e fizemos o check-out no hostel La Casa del Abuelo, e saímos para tomar café. Cada um queria em um lugar diferente, e enquanto a gente tava procurando perto da praça, um cara parou o carro e perguntou se a gente ia pra Cusco, eu falei que queríamos ir a Maras e Moray e depois Cusco, aí combinamos com ele por 33 soles por pessoa (somos em 5) para sair às 10h. Nessa praça tem dezenas de motoristas então é super fácil negociar passeios para qualquer lugar.

Então nos separamos e fomos tomar café, eu e a Erika fomos para o La Esquina Cafe Bakery, bem na esquina da praça, que recomendo bastante! O lugar tem uma decoração bem legal, e só tocou música boa enquanto a gente tava lá. A Erika comeu uma empanada e um cappuccino. Eu pedi ovos mexidos com torrada e um suco de laranja (s. 12). Compramos água e um protetor labial (s. 6, um ‘genérico’ que não prestou pra nada, o da Nivea era 14 soles, e depois em Arequipa encontramos bem mais barato). Às 10h encontramos o motorista John Elvis e seguimos para a primeira parada…

Logo na saída de Ollantaytambo eu vi várias vans passando com as bikes em cima, e eu lembrei daquele passeio que subia nas montanhas e descia de bike.. que invejaaaaaaaa do povo que tava indo ::putz::

Fomos seguindo pela estrada seguindo o rio Urubamba… ahhhhhhh como o Vale Sagrado é lindo!! Nos campos onde passamos, não existem cercas, e em cada propriedade víamos as ovelhas, ou lhamas, alguns poucos bois, e um pastor ou pastora cuidando, sempre com um cachorro deitado esperando os animais pastarem… no caminho paramos o carro para tirar foto das montanhas nevadas ao fundo. Enfim chegamos nas Salineras de Maras, além do boleto turístico é preciso pagar 7 soles na portaria, seguimos por uma estradinha bem estreita, descemos um pouco e já vemos as salinas lá embaixo, tudo branco, vários poços cheios de sal.

O motorista explicou o conceito geral do lugar e nos deixou bem na entrada, descemos as escadas à pé e logo passamos por algumas barraquinhas, as mulheres oferecem um milho de vários tipos salgadinhos pra gente experimentar, tem roupas, lembranças, e saquinhos com sal e tempero pra vender. Logo chegamos nas salinas, estava um sol bem forte, e lá tudo é claro… tiramos fotos, mas não avançamos muito, ficamos ali no começo mesmo, depois subimos. Voltamos pro carro, estava bem calor nessa hora.

Pouco tempo depois chegamos a Moray, passando antes pelo povoado, e novamente uma estradinha bem estreita, onde não passam 2 carros de uma vez. Chegando lá nos terraços, que eram usados para plantação de vários tipos diferentes de milho e batata, de acordo com cada microclima. Antes de descer até os círculos, eu e a Jaque ficamos tirando fotos da paisagem em volta, é lindo! As montanhas nevadas estão mais próximas, e tinha traillers e barracas com gente acampando lá. Depois descemos e aproveitamos o vazio, não tinha ninguém lá na hora que descemos, e eu adoro esses raros momentos em que a gente fica sozinho em algum lugar muito legal ou com uma paisagem muito bonita. Aproveitamos pra tirar muitas fotos e depois subimos…

Eu sofri um pouco nessa subida! Faltou o ar, estava sol, fiquei cansada rápido… “tudo no Peru tem que ter escadas e subidas!!” era só o que eu pensava. Chegando lá em cima, voltamos pro carro e agora sim seguimos pra Cusco… paisagem linda como sempre… a gente nem piscava o olho, sempre observando tudo! Foi esfriando e o vento ficando gelado… chegamos em Cusco, pagamos o John e ele nos deixou a 2 quadras do Hostel Pariwana. Não lembro que horas eram, acho que umas 3 da tarde. Eu e a Erika fomos comer no KFC, pollo frito e papas fritas e refrigerante, dividimos um combo de 35 soles. Depois dei uma olhada nas passagens para Arequipa (nas agências perto da Plaza de Armas), e fomos ao Pariwana, nossas mochilas estavam guardadas lá desde a ida para o Vale Sagrado. Esperamos um pouco porque ainda tinha tempo, e 7:20 fomos pro terminal, lá pesquisamos a escolhemos a empresa Julsa para ir a Arequipa. Vou ficar devendo o preço da passagem porque esqueci de anotar!!

Sempre pegamos o andar de cima, que é geralmente 10 ou 20 soles mais barato que embaixo. E essa viagem foi a melhor, teve jantar (macarrão, bebida e uma sobremesa que parecia canjica) e cobertor.

No próximo post: Arequipa!

Passeios no Peru: City Tour e Valle Sagrado

Leia qualquer relato de viagem sobre o Peru e veja que esses dois passeios vão estar lá: City Tour e Valle Sagrado. São dois tours baratos e fáceis de contratar, que praticamente todo turista faz.

Em Cusco existem milhares de agências de turismo que oferecem esses passeios. Você até pode contratar antecipadamente antes de ir, mas não é necessário, pois é muito fácil fechar os pacotes estando lá. E o melhor: sempre dá pra pechinchar, ainda mais se estiver em um grupo de amigos/família. Vou falar sobre cada um e o que você pode esperar deles.

City Tour

Para começar, é importante saber que esse passeio dura apenas uma tarde, começando às 14h (tem que chegar às 13:30 na agência ou ponto de encontro) e acabando ao anoitecer. E apesar do nome ser City Tour, de city ele não tem muita coisa, pois logo sai de Cusco e vai para os arredores.

Parede dos templos em Qorikancha

Parede dos templos em Qorikancha

Preço: 15 soles. Nisso está incluído o ônibus com guia. Fora isso, para entrar nos lugares você precisa comprar o Boleto Turístico, que custa 130 soles o completo. Vale a pena comprar o Boleto completo se você vai fazer o City Tour e o Valle Sagrado, pois comprando as entradas separadas, ficaria mais caro. Esse Boleto é comprado no prédio da Municipalidad, que fica na av. El Sol, a uma ou duas quadras da Plaza de Armas, região bem central e fácil de achar.

Então você paga o preço do tour, mais o preço do Boleto Turístico, mais 10 soles de taxa no Qorikancha. No fim do passeio há uma parada numa pequena rua onde há várias lojinhas de roupas de lã de alpaca e jóias de prata, além de outros artesanatos. Claro que as agências ganham uma comissão por levar os turistas lá, né. Aqui encontrei camisetas do Peru por 18 soles, enquanto no centro de Cusco estavam por 30.

Roteiro: O roteiro varia muito pouco em cada agência, mas no geral é o seguinte:

Qorikancha (paga-se 10 soles extras) – São vários templos de pedras, e ujm museu com obras de arte, objetos. Geralmente o lugar fica bem cheio de grupos de turistas, por isso essa parte é mais difícil de “curtir” bem o lugar e se concentrar nas explicações. Essa parte do passeio dura cerca de 1 hora.

Saqsaywaman – Fica num lugar mais alto e um pouco afastado de Cusco. São várias pedras gigantes montadas perfeitamente. Alguns falam que era uma fortaleza, mas o nosso guia disse que não, que eram templos. A maior pedra pesa 70 toneladas. Não é permitido subir em determinados lugares. O sítio é bem extenso, dá pra andar e explorar um pouco, porém venta muito e faz frio. Aqui é celebrada a festa tradicional Inti Raymi, todo 24 de junho, que atrai milhares de peruanos e turistas.

Q’enqo – Saindo de Saqsaywaman, andamos mais um pouco com o ônibus, mais subida por uma estradinha com eucaliptos do lado, e chegamos a outro local de visitação, esse bem menor, o destaque aqui é uma pedra onde eram feitos sacrifícios. Para ver essa pedra passamos por uma espécie de “gruta” de pedra bem apertada e escura, e temos que andar rápido, os guardas não deixam que ninguém demore lá tirando fotos.

Puka Pukara – Agora sim uma fortaleza, o nome significa “fortaleza vermelha”. Em Puka Pukara a vista é vinda, ainda mais quando vai chegando o por do Sol. Mas infelizmente nem todas as agências param nesse local, a minha não parou, alegando falta de tempo (deviam começar o passeio mais cedo então!). Por isso, não posso falar mais sobre esse local. Passamos direto por ele e paramos no próximo, que é bem perto.

Tambomachay – Caminhamos por uma estradinha de pedras, com algumas peruanas vendendo artesanato, e algumas com uma lhama ou alpaca toda enfeitada. Não tire foto se você não tiver afim de pagar ou de levar um grito delas por estar fotografando de graça! A atração aqui são as fontes de água. Nesse ponto escureceu e ficou difícil para tirar fotos boas.

Comércio – Claro, as agências pulam alguma atração porque não dá tempo, mas nas lojinhas eles param para os turistas comprarem! Paramos em uma loja de prata, com muita coisa bonita mas preço em dólares… Também tinha muita coisa feita com lã de alpaca, e a vendedora nos ensinou a reconhecer quando é verdadeira ou não. Isso pelo menos foi útil. Nessa rua existem várias lojinhas, você pode sair da que a agência te levou e andar pelas outras. As camisetas e bolsas peruanas são mais baratas aqui do que em Cusco.

Saqsaywaman

Saqsaywaman

Na volta, passamos ao lado de Saqsaywaman, que agora estava toda iluminada, bem bonito!

Minha conclusão sobre esse passeio: é muito corrido. Dá pra ter uma noção geral de tudo, mas se quiser ter tempo de conhecer bem, tirar fotos e apreciar os lugares, faça sozinho sem agência. Pelo valor, vale muito a pena, pois 15 soles é bem pouco para todo o caminho que se percorre.

Valle Sagrado

Passeio lindo e, na minha opinião, imperdível. Mesmo com a correria que são esses tours fechados, dá pra aproveitar o passeio e se impressionar com as lindas paisagens. O que fica é a vontade de voltar e conhecer melhor aquela região!

Vista do Mirador Taray

Vista do Mirador Taray

O preço: O valor do passeio Valle Sagrado é 25 soles, que compreende o ônibus e o guia. Caso você fique em Ollantaytambo e não vá a Chinchero, pode pedir 5 ou 10 soles de desconto. O almoço custa em média 25 soles, mas você pode levar lanches se quiser economizar. Eu achei que o almoço valeu a pena.

O roteiro: Ao contrário do City Tour, esse passeio começa pela manhã, lá pelas 8 ou 9h. O ônibus sai recolhendo vários turistas de várias agências, e se afasta da cidade.Também há variação nas paradas. Vou citar as paradas que a minha agência fez:

Mercado de Artesanato de Ccorao, Mirador Taray, Ruínas de Pisac, Almoço em Urubamba, Ruínas de Ollantaytambo, Chinchero.

A primeira parada é em um mercado de artesanato na comunidade de Ccorao, ficamos lá mais ou menos 20 minutos, tem muitas lojinhas com basicamente os mesmos produtos, aqui também é mais barato do que no centro de Cusco. Depois, uma parada rápida no Mirador Taray para apreciar a vista (um povoado abaixo, um rio e ao fundo as montanhas com picos nevados) e seguimos para Pisac. Para chegar lá em cima passamos por estradinhas curvas, margeando montanhas e casinhas. Ao chegar, passamos pelos vendedores, com seus produtos estendidos, oferecendo aos turistas uma infinidade de chapéus, mantas de lã, artesanato. Eu tive que comprar um chapéu (10 soles) porque o sol estava bem forte.

Entrada para as ruínas de Pisac

Entrada para as ruínas de Pisac

O passeio por Pisac é incrível, o lugar é enorme, e dá vontade de ficar mais tempo lá. Pra falar a verdade, esse passeio com agência não dá tempo de subir em descer em tudo, você não pode ficar parado muito tempo tirando fotos. Tem que correr pra acompanhar o grupo. Eu basicamente perdi toda a explicação porque não quis ficar seguindo o grupo e me afastei.

Depois de Pisac o ônibus segue para a cidade de Urubamba, onde é feita uma parada para o almoço. Este pode estar incluído no seu ticket do passeio ou não. Nós pagamos pelo almoço 25 soles e valeu a pena, pois era um buffet com muita comida gostosa e sobremesa, somente a bebida não estava incluída. Depois do almoço seguimos viagem para Ollantaytambo.

Uma pausa para falar sobre o caminho: vá no assento da janela e aproveite o caminho que acompanha o rio, ora mais estreito, ora mais largo e cheio de pedras, com os pequenos pastos, as casinhas e as plantações. É lindo! Ao longo desse caminho a paisagem vai mudando, a verde começa a aparecer mais, e logo chegamos a Ollantaytambo, uma cidade super charmosa (que merece um post só pra falar dela) onde a principal atração são as ruínas.

Ruínas em Ollantaytambo

Ruínas em Ollantaytambo

Nas ruínas, assim como em cada parada do passeio, o guia vai explicando a história do lugar. E fica o tempo todo falando para ninguém se afastar do grupo, justamente o que mais dá vontade de fazer, porque aquele lugar provoca uma vontade irresistível de se afastar, de explorar os cantos e as vistas, de refletir e conhecer por seus próprios olhos aquele lugar tão incrível. Deve ter sido por isso que eu e minhas amigas nos perdemos do tour e rolou uns 5 minutos de desespero, pois nossas mochilas estavam no ônibus. Mas depois achamos, pegamos as mochilas e o tour seguiu sem nós.

Aqui acaba o passeio para quem vai pegar o trem para Aguas Calientes-Machu Picchu, como foi o nosso caso. Mas para quem continua com o tour, a próxima e última parada é em Chinchero, xxx e depois retorna para Cusco já de noite.

Eu fiquei em Ollantaytambo e passeei um pouco pelas ruazinhas de pedra. Adorei mesmo aquele lugar!

A agência que contratei para esses dois passeios foi a Qoki Inka Travel, fica no mesmo prédio do Museu de Chocolate (na Calle Garcilazo), e o serviço prestado foi bom, não tivemos nenhum problema.

Dá pra fazer sozinho?

Sim! Eu fechei com agência porque era a primeira vez que estava lá, não conhecia o lugar, então achei mais seguro. Mas provavelmente teria aproveitado mais se contratasse um motorista para me levar nesses lugares, pois além de retirar do roteiro os lugares “pega turista” como lojas de prata, poderia ficar mais tempo em cada lugar, andar por onde eu quisesse etc. Em Cusco e nas cidades vizinhas, tudo gira em torno do turismo. É fácil pechinchar e tenho certeza que não ficaria caro fazer esses passeios independente, com um taxista. É só chegar lá, perguntar e pesquisar. A correria dos passeios com agência só é bom para quem tem pouco tempo na cidade e precisa ver muita coisa em pouco tempo.

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!

Pisac. Eu ficaria umas 4 horas lá tranquilo!