Mochilão Peru #Dia 2 – Cusco

Dia 1 (quinta)

Dia 2 (sexta)

Depois de umas 7h de viagem, chegamos em Cusco!! Eeeeee só alegria. E frio.

Vou contar como foi a viagem de ônibus de Puerto Maldonado a Cusco porque eu tinha dúvidas sobre isso antes de ir. Uns falam que é perigosa, que dá medo, dor de cabeça, etc. Bom, como fomos de noite, consegui dormir um pouco, mas o calor que fazia dentro do bus dificultava um pouco. A estrada é muito boa (nenhum buraco) e só quando chegamos perto de Cusco é que vamos sentindo as curvas. Muitas curvas. Mas foi tranquilo.

Detalhe que em plena madrugada, o ônibus parou, o funcionário falou alguma coisa e nós descemos, achando que tinha chegado. Descemos numa praça com mais algumas pessoas (peruanos) e achamos estranho, perguntamos se era ali mesmo e o cara falou que ali era URCOS. Mas pra gente tinha parecido Cusco! hahaha Voltamos correndo para o ônibus.

Ao chegar em Cusco (agora sim) tinha acabado de amanhecer. Pegamos as mochilas e fomos para a saída do terminal, pegamos um táxi que foi super caro, mas como estávamos em 5 pessoas, ficou barato pra cada um, porque estávamos ainda meio perdidos de estar em um país diferente e preferimos não sair do terminal para procurar outros táxis. Dei o endereço do Hostel Pariwana e ele nos deixou lá na frente. Fui fazer o check-in (já tinha reservado por e-mail).

Uma pausa para falar desse hostel: lindooo e super bem preparado pra receber bem as pessoas. Tem chá de coca o tempo todo, wi-fi, lavanderia, computadores, o café da manhã é no bar, um espaço bem legal e grande, tem leite quente e frio, 3 tipos de pão, manteiga e geléia, café e chá. Ficamos num quarto com 6 camas (38 soles cada) – éramos em 5 pessoa e o outro ocupante era um rapaz que estava trabalhando lá, ficamos 2 dias e eu nem vi o rapaz! rsrs Era como ter o quarto só pra gente. Falei sobre ele aqui neste post.

Na verdade o check-in era só meio-dia, como chegamos cedo, guardamos as mochilas lá, usamos o banheiro e fomos pro primeiro passeio… andar pelo centro histórico. Logo na esquina do Pariwana fica a Plaza San Francisco e a igreja, visitamos os dois, trocamos dólares na av. El Sol (1 sole = 2,77 dólares), na Municipalidade (na mesma avenida) compramos os boletos turísticos (s. 130) que dá direito a visitar vários lugares, entre eles os passeios City Tour e Vale Sagrado, Maras, Moray etc.

Achamos um local ali perto mesmo que parecia uma galeria, tinha várias agências e o Museu do Chocolate (Calle Garcilazo). Na agência Qori Inka Travel a moça foi bem simpática, nos explicou os passeios. O Vale Sagrado ficaria 20 soles (era 25, mas como iríamos ficar em Ollantaytambo, ela fez desconto) e o City Tour 15 soles. Fechamos o City para o dia seguinte e o Vale Sagrado para o próximo, mais almoço buffet por 25 soles. Tentamos visitar o Museu do Chocolate mas só achamos a loja, daí desistimos e saímos pra rua pra visitar o que tinha por perto.

No primeiro dia sempre fico perdida.. as ruas mudam de nome a cada quadra, achei super estranho! Mas depois de 1 hora já sabia andar direitinho.

Dali fomos para o Museu Histórico Regional (entrada inclusa no Boleto), que tbm fica próximo à Plaza de Armas, tem várias salas com objetos e quadros, e alguns vídeos sobre Garcilaso de la Vega (o maior historiador peruano) e Tupac Amaru. Fomos também ao Mercado de San Pedro, tem muitooo artesanato, roupas, toucas, lembranças, e barracas de suco e comida. Estava bem cheio, ficamos só uns 15 minutos lá (comprei uma bolsinha de moedas, s. 4) e voltamos, na rua do Mercado comprei 2 toucas e 1 par de luvas (5 soles cada). Já estávamos com fome…

Paramos no Bar Cusco, sentamos nas mesas de fora, e foi chato porque apareciam toda hora umas 500 mulheres e meninas vendendo coisas, e elas insistiam… comprei 2 canetas decoradas com lhamas (s. 3,50 – e paguei caro porque depois vi meninas vendendo a 1 s. cada). Eu não pedi nenhum prato, os outros 4 pediram e eu fiquei beliscando os deles. Foi lomo saltado, trucha e pollo a la plancha. Estavam bons. E os preços eram de 20 a 30 soles.

Depois passamos pela Plaza de Armas, mas não entrei na catedral… não sou muito ligada a igrejas então não tinha muita vontade de ver. O monumento que tem no meio dela, Pachacutec, estava envolto em uma estrutura, parece que estava reformando, só a parte de cima estava descoberta. Íamos até a Pedra de 12 ângulos, mas no caminho vi o Starbucks! Paramos lá pra tomar chocolate quente e cappuccino. Depois tomamos o rumo da Pedra novamente… foi fácil de achar, e no caminho tinha mais banquinhas de artesanato… demoramos meia-hora até chegar lá porque íamos parando. Comprei uma camiseta vermelha com a marca do Peru por 30 soles (Caro! Nas paradas do Vale Sagrado tinha por 18).

Tiramos fotos com a pedra, um rapaz que estava vendendo pinturas nos explicou sobre elas, eu sabia que ele ia querer cobrar depois… mas ele não cobrou, só ficou insistindo pra gente comprar algum desenho dele. Não compramos, só dei uma ‘propina’ pela explicação. Aliás, fiquei espantada… ou tem muita gente talentosa em Cusco ou somente alguns pintam e muitos saem pra vender falando que são deles!! Achei bem bonitas, se eu tivesse dinheiro teria comprado.

No jantar eu já estava gripada.. estava frioo… até queria sair pro Mama Africa que todo mundo diz que é bom, mas quem disse que eu aguentava? Além do que, ninguém no grupo era baladeiro. Então saímos só pra jantar. E olha… escolher o restaurante no Peru é uma roleta da sorte. Todos demoravam demaiss… ou a comida não era muito boa. Ficamos arriscando a viagem toda. Nessa noite paramos no Papas, que era bem aconchegante e estava quentinho lá dentro. Pedi uma sopa (chaupe andino), que tinha quinua, ovo e queijo, estava bom.

Terminei minha sopa e saí, fui pro hostel, e eles ainda ficaram lá. Aproveitei pra usar o computador, deixar umas roupas pra lavar e depois fui deitar. Dormi mal essa noite por causa da gripe/rinite/nariz trancado.

Mochilão Peru Dia #1 – Atravessando a fronteira

Começa hoje uma série Diário de Viagem, na qual vou relatar dia a dia uma viagem, com fotos e informações sobre os lugares e preços. E a primeira série é sobre o Peru, em uma viagem de 13 dias, toda feita via terrestre, em agosto de 2013, saindo de Porto Velho-RO e passando pelo Acre.

Neste primeiro dia de viagem, saímos de Porto Velho e chegamos em Rio Branco com um ônibus da Real Norte. Pegamos um táxi (éramos em 5 pessoas) até a fronteira, de lá uma van até a cidade de Puerto Maldonado, e de lá um ônibus a Cusco, onde chegamos no dia seguinte.

Dia 1 (quinta)

Chegamos em Rio Branco às 4:30 da manhã. Fomos ao banheiro (R$0,90) e fomos ver um táxi até Assis Brasil. A ideia inicial era ir de ônibus que sai às 6h, mas como chegamos muito cedo, achamos que o táxi seria uma boa pra adiantar. Tinha vários taxistas lá na mesma cooperativa e ofereceram 60,00 por pessoa (era 75,00). Combinamos com o seu Luiz, que tinha um carro grande pra caber nós 5 e as mochilas, e fomos. Às 6h paramos em Capixaba para tomar café. Tomei um café com leite e uma tapioca.

Estrada do Pacífico

Chegando em Assis Brasil, era umas 10h, paramos na PF (na verdade você não entra na cidade, apenas passa do lado), carimbamos o passaporte, depois ele andou mais um pouco até Iñapari, na frente da aduana…. e quis nos cobrar 70 reais!! Ficamos muito p…. logo no começo da viagem querem nos roubar, e ainda um brasileiro ¬¬ por isso NÃO PEGUEM táxi com o sr. Luiz e não recomendo nenhum dos que ficam na rodoviária nova, da Acre Táxi (uniforme azul). Caso for pegar, combinem BEM o valor antes.

Passamos na aduana do Peru e logo na frente dela, do outro lado da rua, tem a banca da Tuka para trocar soles, o câmbio para dólar estava 2,75 e para real 1,20. Foi a melhor cotação da viagem para real. Já o dólar, melhor trocar em Cusco e Arequipa. Trocamos um pouco só para as despesas iniciais. Ps: a Tuka é brasileira!

Na frente da aduana já tinha uma van lotação enchendo para Puerto Maldonado. O preço era s.35 por pessoa. Pegamos essa e fomos no fundão…. ô van desconfortável. Mas tudo bem, achamos que a viagem seria umas 2h…. gente, eu não tinha me atentado a esse trecho da viagem e achei que seria rápido, mas não chegava nunca! Dormi, acordei com o pescoço doendo, um calor do cão, e não chegava… acho que durou umas 4h.

 

Enfim chegamos a Puerto Maldonado. Só o que eu vi foi: calor e poeira! Não vi nada de bonito nessa cidade, mas também não passeei, então não sei o que tem lá. Me pareceu com todas as cidades de fronteira. A van parou numa rua do centro, pedimos para ir até o terminal e ele cobrou mais s.3 de cada. No terminal fomos ao banheiro (s.0,50) e perguntamos sobre algum restaurante pra almoçar. Lá no terminal não tinha sequer uma banquinha com água pra comprar. Mal saímos 3 quadras do terminal e quase fomos assaltados!

A Agrael estava andando com uma bolsinha transversal, uma moto passou do lado e o motoqueiro agarrou a mão na bolsa e tentou levar, mas ela puxou e ele não conseguiu. Gritamos e vaiamos o cara e ele seguiu correndo com a moto. Ufa…

Achamos um restaurante: o Gi & Mi, entramos, sentamos e o cara já veio servindo uma sopa. A gente ainda estava meio perdido, não sabia como pedir, não sabia falar nada em espanhol… Eu presumi que aquele seria tipo um menu turístico, com entrada e prato principal. Tomamos a sopa, estava boa (ou era a gente que estava morrendo de fome) e depois veio um prato com muito arroz e feijão, uma tirinha de carne, uma mandioca e um pouco de salada. E uma jarra de “jugo de cevada” que parece um chá. Isso tudo era s.4 por pessoa. Ou seja, menos de R$ 3,50!

Voltamos pro terminal… o ônibus para Cusco só sairia de noite. Tomamos banho (s. 2,50) e fomos comer num dos bares da frente. Tomamos cusqueña (s. 6 a garrafa), inca kola pra experimentar (dooooce) e a janta era arroz, banana frita, frango frito e salada, por s.5. A coca-cola de 600ml era s. 2,50.

Os ônibus saem por volta de 8 e 8h30. Os preços variam de 40 a 100 soles. Aqui começamos a nos acostumar a pagar a taxa dos terminais, que sempre é separado da passagem, e custa entre s. 1,30 e 2,00. Pegamos o Los Chankas, por s. 40. Tinha cobertor, mas lá dentro fazia um calor danado, não consegui dormir, mal sabia que seria assim quase a viagem toda!!

No próximo post: a chegada em Cusco e os primeiros passeios pela cidade.

Diário de Viagem: Peru

Diário de Viagem: Peru

Essa foi a primeira viagem que fiz e anotei várias coisas, como nomes, preços e dicas, pra poder escrever tudo e me lembrar sempre, além de ajudar quem vai fazer a mesma viagem e está na fase de planejamento!

Vou fazer os posts de cada dia de viagem: de 1 a 13 de agosto de 2013. Aí vou editando esse post para colocar os links das postagens.

E quem quiser ler o meu relato de viagem que estou postando no fórum Mochileiros.com é só clicar aqui.

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