Mochilão Peru #Dias 11 e 12 – o fim da viagem!

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) e 10 (sábado) Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 11 (domingo) Último dia no Peru

Dormimos bem no hostel em Puno. As nossas passagens já estavam na recepção de manhã (a moça da agência tinha comprado pra gente na noite anterior), pagamos e pegamos 2 táxis. Foi 4 ou 5 soles cada um até o terminal. Nosso ônibus saía às 8h, chegamos lá anda era umas 7h eu acho. Compramos água, gatorade e bolachas, e quando chegou perto da hora fomos pro ônibus. Estava lotado de mochileiros e turistas em geral, muitas senhoras.. acho que não tinha ninguém local lá. A empresa era a Tours Peru e o bus era bem confortável.

O caminho de Puno a Cusco é bem legal, a estrada ótima, na saída da cidade passamos por uns lugares bem feinhos, as casas sem reboco, todas só de tijolo, sem pintar, amontoadas (por isso Puno tem fama de feia)… e aí vamos subindo, vendo o lago Titicaca.. pegamos a estrada e o sol saiu bem forte. Adorei ficar vendo a paisagem, as casinhas perto da estrada, os pastores com os animais, quase não tinha nada plantado (era época da seca). Passamos por um rio que ia seguindo a estrada, várias vilas e cidadezinhas.

Não lembro a hora que chegamos em Cusco. Primeiro pegamos um táxi no terminal e fomos para o Pariwana, pedimos para guardar as mochilas lá, e fomos para o centro. Nos separamos e cada um foi comer ou dar as últimas voltinhas… já era de tarde, comemos no McDonalds e fomos andar. Agora era a Erika quem estava passando mal.. e eu melhorando. Fui encontrar o Chicão e a Agrael num restaurante, esperei eles terminarem de comer e fomos andar por ali. Todos comprando as últimas lembranças e gastando os soles! Eu comprei um casaco de frio e um cachecol.

Foi escurecendo, voltamos pro Pariwana, ajeitamos as coisas na mochila e pedimos um táxi na recepção. O táxi demorou, então o cara foi pra rua e parou um táxi lá pra gente. Fomos pro terminal espremidos no carrinho do senhor taxista… chegando lá, escolhemos a empresa na hora, foi a Cial, acho uns 50 soles até Puerto Maldonado. Saiu às 8:30 da noite e o ônibus era ok, fiquei no banco bem da frente e pro nosso azar duas americanas chatas ficaram falando sem parar o tempo todo, rindo, reclamando da tv, de tudo.. aff! QUE FALTA QUE ME FEZ um fone de ouvido nessa viagem! Não esqueçam de levar! Da próxima vou levar um daqueles grandões.

Só quando saímos da cidade e apagaram as luzes elas calaram a boca. E o filme na tv estava super alto. Ou seja… noite ruim, vai ser difícil dormir! Fora que, quando a gente estava pegando no sono… o ônibus para num lugar e começa um sobe e desce.. e muitas mulheres subindo pra vender pão, arroz.. anunciando sem parar… que terror! haihuaiuah Ficamos meia-hora ali no mínimo… depois continuamos a viagem, SÓ CURVAS, não dava pra ver nada da frente e dos lados, tudo escuro e muitas curvas… seja o que deus quiser e vamos tentar dormir! Depois as curvas diminuem.

Dia 12 (segunda) A volta pra casa

Chegamos a Puerto Maldonado bem cedinho. O ruim de lá é que no terminal não tem nada pra vender, nada pra comer. Fomos ao banheiro (0.50) e depois conhecemos um casal que também tinha vindo de Cusco e estavam indo para Porto Velho. Eles eram bem simpáticos e dividimos 2 táxis. Na saída do terminal ficam váris carros e tuk tuks se oferecendo. Pegamos 2 por 5 soles cada e pedimos para nos deixarem na “rua das vans” para Iñapari. Nunca descobri o nome dessa rua. Mas os taxistas sabem e isso é que importa.

Chegando na tal rua, o nosso taxista quis cobrar 8 soles. Impressionante que é só perto da fronteira que essas coisas acontecem!! Reclamamos e pagamos só os 5. Tinha uma van já com umas 3 pessoas dentro, ia sair. Combinamos por 30 ou 35 soles (não anotei) e partimos pra fronteira… foi como na ida: van velha, calor, viagem looonga, calor… com o detalhe que a van pifou no meio do caminho! Tivermos que dar nossas águas para o cara por no motor (ou sei lá onde se põe água no carro) e só andou um pouquinho, mais pra frente ele achou uma casa com um riacho, foi lá e buscou água. Ok, arrumado, seguimos e quando chegamos em Iñapari, ele encontrou um colega que tinha chegado bem na frente, e quando este perguntou porque demoramos, o safado do nosso motorista disse que “teve que parar para comprar cusqueña porque eles pediram, sabe como é, tem que agradar os turistas”… :evil: danado!! Nem falou que foi porque a van dele pifou. Realmente na saída de PM paramos num bar pra comprar cerveja mas não tinha, gastamos só 1 minuto lá. (e nessa hora entendemos a malandragem do motorista falando em espanhol rápido, ou seja, já ficamos nos achando, porque quando chegamos lá, 10 dias antes, a gente não sabia nada!)

Essa viagenzinha durou umas 4h. Em Iñapari passamos na aduana para dar saída, carimbar o passaporte… passamos por 2 salinhas, depois atravessamos a rua e trocamos os soles que sobraram com a Tuka. Ali já achamos um taxi que nos levou pra Assis Brasil, antes paramos na PF para entrar no Brasil novamente, e chegando em Assis Brasil (5 ou 10 min), encontramos só um restaurante.. chamado Barriga Cheia! Comida à vontade por 12,00 ou o kilo por 18,00. Eu pesei e meu prato deu 6,00. No Peru eu nem estava podendo ver comida que passava mal, mas no Brasil… estava feliz de poder comer comida brasileira! Tomei um super suco de cupuaçú gelado.

Fui ao banco tirar dinheiro (a 1 quadra dali) e ao mercado, tomei uma água de coco por 1,00… perguntamos sobre o ônibus e falaram que para Rio Branco ele parava ali na praça 15h, mas parava muito e chegava lá tarde. O último ônibus de lá pra Pvh era 22h e ainda tinha o risco de não ter mais vaga, por isso tivemos que ir de táxi. Negociamos um tempão (éramos em 7 agora) e conseguimos 2 táxis, sem desconto era 25 até Brasiléia e 50,00 de Brasiléia a Rio Branco. Geralmente os taxistas fazem por R$ 75,00 de Assis Brasil a Rio Branco. Mas esse que pegamos teria que dividir a viagem ao meio, mas o total seria o mesmo. Ok.. o casal foi em um táxi com 2 outros rapazes que apareceram por lá e nós 5 fomos em outro, com um rapaz bem simpático. Todo mundo foi conversando, a Érika passando mal e eu querendo dormir.

Paramos em Brasiléia e ele chamou um colega dele pra continuar a viagem porque ele não podia ir até RB. Entramos no outro carro, andamos 3 quadras e.. furou o pneu. Esperamos trocar, enquanto compramos lanches num posto de gasolina. Depois de arrumado seguimos… chegamos em Rio Branco 8 da noite. O casal estava lá e nos juntamos de novo. Banheiro, lanche, passagem comprada para as 9h (67,00). O ônibus era confortável, logo eu já dormi, mas é muito chato ter que acordar de madrugada e descer pra atravessar a balsa, ficar esperando quase 1h no frio…

OBS: nesse dia acho que eu nem tiramos fotos. Todo mundo já cansado… 

Enfiim chegamos em Porto Velho quase 6 da manhã… fomos pra casa, abracei minha mãe e minhas cachorras, tomei um banho rápido e dormi. Minha cama ::love:: como eu estava com saudade! 

Isla Taquile - Peru

Peru: um país lindo, incrível, tão perto do Brasil e tão barato. Todo mundo devia conhecer!

Mochilão Peru #Dia 9 e #Dia 10 – Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) Vale del Colca – Canion e Condor

Nesse segundo dia de passeio pelo Vale del Colca, era dia de conhecer o Canion (atração principal do passeio) e ver o vôo dos Condores.

O Condor era um animal sagrado para os incas, que representa o mundo superior. Eles são enormes e podem ser vistos de um mirador.

Só que eu estava passando muito mal, então fiquei o tempo todo dentro do ônibus e não vi nada! Consegui levantar 5h, tomar banho e me arrumar, no café só tomei meia xícara de chá de camomila e fomos. O café era: pão, manteiga, geléia, saquinhos de chá e de café (Hotel Sumac Wasi, em Chivay).

Daí em diante, entramos no ônibus, eu me ajeitei e fiquei lá o dia todo! Não posso contar nada do passeio porque perdi. Não vi o Canion nem o condor!! Só bebia água e gatorade. No almoço desci, e no restaurante tomei só a sopa de entrada (paguei 10 soles, o almoço todo era 25). Depois seguimos, mais paradas, e eu tentando dormir, chegamos em Arequipa de tarde ainda. Fomos jantar no Saryris de novo, mas dessa vez não foi tão bom, a sopa foi cara e não estava gostosa. Tomei só um pouco da sopa do Chicão.

As passagens para Puno já estavam compradas para as 11 da noite. Não lembro se foi 30 ou 40 soles. E eu não estava mais com vontade de ir…

Vou deixar as fotos que o pessoal tirou desse dia:

Dia 10 (sábado) Puno e o Lago Titicaca

Depois do passeio Vale del Colca, que terminou em Arequipa, partimos de noite para conhecer mais uma cidade peruana: Puno, que fica à beira do famoso Lago Titicaca.

A viagem para Puno na noite anterior foi tranquila, fomos com a empresa Julsa. Chegamos em Puno no sábado de manhã bem cedo, mal estava amanhecendo. Logo que chegamos um cara nos abordou oferecendo os passeios, conversamos com ele pra ver os preços, mas subimos pra tomar café, e depois olhar as outras agências.

O café da manhã é no piso de cima, sentamos e eu pedi um café americano, que vinha: 2 pães de forma tostados, ovos mexidos, suco e chocolate quente, acho que foi 8 soles. Estava tudo gostoso, mas depois me arrependi de ter comido, porque eu ainda não estava bem. Depois do café eu vi na agência Sumaia Tours, e era um pouco mais caro que o do primeiro cara. Voltamos lá com ele e negociamos, o preço ficou:

Passeio isla de Uros + isla Taquille com transfer: 45 soles
Hostel Qorikancha Inn com um quarto duplo e um triplo, com banheiro privado: 25 soles cada pessoa

Fomos para o hostel, só deixamos as malas e o carro nos buscou às 7h e fomos para o porto. Lá, ficamos esperando junto com um monte de turistas, nessa parte foi meio desleixado, porque a moça falou pra gente esperar, e depois sumiu, os barcos iam lotando e saindo, chamaram mais pessoas e fomos, mas eu não sabia se aquele era o nosso barco ou eles simplesmente juntam todos ali e vão enchendo os barcos independente de agência. Enfim, mostramos nosso bilhete da agência e entramos no barco. O guia se apresentou e começamos a viagem, ele ia explicando mas eu tava bem no fundo e não entendia muita coisa.

Mais de 1h depois chegamos numa das ilhas de Uros, era menor do que eu imaginava. Eu já sabia que esse passeio seria o mais sem graça da viagem, pra mim, e foi mesmo. Essas ilhas são flutuantes, feitas de uma planta chamada totora. Cada ilha tem algumas cabaninhas feitas da mesma planta. Não se sabe se eles realmente moram lá sempre ou só vão para se apresentar aos turistas. Ficamos uns 30 ou 40 min lá, alguns foram andar no barquinho de totora quando eles convidaram, mas NÃO AVISARAM que seria cobrado 10 soles. Fiquei lá tirando fotos, ou sentada, tinha uma menininha bem brincalhona que todo mundo ficou encantada com ela. Não achei tão teatral, não tinha ninguém cantando ou dançando pros turistas, como já vi comentários.

Depois voltamos pro barco e foi mais 1h até a isla Taquille. O lago Titicaca é enorme e azul. O barco vai devagar, balançando de leve. Não sei como eu não passei mal! O barco para num porto da ilha e a gente começa a subida.. e sobe… sobe… a vista é mais linda a cada passo! Tem campos onde as pessoas cultivam (mas em agosto é seca) e animais pastando. Chegando lá em cima, tem uma igreja bem antiga e vários restaurantes. E encontramos o nosso grupo no centro e o guia foi nos levando para um restaurante, andamos mais uns 20 min, mas não tinha subida dessa vez. Chegamos ao restaurante, que é uma casa com as mesas no lado de fora, só a gente ali com o lago Titicaca em volta!

Os pratos eram trucha frita com arroz e salada ou omelete, e uma sopa de entrada, sopa + prato eram 20 soles. Eu tomei só a sopa e foi 10 soles. Estava ótima! Depois de comer tiramos mais umas fotos por ali, o bom era que estava só o nosso grupo. Depois começamos a descer… muita descida com escadas pelo outro lado da ilha, chegamos ao porto (não é aquele por onde chegamos), entramos no barco, eu fui na parte de trás apreciando a vista e o vento… mas uns 20 in depois fui pra dentro. Dormi, acordei, dormi, fui ao banheiro.. e não chegava! Ô viagem longa.. foi mais de 2h e meia. Chegamos e Puno no fim da tarde. Muito frio!! O dia mais frio da viagem.

Entramos na van e a mulher da agência (que era do nosso hostel também) estava recolhendo dinheiro do pessoal, ela ia para a rodoviária comprar as passagens para Cusco, então a gente não precisaria ir. Isso foi muito útil! Ela pegou nosso nome, o nº do passaporte e o dinheiro, foi 40 soles, saindo na manhã seguinte. A van nos deixou no hostel, fomos tomar banho e de noite saímos pra jantar, estava bem frio e foi difícil sair… A Plaza de Armas ficava a uns 3 ou 4 quarteirões. No caminho encontrei uma livraria e aproveitei, porque um amigo tinha me falado que livro é barato lá, e como eu tô aprendendo espanhol, queria comprar alguns. Comprei 4 livros pequenos, acho que 2 soles cada, um de contos de fadas, um de histórias infantis peruanas…

Na Plaza de Armas nem ficamos muito, estava frio e a gente com fome. Entramos por uma ruazinha movimentada, onde não passa carros, e tinha vários restaurantes. O garço de um que estava na porta era bem simpático e nos convenceu a entrar (porque com a gente é assim.. o primeiro garçom que joga papo a gente cai). Era o Hacienda. Tinha um forno a lenha fazendo pizzas logo na entrada, o ambiente era aconchegante, bem decorado. Pedimos massa: lasanha e espaguete. O meu estava meio sem graça, pedi um simples com molho vermelho, e não consegui comer tudo, com medo de passar mal. Meu spaguetti foi 20 soles e um refri pequeno 3 soles.

Pagamos e fomos direto pro hostel, dormir (e levantar várias vezes pra ir ao banheiro.. ainda)!! No dia seguinte íamos voltar para Cusco.

Sobre Puno: sim, é uma cidade feia como muitos dizem aqui. E fria!! Mas a isla Taquille é incrível!

Obs.: No roteiro original a gente ia de noite mesmo pra Cusco, mas resolvemos dormir lá, já que a gente estava cansado, eu um pouco mal ainda, estava frio e a gente precisava de um banho quente e cama.

No próximo post: volta para Cusco e último dia no Peru.

Mochilão Peru #Dia 5 – Machu Picchu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Enfim tinha chegado o grande dia, Machu Picchu é o destino mais famoso no Peru, e eu confesso que nunca fui daquelas pessoas que sempre sonharam em conhecer. Na verdade só me interessei no começo desse ano. Só fui ao Peru por causa de Machu Picchu, mas assim que cheguei lá, me encantei pelo país, cada cidade e cada paisagem, tem muito mais coisas que vale a pena visitar, não é só Machu Picchu!

Nesse dia acordamos umas 5h em Aguas Calientes, nos arrumamos rapidinho e fomos fazer o check-out no hostel Supertramp, pagamos, compramos água e tomamos café. A cozinha é super fofa, bem decorada, e tinha um rapaz lá fazendo ovos mexidos para quem quisesse. Eu não quis comer muito então foi só um pão com geléia e um pouco de leite com chocolate.

Saímos e ainda estava escuro, seguimos por uma rua e logo chegamos no ponto do bus para MP, mas a compra do bilhete era mais pra baixo, então fomos até lá (tem vários guardas dando informações e indicando o caminho). Custou 18,50 dólares ida e volta, voltamos pra fila, que já estava enorme, começou a amanhecer e fui vendo melhor a cidade… nisso já eram 6 e pouco. Essa fila fica logo ao lado de uma ponte, o barulho do rio é bem forte. Na mesma quadra tem uns mercadinhos com água, biscoito, luvas, enfim muita coisa e nem é tão diferente o preço, você não precisa comprar as coisas em Ollantaytambo ou em Cusco pra levar.

Os ônibus chegavam um atrás do outro, ficamos uns 20 min na fila. Entramos no ônibus e começou a “viagem”… pegamos uma estradinha e passamos ao lado de um camping, bem na beira do rio, com muitas árvores em volta, deve ser muito legal ficar lá! Bem aos pés de Machu Picchu! Começamos a subida em zigue-zague, a estradinha é bem estreita e em toda curva a gente tinha que parar e esperar outro ônibus passar, ou o contrário, passamos ao lado do precipício… e você não pode reparar nisso pra não ficar com medo.

A subida deve demorar uns 15 min… vamos vendo as montanhas, chegando mais perto das nuvens. Aí o ônibus para na entrada, tem uma lanchonete, guarda-volumes e banheiro, pro lado esquerdo tem o controle de entrada, você mostra o passaporte e o boleto. Eles dão um mapa de lá mas não adianta muito não, é mais para informações sobre os lugares. Ali mesmo já ficam os guias oferecendo seus serviços, como eu ia subir Waynapicchu às 7h nem dava tempo, ficamos de voltar lá depois. Entramos e logo no começo tem aqueeeela visão das ruínas com Waynapicchu ao fundo e as outras montanhas, junto com 2 ou 3 lhamas pastando por ali e completando a foto. Você precisa esperar um pouquinho pra conseguir ficar ali sem muita gente em volta. Tiramos algumas fotos e subimos alguns degraus, quando deu 7 e pouco resolvemos pegar o rumo das nossas respectivas montanhas…

Eu ia pra Waynapicchu (ou Huayna Picchu) e a Erika, Jaque, Chicão e Agrael iam pra Montaña Picchu (que é mais alta). Pra chegar lá precisei atravessar o parque todo praticamente, tem algumas setas brancas no chão indicando o caminho. Eu ia apressada, passei por um funcionário e ele disse “vai com calma, você tem tempo, não se canse…” hahaha e eu “meu deus, já tô cansando, não vou conseguir subir”, porque como eu disse, na altitude os primeiros degraus que você sobe são os que cansam mais, depois vai acostumando. Bom, cheguei lá na entrada (tipo uma cabaninha com um portão), amarrei meu casaco na cintura, na mochila eu carregava um chapéu, água, mapa, 2 bolinhos, uma bolacha salgada e 1 gatorade. Não pode entrar com comida em Machu Picchu, mas como aguentar ficar o dia todo lá sem comer? E a lanchonete da entrada cobra bem caro.

Reparem que faltou uma coisa na minha mochila: protetor solar para o corpo!! Pois é, só depois, de noite, tirei a camiseta e vi uma bela marca vermelha no colo e nos braços. Até minhas mãos ficaram descascando levemente depois.

O sol estava forte, mas ventava, e tinha algumas nuvens por cima das montanhas, mas não muitas. A fila de controle demorou uns 10 min… por ali tinha senhores de mais de 60 anos, família com criança, japoneses super equipados com bastões e câmeras profissionais. Na minha vez de entrar, assinei meus dados num caderno junto com o horário de entrada: 7:49. Segui pela trilha que começava com uma descida… é porque o começo da montanha é mais baixo do que o nível em que a gente estava. As pessoas vão bem distantes umas das outras, eu fui praticamente sozinha sem ninguém perto, só cruzava com o povo de vez em quando. Fiquei uns 10 minutos descendo, e aí começou a subida! Degraus de pedra, alguns bem estreitos, outros bem altos… eu parava várias vezes pra olhar a paisagem, no começo da trilha dava pra ver o rio lá embaixo e os trilhos do trem.

E parava também pra descansar, claro! Nem era tanto as pernas que cansavam, era o fôlego que faltava mesmo, e o coração que acelerava, aí parava pra respirar. Na metade do caminho comi dois bolinhos, fui bebendo água mas não tanto, porque não queria ficar com vontade de ir ao banheiro! Amarrei o cabelo porque estava suando, fui subindo devagar… da metade pro final é o pior! hahaha é uma subida mais íngreme, muitos degraus. Eu cheguei a pensar que não ia conseguir, mas só naquele momento de estar sem fôlego, depois descansava e continuava. Então, mesmo que você seja sedentário, nunca tenha subido uma montanha, você consegue!!

Ao todo demorei 1:20 pra chegar lá em cima. Logo que chega tem tipo um terraço pra apreciar a vista, dá pra sentar, deitar na grama, depois sobe mais, bem lá em cima tem muitas pedras e umas 3 casinhas. O engraçado é que pra chegar bem em cima, precisei entrar debaixo de umas pedras, tinha um caminho bem estreito que só passava abaixado, tive que jogar a mochila primeiro na frente e depois passei, enquanto um pessoal do outro lado falava “venha para a luz!!” em espanhol… porque brasileiros mesmo eu encontrei pouquíssimos na viagem toda!!

Atravessei a “minicaverna”, subi mais um pouco, subi uma escada de madeira e cheguei numa pedra que todo mundo senta pra tirar foto. Eu achava que lá em cima seria mais perigoso, mais estreito, sei lá. É bem amplo, dá pra andar bastante! Claro que é um pouco perigoso, por todos os lados se você vacilar, pode cair de lá, eu não sei como alguns pais conseguem ir com crianças, se fosse meu filho ia andar amarrado com uma corda!! Mas enfim, achei que eu ia ficar com medo, mas é tranquilo. Do outro lado (sem sem o lado que a gente vê a cidade de MP pequenininha lá embaixo) eu sentei numa pedra ao lado de uma árvorezinha e fiquei lá uns 40 min.. escrevi no diário, bebi água e fiquei apreciando a vista e curtindo aquele momento!

Depois desci um pouco para a direita e encontrei um caminho para a Gran Caverna, e lembrei muito bem de um relato que li no Mochileiros de uma menina que desceu por esse caminho sem querer e se ferrou, porque depois tinha que subir de volta e ela tava cansada então nem passei perto. Dei a volta numa estradinha de cara pro precipício e cheguei na parte plana onde tem as casinhas, não tinha ninguém lá, tirei umas fotos e fui descendo devagar pela escada. Pra vocês verem como o topo de WP é grande: tem escadas, pedras, partes planas… fui descendo as escadas, me despedi lá de cima e retomei a trila, o pessoal das 10-11h estava subindo, era engraçado descer e encontrar o povo morrendo, perguntando se já estava chegando!

Mas até pra descer cansa, viu… força os joelhos e uma vez eu quase escorreguei, aí comecei a descer com mais cuidado. Cheguei no controle e assinei a saída, era 11:25. Pronto, tinha cumprido o maior desafio da viagem! E agora, vem cá Machu Picchu!!!

Voltei lá pras ruínas pelo lugar que tinha vindo, quer dizer, eu tentei, mas o guardinha mandou eu DESCER e SUBIR de novo por outro lado, para obedecer o fluxo ordenado do caminho… hauihauiah ok, fiz uma cara de cansada e ele disse que não era longe, só alguns minutos… fui lá e cheguei perto da entrada. Tinha combinado de encontrar o pessoal 12h na entrada, isso era 11:35, fui lá e já vi todo mundo na lanchonete. Resolvemos contratar logo um guia porque 2 e meia a gente tinha que descer. Achei um que dizia que falava português… tá, se a gente fala portunhol, ele fala espanguês. Fez por 30 soles para cada (Eu, Jaque e Chicão) porque não conseguimos outras pessoas para o preço baixar, e não queríamos esperar.

Daí a visita demorou 1:30 mais ou menos, ele ia parando nos lugares e explicando, não vou lembrar de tudo agora, mas valeu a pena, só andar por lá sem nenhuma explicação deve ser chato. Queimadas de sol e cansadas, terminamos a visita! Tiramos mais algumas fotos e descemos, fomos para a fila do bus que também estava grandinha, e logo começou uma chuvinha fina… única chuva que peguei na viagem inteira. Pegamos o bus e um guia sentou do meu lado, conversei um pouco com ele.

Ps: eu não falo espanhol, viu! Mas daí vocês podem ver que é fácil se comunicar, eles entendem bem e usando algumas palavras básicas e gesticulando a gente consegue tudo!

Chegamos no ponto do bus, fomos pro hostel pegar a mochila grande, e fomos pra estação… no caminho comprei uma bolsa de 20 soles pra carregar algumas coisas que já não cabiam na mochila. Na estação, comi um misto com limonada (15 soles). Pegamos o trem Peru Rail das 16:22, meu assento estava separado do pessoal, e eu fiquei NO MEIO de um grupo de japoneses da terceira idade. Ouvi japonês as 2h de viagem!!! hahahaha mas eles eram bem divertidos, riam de tudo, o ruim era não entender nenhuma palavra do que eles falavam.

No caminho, pelo lado esquerdo, vimos os montes nevados.. eles de novo! Sempre rondando.. e eu sempre querendo chegar mais perto! Chegamos na estação, escureceu, fomos andando pela rua de Ollantaytambo até o centrinho (é tudo bem perto e pequeno), paramos na esquina e fomos ver um hostel, achamos o La Casa del Abuelo, que ficava mais embaixo, depois da ponte e praticamente ao lado da entrada para as ruínas. Era barato (30 soles), quarto triplo e duplo com banheiro, mas não tinha café. Gostamos bastante de lá, atendimento bom, quarto e banheiro bons, nada a reclamar! Deixamos as coisas lá e fomos jantar.

Depois de comer fomos pro hostel e dormimos!! No dia seguinte iríamos resolver o passeio Maras e Moray e voltar pra Cusco.

Mochilão Peru #Dia 4 – Valle Sagrado

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia de conhecer o famoso Vale Sagrado!

Nos encontramos na frente da agência 8:30, o passeio estava marcado para 9h. Novamente foi com a agência Qoki Inka Travel, custou 20 soles, e nada a reclamar do serviço deles! O guia hoje foi o Perci e era um bus grande em vez do micro. O caminho começa e já é tudo lindo! (eu empolgada :lol: ). Paramos da comunidade de Ccorao, tem um mercado de artesanato… eu reclamava de ter que parar nesses lugares, mas quando entrava, não queria mais sair! Ele nos deu 20 minutos, e eu não consegui passar da quarta lojinha. Mas comprei só uma meia/polaina grossa (s. 10). As camisetas ali eram mais baratas que em Cusco também.

Pegamos a estrada e paramos no Mirador Taray, que tem vista para um povoado embaixo, um rio e ao fundo montanhas nevadas! ::love:: Essas montanhas ‘nos acompanharam’ durante vários dias e eu morrendo de vontade de chegar perto delas… Tiramos algumas fotos ali e seguimos para as ruínas de Pisac. É enorme e lindo! O sol estava bem forte, comprei um chapéu (s. 10). O guia deu 1h ou 1h30 (não lembro direito), só sei que esse tempo acabou super rápido, não deu pra andar nem um terço do lugar. Eu poderia passar o dia inteiro ali! Começou minha paixão pelo Vale Sagrado e seus caminhos ::love:: um dia vou voltar lá pra andar à pé por aquelas estradinhas, parar em cada povoado, dormir ou ficar uns 2 dias… Mas como na primeira vez não conhecemos nada, vamos de tour mesmo! Bora pro ônibus!

Dali paramos em uma loja, o cara explicou como fazem uns pingentes de prata e conchas coloridas que vimos aos montes gente vendendo nas ruas, mas ficamos pouco tempo lá (ainda bem) e fomos para Ollantaytambo, mas no caminho paramos em Urubamba para almoçar. E o rio lindo já está cortando o Vale e a paisagem vai mudando de marrom para verde… Lindo! Paramos no restaurante Yllari (Ou Illary), o buffet era 25 soles e a comida estava boa. Comi macarrão, um pouquinho de arroz, salada e um frango com molho de abacaxi, também tinha sopa, e dividimos uma cola-cola de 1 litro. A sobremesa era incluída também, tinha 4 tipos mas não eram muito gostosas não.

Pouco tempo depois chegamos em Ollantaytambo, um amor de cidadezinha! A rua principal de acesso é bem estreita, de pedra, com as casinhas já com a porta na rua, e na soleira das portas passa um canal de água. Na chegada já tive uma impressão legal da cidade. Descemos do ônibus e na frente do parque arqueológico tem uma feira de artesanato (claro). Mas entramos direto, subimos quase a metade e o guia começou a explicação. Numa das montanhas ele mostrou um rosto, mas eu não consegui ver :| hahaha, mas tudo bem, sou míope, enxergar o rosto já seria demais. Depois subimos mais um pouco, os picos nevados apareciam ao longe, mas agora um pouco mais perto. Tiramos mais fotos, depois demos a volta e descemos por outro lado. Saímos de lá e na feirinha comprei uma bolsinha pequena só pra carregar passaporte, celular e câmera. Ficamos olhando as coisas, e quando saímos, cadê o ônibus? ::putz:: Eu, Jaque e Érika, andamos, procuramos e nada.

Achei que ele provavelmente estaria estacionado em outro lugar, porque ali na frente era pequeno e não cabia os ônibus que toda hora chegavam. Atravessamos a ponte, subimos até a praça, e nada. O Chicão e a Agrael estavam juntos com o grupo, e eles não iriam embora sem a gente. Aliás, nem iam embora de jeito nenhum, porque iríamos ficar ali mesmo e pegar o trem. Fiquei parada perto da pequena ponte, de onde poderia ver se eles passassem, e as meninas foram procurar. 10 minutos depois, achamos \o/ Pegamos a mochila e o povo queria comer. Eu não queria, então eles sentaram num restaurante e eu fui andar. Gostei ainda mais da cidade! Suas ruazinhas estreitas e retas, os cachorros, os senhores e senhoras voltando pra casa no fim de tarde.

Nesse volta passei em frente a um local que alugava bikes (Ollantaytambo Bike malkubenavides@yahoo.com.pe), o cara saiu e me chamou.. entrei lá e ele me explicou os passeios que faz. Me mostrou um mapa enorme da região. Descobri que Ollantaytambo tem muito mais ruínas do que apenas aquela que eu tinha acabado de visitar!! E várias não cobram entrada. Um dos passeios que ele faz, você sobe de carro até Patakancha (4.010 m), fica lá em cima nos montes nevados e desce de bike, passando por algumas ruínas. EU QUEROOOO!! Em grupo ficava 70 soles, e sozinha ficaria 90… claro que ninguém no meu grupo ia querer. E se eu soubesse que Ollanta era tão legal, teria reservado 3 dias pra lá. Fica pra próxima…

Fui numa lan house pra conferir se a reserva com o hostel em Aguas Calientes estava ok. Enviei pra eles o horário do trem e eles iam nos pegar na estação. A internet foi s. 0,50 por 15 min. Voltei pro restaurante e o povo ainda estava comendo. Quando terminaram, passamos numa vendinha para comprar água, gatorade e bolachas. E aí fomos seguindo pela rua que leva à estação, o caminho nem é longo, dá pra ir a pé tranquilo. E aí pensei: eu queria poder ficar mais aqui! Comentei com o povo e a Agrael concordou, Ollantaytambo parecia tão aconchegante e fofa que a gente queria conhecer mais.

Chegamos à estação e pegamos o trem Peru Rail das 18h. Não achei uma viagem confortável não… Chegando lá, muito frio, estava de noite, e o cara do Supertramp Hostel estava esperando. Seguimos ele por uma subida (umas 3 quadras) e chegamos. O quarto era de 10 camas (30 soles) e já tinha uns rapazes lá. Deixamos as mochilas e fomos jantar. Escolhemos a rua mais movimentada e fomos… mas nem deu pra escolher o restaurante, porque logo no primeiro, o garçom estava com uma camisa do Brasil, aí começaram a conversar e já entraram… eu estava fugindo de ficar sentada 1 ou 2h “perdendo tempo” enquanto poderia estar conhecendo a cidade, então saí de novo pra andar sozinha.

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é parecida com Ollantaytambo, só que mais comercial, cheia de restaurantes e farmácias. Bem charmosa, e ao que parece o povo dorme cedo lá. Umas 9 e pouco já não tinha tanto movimento nas ruazinhas. Falei com um peruano garçom de um dos restaurantes, que puxou conversa, viu que eu era do Brasil e já foi falando que adora o Rio de Janeiro, até me mostrou fotos dele lá, e em outras cidades quando ele trabalhou num cruzeiro, isso em 3 min de conversa! huahuhaha Voltei pro restaurante e já tinha chegado a comida, comi um pouco da trucha e pedi um pisco sour pra experimentar, adorei! Depois pagamos e voltamos pro hostel.

Sobre o Supertramp Hostel: o clima é bem legal, tem um bar no terraço, mas tava todo mundo jogado na salinha vendo tv, na internet ou dormindo. Fomos tomar banho – os banheiros estavam molhados e não tem lugar pra você se trocar sem todo mundo ver, tem que ser dentro do box, que é meio escuro e molhado. Os prós: localização ótima, bem pertinho da estação, também não é longe do bus pra Machu Picchu, te busca na estação gratuitamente, serve café a partir das 4:40 da manhã.

Fomos dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar bem cedo PRA IR A MACHU PICCHU!

Mochilão Peru #Dia 3 – Cusco

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Acordamos 7 e meia, tomamos café no hostel e saímos… Eu, Érika e Jaque pra um lado, Chicão e Agrael pra outro. Tínhamos que nos encontrar 1:40 na agência para o passeio City Tour (15 soles). Fomos andando pela Av. El Sol, o objetivo era ir até o Monumento a Pachakutec (a entrada está inclusa no boleto turístico). Passamos pelo Qorikancha, mas como ele estava no roteiro do City Tour, só olhamos por fora e continuamos. Mas pra frente paramos numa doceria pra comer ::love:: (e a gente tinha acabado de tomar café, depois eu não sei porque fiquei doente, saí comendo tudo o que dava vontade…).

Chegamos ao Monumento.. é só seguir reto na av. El Sol, dá pra ver de longe, ele tem 22m de altura, é um “prédio” de 9 níveis que serve de base para a estátua de bronze do Inka Pachakutec de 11m. Dentro, é um museu de história sobre ele, e lá em cima tem uma vista ótima da cidade!

Depois da visita, voltamos pela mesma avenida, já era umas 11 e pouco, o Sol estava bem forte (embora na sombra fizesse frio) e paramos pra almoçar num restaurante pequeno, os pratos eram 12 soles em média. Pedimos 2, achando que a comida ia dar pra nós três… demorou um tempão, e quando veio, era quase nada de comida, e a batata frita encharcada de óleo, um pedaço de frango mal cozido… beliscamos e pagamos logo pra ir embora.

Encontramos o pessoal e o grupo do City Tour às 13:30 na Plaza Regocijo, começou a chuviscar, já apareceram vários vendedores oferecendo capas de chuva… eu não comprei. O ônibus (pequeno) chegou, o guia se apresentou (Oswaldo) e começou a narrar o passeio. A primeira parada é no Qorikancha, onde temos que pagar 10 soles extras, e mostrar o boleto turístico. Lá dentro é muito cheio, vários grupos de turistas, e vamos entrando de templo em templo, e o guia vai explicando. Confesso que não fiquei muito junto pra ouvir, eu me afastava pra tirar fotos, até me perdi deles…

Ficamos 1 hora ou mais lá. A parte de fora é linda mas nem fomos lá ::bad:: depois, pegamos a estrada e começamos a subiiir… chegamos a Saqsaywaman. Achei grande e bem legal, principalmente porque eu ainda não tinha visto o Valle Sagrado e Machu Picchu, então já estava achando tudo impressionante. A maior pedra pesa 70 toneladas. Fica a dúvida de como eles carregaram, montaram tudo com perfeição… o guia deu uma explicação, mas ainda assim todo mundo ficou com aquela cara de “não sei, não…”. O meu pai veio com a teoria de que os incas tiraram o peso do átomo.

Lá tem um morro e uma escada de pedra pra subir, não podia ir até o topo, ficava um guarda lá proibindo, o mesmo acontecia em cima das pedras. E aquelas foram as primeiras escadas de pedra que eu subi no Peru, e já cansei, senti o coração acelerado, isso porque a subida era pequena! Fiquei pensando se eu ia conseguir subir Wayna Picchu. Subi as escadas e cansei bastante… mas é um cansaço que dá logo nos primeiros degraus, o coração acelera, mas você para um pouco, respira, e depois passa. Gostei bastante de lá, é maior do que eu pensava, mas como toda visita em grupo, temos que correr pra não ficar pra trás. O guia falava que quem ficasse ia ser deixado lá de oferenda para os deuses… Ah, em Saqsaywaman é onde se realiza a festa Inti Raymi em 24 de junho. O complexo é enorme, você volta para o ônibus, sobe mais um pouco por uma estrada com eucaliptos do lado, e para em outras ruínas (Q’uenqo), onde entramos pelas pedras, tipo uma caverna, onde eram feitos rituais e sacrifícios (de animais, raramente de humanos, o guia fazia questão de enfatizar, mas a Juanita coitada que o diga, lá em Arequipa).

De volta ao bus e pegamos a estrada de novo, passamos por Puka Pukara e ele disse que não ia dar pra parar lá por causa do tempo… nesse dia me irritei com esses passeios. Se não dá pra fazer porque o passeio só começa 14h? Porque não começa mais cedo ou de manhã? Passamos direto por lá (e lá em Puka Pukara tem uma vista linda, pelo que vi do bus) e paramos mais a frente, em Tambomachay, que eu não achei muita graça não, apesar de ter uma importância histórica grande. Também, já estava escurecendo, não deu pra ver muita coisa. Fizemos uma caminhada de 5 ou 10min, passando por uma mini feira de artesanato, e chegamos onde ficam uma aquedutos e fontes. O nome significa “lugar de descanso”. Foi impossível tirar foto boa lá pois escureceu rápido.

Voltamos para o bus e começamos o caminho de volta, mas paramos numa ruazinha com várias lojas com roupas de alpaca, prata e artesanato. Entramos na loja, tomei um chá de coca e a moça explicou como reconhecer uma peça feita de alpaca verdadeira. Achei legal, porque só pelo toque da pra ver a diferença mesmo! Eu como estava bem mão de vaca nessa viagem não comprei absolutamente nada ::cool:: e fui na loja vizinha dar uma olhada, as camisetas estavam por 18 soles, quase a metade que no centro de Cusco. O Chicão comprou uma bolsa peruana tipo mochila, por 20 soles. Na metade da viagem todo mundo foi comprando suas bolsas também, porque as coisas não cabiam mais nas nossas mochilas.

No caminho passamos ao lado de Saqsaywaman, estava bem bonito tudo iluminado, com umas luzes no chão que refletiam nas enormes pedras. Já em Cusco, eu e as meninas comemos no McDonalds (2 pedaços de frango frito “pollo crujiente” 4,90 soles). Experimentei uns molhos bem apimentados (salsa de aji, aji amarillo e outro que não lembro o nome). Depois, no hostel, peguei as 4 entradas de Machu Picchu, a moça da agência não estava mais lá, mas tinha deixado guardado pra mim num envelope. Eu tinha comprado o meu no site, e os outros 4 com essa moça do Pariwana, por depósito em dólar pelo Western Union. Transferi direto pela internet da minha conta corrente. Foi 68 dólares cada (Machu + Montaña Picchu). E os tickets de trem foram 70 dólares ida e volta.

Quando fui procurar o meu boleto de MP, cadê??? Não achei! ::ahhhh:: Fui com a moça da recepção e ela imprimiu de novo pra mim. Mas atenção: é preciso ter o número da reserva, somente com o nome ou número do passaporte não dá. Peguei as roupas na lavanderia (s. 6) que tinha deixado na noite anterior.

Fim do dia… amanhã teríamos o passeio Vale Sagrado e depois Machu Picchu! ::love::

Conclusão sobre o passeio City Tour (que de city não tem nada): é bem legal, mas corrido! Vale a pena os 15 soles, é bem barato, mas deve valer muito mais fazer isso independente e poder ficar o tempo que quiser em cada lugar. Me arrependi de não ter atravessado a estrada e ido a Puka Pukara quando descemos em Tambomachay, porque tem uma vista bem melhor e ainda por cima é bem na hora do por do sol. É só ficar atento ao seu grupo e ônibus quando for sair pra não ficar pra trás.

Mochilão Peru #Dia 2 – Cusco

Dia 1 (quinta)

Dia 2 (sexta)

Depois de umas 7h de viagem, chegamos em Cusco!! Eeeeee só alegria. E frio.

Vou contar como foi a viagem de ônibus de Puerto Maldonado a Cusco porque eu tinha dúvidas sobre isso antes de ir. Uns falam que é perigosa, que dá medo, dor de cabeça, etc. Bom, como fomos de noite, consegui dormir um pouco, mas o calor que fazia dentro do bus dificultava um pouco. A estrada é muito boa (nenhum buraco) e só quando chegamos perto de Cusco é que vamos sentindo as curvas. Muitas curvas. Mas foi tranquilo.

Detalhe que em plena madrugada, o ônibus parou, o funcionário falou alguma coisa e nós descemos, achando que tinha chegado. Descemos numa praça com mais algumas pessoas (peruanos) e achamos estranho, perguntamos se era ali mesmo e o cara falou que ali era URCOS. Mas pra gente tinha parecido Cusco! hahaha Voltamos correndo para o ônibus.

Ao chegar em Cusco (agora sim) tinha acabado de amanhecer. Pegamos as mochilas e fomos para a saída do terminal, pegamos um táxi que foi super caro, mas como estávamos em 5 pessoas, ficou barato pra cada um, porque estávamos ainda meio perdidos de estar em um país diferente e preferimos não sair do terminal para procurar outros táxis. Dei o endereço do Hostel Pariwana e ele nos deixou lá na frente. Fui fazer o check-in (já tinha reservado por e-mail).

Uma pausa para falar desse hostel: lindooo e super bem preparado pra receber bem as pessoas. Tem chá de coca o tempo todo, wi-fi, lavanderia, computadores, o café da manhã é no bar, um espaço bem legal e grande, tem leite quente e frio, 3 tipos de pão, manteiga e geléia, café e chá. Ficamos num quarto com 6 camas (38 soles cada) – éramos em 5 pessoa e o outro ocupante era um rapaz que estava trabalhando lá, ficamos 2 dias e eu nem vi o rapaz! rsrs Era como ter o quarto só pra gente. Falei sobre ele aqui neste post.

Na verdade o check-in era só meio-dia, como chegamos cedo, guardamos as mochilas lá, usamos o banheiro e fomos pro primeiro passeio… andar pelo centro histórico. Logo na esquina do Pariwana fica a Plaza San Francisco e a igreja, visitamos os dois, trocamos dólares na av. El Sol (1 sole = 2,77 dólares), na Municipalidade (na mesma avenida) compramos os boletos turísticos (s. 130) que dá direito a visitar vários lugares, entre eles os passeios City Tour e Vale Sagrado, Maras, Moray etc.

Achamos um local ali perto mesmo que parecia uma galeria, tinha várias agências e o Museu do Chocolate (Calle Garcilazo). Na agência Qori Inka Travel a moça foi bem simpática, nos explicou os passeios. O Vale Sagrado ficaria 20 soles (era 25, mas como iríamos ficar em Ollantaytambo, ela fez desconto) e o City Tour 15 soles. Fechamos o City para o dia seguinte e o Vale Sagrado para o próximo, mais almoço buffet por 25 soles. Tentamos visitar o Museu do Chocolate mas só achamos a loja, daí desistimos e saímos pra rua pra visitar o que tinha por perto.

No primeiro dia sempre fico perdida.. as ruas mudam de nome a cada quadra, achei super estranho! Mas depois de 1 hora já sabia andar direitinho.

Dali fomos para o Museu Histórico Regional (entrada inclusa no Boleto), que tbm fica próximo à Plaza de Armas, tem várias salas com objetos e quadros, e alguns vídeos sobre Garcilaso de la Vega (o maior historiador peruano) e Tupac Amaru. Fomos também ao Mercado de San Pedro, tem muitooo artesanato, roupas, toucas, lembranças, e barracas de suco e comida. Estava bem cheio, ficamos só uns 15 minutos lá (comprei uma bolsinha de moedas, s. 4) e voltamos, na rua do Mercado comprei 2 toucas e 1 par de luvas (5 soles cada). Já estávamos com fome…

Paramos no Bar Cusco, sentamos nas mesas de fora, e foi chato porque apareciam toda hora umas 500 mulheres e meninas vendendo coisas, e elas insistiam… comprei 2 canetas decoradas com lhamas (s. 3,50 – e paguei caro porque depois vi meninas vendendo a 1 s. cada). Eu não pedi nenhum prato, os outros 4 pediram e eu fiquei beliscando os deles. Foi lomo saltado, trucha e pollo a la plancha. Estavam bons. E os preços eram de 20 a 30 soles.

Depois passamos pela Plaza de Armas, mas não entrei na catedral… não sou muito ligada a igrejas então não tinha muita vontade de ver. O monumento que tem no meio dela, Pachacutec, estava envolto em uma estrutura, parece que estava reformando, só a parte de cima estava descoberta. Íamos até a Pedra de 12 ângulos, mas no caminho vi o Starbucks! Paramos lá pra tomar chocolate quente e cappuccino. Depois tomamos o rumo da Pedra novamente… foi fácil de achar, e no caminho tinha mais banquinhas de artesanato… demoramos meia-hora até chegar lá porque íamos parando. Comprei uma camiseta vermelha com a marca do Peru por 30 soles (Caro! Nas paradas do Vale Sagrado tinha por 18).

Tiramos fotos com a pedra, um rapaz que estava vendendo pinturas nos explicou sobre elas, eu sabia que ele ia querer cobrar depois… mas ele não cobrou, só ficou insistindo pra gente comprar algum desenho dele. Não compramos, só dei uma ‘propina’ pela explicação. Aliás, fiquei espantada… ou tem muita gente talentosa em Cusco ou somente alguns pintam e muitos saem pra vender falando que são deles!! Achei bem bonitas, se eu tivesse dinheiro teria comprado.

No jantar eu já estava gripada.. estava frioo… até queria sair pro Mama Africa que todo mundo diz que é bom, mas quem disse que eu aguentava? Além do que, ninguém no grupo era baladeiro. Então saímos só pra jantar. E olha… escolher o restaurante no Peru é uma roleta da sorte. Todos demoravam demaiss… ou a comida não era muito boa. Ficamos arriscando a viagem toda. Nessa noite paramos no Papas, que era bem aconchegante e estava quentinho lá dentro. Pedi uma sopa (chaupe andino), que tinha quinua, ovo e queijo, estava bom.

Terminei minha sopa e saí, fui pro hostel, e eles ainda ficaram lá. Aproveitei pra usar o computador, deixar umas roupas pra lavar e depois fui deitar. Dormi mal essa noite por causa da gripe/rinite/nariz trancado.

Mochilão Peru Dia #1 – Atravessando a fronteira

Começa hoje uma série Diário de Viagem, na qual vou relatar dia a dia uma viagem, com fotos e informações sobre os lugares e preços. E a primeira série é sobre o Peru, em uma viagem de 13 dias, toda feita via terrestre, em agosto de 2013, saindo de Porto Velho-RO e passando pelo Acre.

Neste primeiro dia de viagem, saímos de Porto Velho e chegamos em Rio Branco com um ônibus da Real Norte. Pegamos um táxi (éramos em 5 pessoas) até a fronteira, de lá uma van até a cidade de Puerto Maldonado, e de lá um ônibus a Cusco, onde chegamos no dia seguinte.

Dia 1 (quinta)

Chegamos em Rio Branco às 4:30 da manhã. Fomos ao banheiro (R$0,90) e fomos ver um táxi até Assis Brasil. A ideia inicial era ir de ônibus que sai às 6h, mas como chegamos muito cedo, achamos que o táxi seria uma boa pra adiantar. Tinha vários taxistas lá na mesma cooperativa e ofereceram 60,00 por pessoa (era 75,00). Combinamos com o seu Luiz, que tinha um carro grande pra caber nós 5 e as mochilas, e fomos. Às 6h paramos em Capixaba para tomar café. Tomei um café com leite e uma tapioca.

Estrada do Pacífico

Chegando em Assis Brasil, era umas 10h, paramos na PF (na verdade você não entra na cidade, apenas passa do lado), carimbamos o passaporte, depois ele andou mais um pouco até Iñapari, na frente da aduana…. e quis nos cobrar 70 reais!! Ficamos muito p…. logo no começo da viagem querem nos roubar, e ainda um brasileiro ¬¬ por isso NÃO PEGUEM táxi com o sr. Luiz e não recomendo nenhum dos que ficam na rodoviária nova, da Acre Táxi (uniforme azul). Caso for pegar, combinem BEM o valor antes.

Passamos na aduana do Peru e logo na frente dela, do outro lado da rua, tem a banca da Tuka para trocar soles, o câmbio para dólar estava 2,75 e para real 1,20. Foi a melhor cotação da viagem para real. Já o dólar, melhor trocar em Cusco e Arequipa. Trocamos um pouco só para as despesas iniciais. Ps: a Tuka é brasileira!

Na frente da aduana já tinha uma van lotação enchendo para Puerto Maldonado. O preço era s.35 por pessoa. Pegamos essa e fomos no fundão…. ô van desconfortável. Mas tudo bem, achamos que a viagem seria umas 2h…. gente, eu não tinha me atentado a esse trecho da viagem e achei que seria rápido, mas não chegava nunca! Dormi, acordei com o pescoço doendo, um calor do cão, e não chegava… acho que durou umas 4h.

 

Enfim chegamos a Puerto Maldonado. Só o que eu vi foi: calor e poeira! Não vi nada de bonito nessa cidade, mas também não passeei, então não sei o que tem lá. Me pareceu com todas as cidades de fronteira. A van parou numa rua do centro, pedimos para ir até o terminal e ele cobrou mais s.3 de cada. No terminal fomos ao banheiro (s.0,50) e perguntamos sobre algum restaurante pra almoçar. Lá no terminal não tinha sequer uma banquinha com água pra comprar. Mal saímos 3 quadras do terminal e quase fomos assaltados!

A Agrael estava andando com uma bolsinha transversal, uma moto passou do lado e o motoqueiro agarrou a mão na bolsa e tentou levar, mas ela puxou e ele não conseguiu. Gritamos e vaiamos o cara e ele seguiu correndo com a moto. Ufa…

Achamos um restaurante: o Gi & Mi, entramos, sentamos e o cara já veio servindo uma sopa. A gente ainda estava meio perdido, não sabia como pedir, não sabia falar nada em espanhol… Eu presumi que aquele seria tipo um menu turístico, com entrada e prato principal. Tomamos a sopa, estava boa (ou era a gente que estava morrendo de fome) e depois veio um prato com muito arroz e feijão, uma tirinha de carne, uma mandioca e um pouco de salada. E uma jarra de “jugo de cevada” que parece um chá. Isso tudo era s.4 por pessoa. Ou seja, menos de R$ 3,50!

Voltamos pro terminal… o ônibus para Cusco só sairia de noite. Tomamos banho (s. 2,50) e fomos comer num dos bares da frente. Tomamos cusqueña (s. 6 a garrafa), inca kola pra experimentar (dooooce) e a janta era arroz, banana frita, frango frito e salada, por s.5. A coca-cola de 600ml era s. 2,50.

Os ônibus saem por volta de 8 e 8h30. Os preços variam de 40 a 100 soles. Aqui começamos a nos acostumar a pagar a taxa dos terminais, que sempre é separado da passagem, e custa entre s. 1,30 e 2,00. Pegamos o Los Chankas, por s. 40. Tinha cobertor, mas lá dentro fazia um calor danado, não consegui dormir, mal sabia que seria assim quase a viagem toda!!

No próximo post: a chegada em Cusco e os primeiros passeios pela cidade.