Mochilão Peru #Dias 11 e 12 – o fim da viagem!

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) e 10 (sábado) Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 11 (domingo) Último dia no Peru

Dormimos bem no hostel em Puno. As nossas passagens já estavam na recepção de manhã (a moça da agência tinha comprado pra gente na noite anterior), pagamos e pegamos 2 táxis. Foi 4 ou 5 soles cada um até o terminal. Nosso ônibus saía às 8h, chegamos lá anda era umas 7h eu acho. Compramos água, gatorade e bolachas, e quando chegou perto da hora fomos pro ônibus. Estava lotado de mochileiros e turistas em geral, muitas senhoras.. acho que não tinha ninguém local lá. A empresa era a Tours Peru e o bus era bem confortável.

O caminho de Puno a Cusco é bem legal, a estrada ótima, na saída da cidade passamos por uns lugares bem feinhos, as casas sem reboco, todas só de tijolo, sem pintar, amontoadas (por isso Puno tem fama de feia)… e aí vamos subindo, vendo o lago Titicaca.. pegamos a estrada e o sol saiu bem forte. Adorei ficar vendo a paisagem, as casinhas perto da estrada, os pastores com os animais, quase não tinha nada plantado (era época da seca). Passamos por um rio que ia seguindo a estrada, várias vilas e cidadezinhas.

Não lembro a hora que chegamos em Cusco. Primeiro pegamos um táxi no terminal e fomos para o Pariwana, pedimos para guardar as mochilas lá, e fomos para o centro. Nos separamos e cada um foi comer ou dar as últimas voltinhas… já era de tarde, comemos no McDonalds e fomos andar. Agora era a Erika quem estava passando mal.. e eu melhorando. Fui encontrar o Chicão e a Agrael num restaurante, esperei eles terminarem de comer e fomos andar por ali. Todos comprando as últimas lembranças e gastando os soles! Eu comprei um casaco de frio e um cachecol.

Foi escurecendo, voltamos pro Pariwana, ajeitamos as coisas na mochila e pedimos um táxi na recepção. O táxi demorou, então o cara foi pra rua e parou um táxi lá pra gente. Fomos pro terminal espremidos no carrinho do senhor taxista… chegando lá, escolhemos a empresa na hora, foi a Cial, acho uns 50 soles até Puerto Maldonado. Saiu às 8:30 da noite e o ônibus era ok, fiquei no banco bem da frente e pro nosso azar duas americanas chatas ficaram falando sem parar o tempo todo, rindo, reclamando da tv, de tudo.. aff! QUE FALTA QUE ME FEZ um fone de ouvido nessa viagem! Não esqueçam de levar! Da próxima vou levar um daqueles grandões.

Só quando saímos da cidade e apagaram as luzes elas calaram a boca. E o filme na tv estava super alto. Ou seja… noite ruim, vai ser difícil dormir! Fora que, quando a gente estava pegando no sono… o ônibus para num lugar e começa um sobe e desce.. e muitas mulheres subindo pra vender pão, arroz.. anunciando sem parar… que terror! haihuaiuah Ficamos meia-hora ali no mínimo… depois continuamos a viagem, SÓ CURVAS, não dava pra ver nada da frente e dos lados, tudo escuro e muitas curvas… seja o que deus quiser e vamos tentar dormir! Depois as curvas diminuem.

Dia 12 (segunda) A volta pra casa

Chegamos a Puerto Maldonado bem cedinho. O ruim de lá é que no terminal não tem nada pra vender, nada pra comer. Fomos ao banheiro (0.50) e depois conhecemos um casal que também tinha vindo de Cusco e estavam indo para Porto Velho. Eles eram bem simpáticos e dividimos 2 táxis. Na saída do terminal ficam váris carros e tuk tuks se oferecendo. Pegamos 2 por 5 soles cada e pedimos para nos deixarem na “rua das vans” para Iñapari. Nunca descobri o nome dessa rua. Mas os taxistas sabem e isso é que importa.

Chegando na tal rua, o nosso taxista quis cobrar 8 soles. Impressionante que é só perto da fronteira que essas coisas acontecem!! Reclamamos e pagamos só os 5. Tinha uma van já com umas 3 pessoas dentro, ia sair. Combinamos por 30 ou 35 soles (não anotei) e partimos pra fronteira… foi como na ida: van velha, calor, viagem looonga, calor… com o detalhe que a van pifou no meio do caminho! Tivermos que dar nossas águas para o cara por no motor (ou sei lá onde se põe água no carro) e só andou um pouquinho, mais pra frente ele achou uma casa com um riacho, foi lá e buscou água. Ok, arrumado, seguimos e quando chegamos em Iñapari, ele encontrou um colega que tinha chegado bem na frente, e quando este perguntou porque demoramos, o safado do nosso motorista disse que “teve que parar para comprar cusqueña porque eles pediram, sabe como é, tem que agradar os turistas”… :evil: danado!! Nem falou que foi porque a van dele pifou. Realmente na saída de PM paramos num bar pra comprar cerveja mas não tinha, gastamos só 1 minuto lá. (e nessa hora entendemos a malandragem do motorista falando em espanhol rápido, ou seja, já ficamos nos achando, porque quando chegamos lá, 10 dias antes, a gente não sabia nada!)

Essa viagenzinha durou umas 4h. Em Iñapari passamos na aduana para dar saída, carimbar o passaporte… passamos por 2 salinhas, depois atravessamos a rua e trocamos os soles que sobraram com a Tuka. Ali já achamos um taxi que nos levou pra Assis Brasil, antes paramos na PF para entrar no Brasil novamente, e chegando em Assis Brasil (5 ou 10 min), encontramos só um restaurante.. chamado Barriga Cheia! Comida à vontade por 12,00 ou o kilo por 18,00. Eu pesei e meu prato deu 6,00. No Peru eu nem estava podendo ver comida que passava mal, mas no Brasil… estava feliz de poder comer comida brasileira! Tomei um super suco de cupuaçú gelado.

Fui ao banco tirar dinheiro (a 1 quadra dali) e ao mercado, tomei uma água de coco por 1,00… perguntamos sobre o ônibus e falaram que para Rio Branco ele parava ali na praça 15h, mas parava muito e chegava lá tarde. O último ônibus de lá pra Pvh era 22h e ainda tinha o risco de não ter mais vaga, por isso tivemos que ir de táxi. Negociamos um tempão (éramos em 7 agora) e conseguimos 2 táxis, sem desconto era 25 até Brasiléia e 50,00 de Brasiléia a Rio Branco. Geralmente os taxistas fazem por R$ 75,00 de Assis Brasil a Rio Branco. Mas esse que pegamos teria que dividir a viagem ao meio, mas o total seria o mesmo. Ok.. o casal foi em um táxi com 2 outros rapazes que apareceram por lá e nós 5 fomos em outro, com um rapaz bem simpático. Todo mundo foi conversando, a Érika passando mal e eu querendo dormir.

Paramos em Brasiléia e ele chamou um colega dele pra continuar a viagem porque ele não podia ir até RB. Entramos no outro carro, andamos 3 quadras e.. furou o pneu. Esperamos trocar, enquanto compramos lanches num posto de gasolina. Depois de arrumado seguimos… chegamos em Rio Branco 8 da noite. O casal estava lá e nos juntamos de novo. Banheiro, lanche, passagem comprada para as 9h (67,00). O ônibus era confortável, logo eu já dormi, mas é muito chato ter que acordar de madrugada e descer pra atravessar a balsa, ficar esperando quase 1h no frio…

OBS: nesse dia acho que eu nem tiramos fotos. Todo mundo já cansado… 

Enfiim chegamos em Porto Velho quase 6 da manhã… fomos pra casa, abracei minha mãe e minhas cachorras, tomei um banho rápido e dormi. Minha cama ::love:: como eu estava com saudade! 

Isla Taquile - Peru

Peru: um país lindo, incrível, tão perto do Brasil e tão barato. Todo mundo devia conhecer!

Mochilão Peru #Dia 9 e #Dia 10 – Vale del Colca e Lago Titicaca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Dia 9 (sexta) Vale del Colca – Canion e Condor

Nesse segundo dia de passeio pelo Vale del Colca, era dia de conhecer o Canion (atração principal do passeio) e ver o vôo dos Condores.

O Condor era um animal sagrado para os incas, que representa o mundo superior. Eles são enormes e podem ser vistos de um mirador.

Só que eu estava passando muito mal, então fiquei o tempo todo dentro do ônibus e não vi nada! Consegui levantar 5h, tomar banho e me arrumar, no café só tomei meia xícara de chá de camomila e fomos. O café era: pão, manteiga, geléia, saquinhos de chá e de café (Hotel Sumac Wasi, em Chivay).

Daí em diante, entramos no ônibus, eu me ajeitei e fiquei lá o dia todo! Não posso contar nada do passeio porque perdi. Não vi o Canion nem o condor!! Só bebia água e gatorade. No almoço desci, e no restaurante tomei só a sopa de entrada (paguei 10 soles, o almoço todo era 25). Depois seguimos, mais paradas, e eu tentando dormir, chegamos em Arequipa de tarde ainda. Fomos jantar no Saryris de novo, mas dessa vez não foi tão bom, a sopa foi cara e não estava gostosa. Tomei só um pouco da sopa do Chicão.

As passagens para Puno já estavam compradas para as 11 da noite. Não lembro se foi 30 ou 40 soles. E eu não estava mais com vontade de ir…

Vou deixar as fotos que o pessoal tirou desse dia:

Dia 10 (sábado) Puno e o Lago Titicaca

Depois do passeio Vale del Colca, que terminou em Arequipa, partimos de noite para conhecer mais uma cidade peruana: Puno, que fica à beira do famoso Lago Titicaca.

A viagem para Puno na noite anterior foi tranquila, fomos com a empresa Julsa. Chegamos em Puno no sábado de manhã bem cedo, mal estava amanhecendo. Logo que chegamos um cara nos abordou oferecendo os passeios, conversamos com ele pra ver os preços, mas subimos pra tomar café, e depois olhar as outras agências.

O café da manhã é no piso de cima, sentamos e eu pedi um café americano, que vinha: 2 pães de forma tostados, ovos mexidos, suco e chocolate quente, acho que foi 8 soles. Estava tudo gostoso, mas depois me arrependi de ter comido, porque eu ainda não estava bem. Depois do café eu vi na agência Sumaia Tours, e era um pouco mais caro que o do primeiro cara. Voltamos lá com ele e negociamos, o preço ficou:

Passeio isla de Uros + isla Taquille com transfer: 45 soles
Hostel Qorikancha Inn com um quarto duplo e um triplo, com banheiro privado: 25 soles cada pessoa

Fomos para o hostel, só deixamos as malas e o carro nos buscou às 7h e fomos para o porto. Lá, ficamos esperando junto com um monte de turistas, nessa parte foi meio desleixado, porque a moça falou pra gente esperar, e depois sumiu, os barcos iam lotando e saindo, chamaram mais pessoas e fomos, mas eu não sabia se aquele era o nosso barco ou eles simplesmente juntam todos ali e vão enchendo os barcos independente de agência. Enfim, mostramos nosso bilhete da agência e entramos no barco. O guia se apresentou e começamos a viagem, ele ia explicando mas eu tava bem no fundo e não entendia muita coisa.

Mais de 1h depois chegamos numa das ilhas de Uros, era menor do que eu imaginava. Eu já sabia que esse passeio seria o mais sem graça da viagem, pra mim, e foi mesmo. Essas ilhas são flutuantes, feitas de uma planta chamada totora. Cada ilha tem algumas cabaninhas feitas da mesma planta. Não se sabe se eles realmente moram lá sempre ou só vão para se apresentar aos turistas. Ficamos uns 30 ou 40 min lá, alguns foram andar no barquinho de totora quando eles convidaram, mas NÃO AVISARAM que seria cobrado 10 soles. Fiquei lá tirando fotos, ou sentada, tinha uma menininha bem brincalhona que todo mundo ficou encantada com ela. Não achei tão teatral, não tinha ninguém cantando ou dançando pros turistas, como já vi comentários.

Depois voltamos pro barco e foi mais 1h até a isla Taquille. O lago Titicaca é enorme e azul. O barco vai devagar, balançando de leve. Não sei como eu não passei mal! O barco para num porto da ilha e a gente começa a subida.. e sobe… sobe… a vista é mais linda a cada passo! Tem campos onde as pessoas cultivam (mas em agosto é seca) e animais pastando. Chegando lá em cima, tem uma igreja bem antiga e vários restaurantes. E encontramos o nosso grupo no centro e o guia foi nos levando para um restaurante, andamos mais uns 20 min, mas não tinha subida dessa vez. Chegamos ao restaurante, que é uma casa com as mesas no lado de fora, só a gente ali com o lago Titicaca em volta!

Os pratos eram trucha frita com arroz e salada ou omelete, e uma sopa de entrada, sopa + prato eram 20 soles. Eu tomei só a sopa e foi 10 soles. Estava ótima! Depois de comer tiramos mais umas fotos por ali, o bom era que estava só o nosso grupo. Depois começamos a descer… muita descida com escadas pelo outro lado da ilha, chegamos ao porto (não é aquele por onde chegamos), entramos no barco, eu fui na parte de trás apreciando a vista e o vento… mas uns 20 in depois fui pra dentro. Dormi, acordei, dormi, fui ao banheiro.. e não chegava! Ô viagem longa.. foi mais de 2h e meia. Chegamos e Puno no fim da tarde. Muito frio!! O dia mais frio da viagem.

Entramos na van e a mulher da agência (que era do nosso hostel também) estava recolhendo dinheiro do pessoal, ela ia para a rodoviária comprar as passagens para Cusco, então a gente não precisaria ir. Isso foi muito útil! Ela pegou nosso nome, o nº do passaporte e o dinheiro, foi 40 soles, saindo na manhã seguinte. A van nos deixou no hostel, fomos tomar banho e de noite saímos pra jantar, estava bem frio e foi difícil sair… A Plaza de Armas ficava a uns 3 ou 4 quarteirões. No caminho encontrei uma livraria e aproveitei, porque um amigo tinha me falado que livro é barato lá, e como eu tô aprendendo espanhol, queria comprar alguns. Comprei 4 livros pequenos, acho que 2 soles cada, um de contos de fadas, um de histórias infantis peruanas…

Na Plaza de Armas nem ficamos muito, estava frio e a gente com fome. Entramos por uma ruazinha movimentada, onde não passa carros, e tinha vários restaurantes. O garço de um que estava na porta era bem simpático e nos convenceu a entrar (porque com a gente é assim.. o primeiro garçom que joga papo a gente cai). Era o Hacienda. Tinha um forno a lenha fazendo pizzas logo na entrada, o ambiente era aconchegante, bem decorado. Pedimos massa: lasanha e espaguete. O meu estava meio sem graça, pedi um simples com molho vermelho, e não consegui comer tudo, com medo de passar mal. Meu spaguetti foi 20 soles e um refri pequeno 3 soles.

Pagamos e fomos direto pro hostel, dormir (e levantar várias vezes pra ir ao banheiro.. ainda)!! No dia seguinte íamos voltar para Cusco.

Sobre Puno: sim, é uma cidade feia como muitos dizem aqui. E fria!! Mas a isla Taquille é incrível!

Obs.: No roteiro original a gente ia de noite mesmo pra Cusco, mas resolvemos dormir lá, já que a gente estava cansado, eu um pouco mal ainda, estava frio e a gente precisava de um banho quente e cama.

No próximo post: volta para Cusco e último dia no Peru.

Mochilão Peru #Dia 8 – Vale del Colca

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

Dia 8 (quinta) Vale del Colca

Primeiro dia de tour Vale del Colca e do primeiro perrengue – fiquei doente na viagem! Esse passeio pode ser feito em um ou dois dias, o de dois dias é o ideal, mais tranquilo, e o de um dia é bem mais corrido. Também pode incluir o trekking (descida ao Canion) ou não.

Acordamos cedo empolgados para o passeio pelo Vale del Colca, que tínhamos fechado na noite anterior com a agência Wayra Travel Expedition por 70 soles cada um. O pacote incluía: bus, guia, uma diária no Sumac Wasi, 2 dias de tour, café da manhã no segundo dia. Fora isso você tem que pagar um boleto que custa 40 soles para brasileiros.

Deixamos as mochilas no guarda-volumes do hostel Arequipay, o horário marcado era 8h para a van vir nos pegar, ela chegou umas 8:25. Entramos e fomos até o ônibus grande. Saindo da cidade a guia se apresentou, falou sobre o tour e pediu pra cada um falar seu nome e país. Tinha muitos peruanos, inclusive gente de Arequipa mesmo, além de italianos, espanhóis, suíços, e só nós 5 de brasileiros. Aliás, quase não encontrei brasileiros nessa viagem toda.

Antes de sair da cidade paramos numa vendinha, compramos água, gatorade (tomei muito gatorade lá, é muito barato), folhas e balas de coca. A todo momento a guia explicava que a gente ia subir mais ainda e provavelmente ia sentir os efeitos da altitude, ensinou a mascar as folhas etc. Eu só chupei umas balinhas… pegamos a estrada e a primeira parada foi na Zona de Vicuñas, lá pelas 11h, e está a 4.000 de altitude (Arequipa está em 2.323). Tinha um grupo de vicunas por lá, mas o que mais me impressionou foi a paisagem, linda! Só que ventava muito e estava frio, então descemos rapidinho e voltamos pro bus. Mais pra frente, um lugar com barracas de artesanato, restaurante e banheiro. Eu só fui ao banheiro (pago) e fiquei tirando fotos em volta. Tinha a “floresta de pedra”, que eram umas formações rochosas em um paredão, que pareciam árvores, além do vulcão e mais montanhas em volta. E mais pra frente, a 4.500m, paramos de novo. Lhamas, alpacas pastando, montanhas nevadas, uma estrada vazia e lagoas ao lado. Preciso dizer que era lindo?

Fomos subindo mais, o frio aumentando, e o topo das montanhas nevadas estava chegando perto… ::love:: reparem que a viagem toda eu fui falando dessas montanhas, porque nunca vi neve e queria muito poder chegar perto, e não sabia que nesse passeio a gente chegava! Às 12:55, passando pela estrada, a neve e o gelo estavam bem ali do nosso lado! Eu queria muito poder descer e para nooossa alegria o bus parou! Descemos e tiramos fotos, estava bem frio e a guia ficou apressando, então não temos fotos muito boas (além do que, nessa hora a minha bateria acabou). Mas valeu muito a pena! Tudo branquinho em volta da estrada!

Um pouco mais pra frente paramos no ponto mais alto: 4.910 m. Acho que era o Mirador de los Volcanes. Lá tinha umas torres feitas de pedras, no chão, e a guia disse que são as pessoas que vão lá e fazem uma torre e um desejo. Eu fiz uma, mas bem rápido, porque queria poder apreciar a paisagem… muito lindo!

Chegamos na cidade de Chivay, com ruazinhas de terra, muita poeira, e fomos direto para o restaurante Sumac Wasi (em cima era o hostel onde íamos dormir), era um buffet com sopas, comida e sobremesa por 25 soles. E foi aí que eu fiz a maior besteira ::xiu:: além de já ter tomado suco na noite anterior (que é arriscado), a comida estava ótima e eu simplesmente comi muito! Misturei várias coisas e ainda repeti. Fiquei bem cheia, e quando subimos pro nosso quarto, eu só queria dormir, porque além de estar com sono, não ia conseguir fazer nada de tarde, recusei o passeio para as águas termais (s. 15), até queria andar pela cidade pra conhecer, mas a cama falou mais alto.

No fim nosso grupo todo (estávamos em um quarto triplo e um duplo) dormiu a tarde toda. E quando acordei 18h, ainda estava me sentindo cheia como se tivesse acabado de almoçar. Fomos nos arrumar porque às 19h o bus ia buscar para um jantar com danças típicas. Tomei um estomazil que tinha levado daqui. Eu me arrumei, mas quando descemos e ficamos esperando na recepção, percebi que estava me sentindo mal. Uma mulher peruana que estava no tour que por sorte era enfermeira, me deu um limão, falou pra raspar um pouco a casca e ficar cheirando ele, que melhorava o enjôo. E melhorava mesmo, mas só na hora… logo depois voltava. Resolvi não ir pro jantar e ficar no quarto. Pedi água quente, o rapaz me trouxe uma xícara e coloquei um saquinho de chá de coca, fui pro quarto, não consegui tomar nada do chá. Estava muito enjoada e sentia a comida toda ainda no estômago. E a guia tinha avisado que na altitude a digestão fica mais lenta.

Pois bem, estava na altitude e não tinha feito nenhuma digestão! Fui pro banheiro pra tirar à força, né ::xiu::. Depois deitava, voltava pro banheiro… resultado: eu fiquei a madrugada toda nisso. O pior era que no outro dia tinha que sair CEDO para continuar o passeio, ver os Condores etc… e eu só queria ficar deitada. Nessas horas a gente perde toda a graça da viagem: queria estar em casa, queria não ter que pegar ônibus, queria poder ficar lá até melhorar. Teria ficado, se estivesse viajando sozinha.

Enfim, nesse dia eu vi paisagens lindíssimas, vi neve, e terminei o dia passando muito mal. Então fica o recado: muito cuidado com a comida e água no Peru. Não comam muito, não comam muita coisa gordurosa e temperada, e não bebem suco, só água mineral e refrigerante.

No próximo post: o segundo dia de passeio no Vale del Colca, é nesse dia que vemos o Canion, a principal atração do passeio.

Mochilão Peru #Dia 7 – Arequipa, city tour e museu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Dia 7 (quarta) Arequipa

07.08.13

Chegamos em Arequipa bem cedo e pegamos táxi (s. 10) para o Arequipay Backpackers Downtown, deixamos as mochilas lá, pegamos um mapa e fomos pra rua!

Chegamos à Plaza de Armas em 5 ou 10 minutos, porque a gente ainda não sabia o caminho direito, mas é bem fácil chegar. Logo eu, Erika e Agrael fomos provar o famoso queso helado, um sorvete típico de lá. Meio que um sorvete de creme com um gostinho de canela (s. 3 o copo). Na praça, uma mulher nos ofereceu um tour de bus panorâmico, e na empolgação aceitamos, porque a gente só ia ter um dia na cidade. Foi 35 soles por pessoa. Antes de começar ainda deu tempo de dar uma voltinha na praça.

Começou o tour acho que às 9h. Eu tinha guardado o folheto do tour e agora fui procurar e não achei, não lembro todos os lugares de cabeça! Sei que paramos primeiro no Mirador de Yanahuara, e depois no Mirador Carmem Alto (lá tinha degustação de queso helado, que era mais gostoso que o da praça). Desses miradores podemos ver uma parte da cidade e o mais impressionante: 3 vulcões!! Depois fomos para uma loja de tecidos de alpaca, que nos fundos tem uns espaços com lhamas, alpacas e guanaco, a guia explicou a diferença entre cada um. Finalmente eu aprendi! Eu não comprei nada na loja. Aí nos afastamos bastante do centro, fomos para Mansion del Fundador, que foi construída pelo fundador da cidade, era 12 soles pra entrar, não entramos e ficamos lá fora, que tinha um gramado e muitas árvores. Meia-hora depois o povo voltou, voltamos pro ônibus e fomos ao Molino de Sabandia, é tipo uma fazenda/haras e o povo pode andar de cavalos (tinha uma taxa), novamente não fomos, ficamos lá fora, comemos papas recheadas com carne (s. 3) e inca kola. Tinha uma senhora com um condor para os turistas tirarem fotos. Depois voltamos para o centro. No meio do caminho passamos por outros pontos, mas só paramos nesses mesmo. Os vulcões sempre aparecendo em volta da cidade, lindos! Só que apesar da guia ter falado várias vezes, eu voltei sem saber localizar qual é qual! São 3: Misti, Chachani e Pichu Pichu.

Chegamos no centro umas 13:30, e eu acho que esse tour não valeu tanto a pena. Comemos no McDonalds, na rua Mercaderes, a 1 quadra da plaza. Nessa rua não passam carros, e tem várias lojas, além do KFC, Burguer King, Starbucks, farmácias, teatro, bancos… Depois demos uma olhada nas lojas, comprei uma camiseta preta de manga comprida com o símbolo do Peru por 10 soles, tinha uma liquidação na loja Topitop.

Eu não me apaixonei por Arequipa como quase todo mundo faz… mas lamentei não ter mais tempo livre lá pra poder conhecer mais. A noite foi caindo e eu estava sem dinheiro, tinha 150 reais, procurei um lugar pra trocar, só achei na segunda, a cotação estava 1,15 soles. Pior que na fronteira, mas troquei, e aí achamos o Museu Santuários Andinos, que fica perto da Plaza também, e entramos. É onde tem a múmia Juanita. A entrada é 20 soles e estava saindo um grupo guiado, fomos nele. Primeiro tem um video com uma simulação e explicação de como ela foi encontrada, como foi o ritual que fizeram com ela, etc. O video dura 20 min e depois tem a visita, vimos vários artefatos, tecidos, fotos. No final da visita, a múmia!! Ela é menor do que eu achava, e a sala fica bem escura e fria (para a melhor conservação da múmia), quase não dá pra ver direito.

Saímos de lá já estava escuro, passamos em várias agências perguntando o preço do tour de 2 dias pelo Vale del Colca para o dia seguinte. Os preços todos eram de 65 a 80 soles. Quando escolhemos uma – a Wayra Travel Expedition (em frente à praça, Calle Portal San Augustin 145) e íamos fechar… procurei na bolsa e cadê meu passaporte??? Esvaziei a bolsa no balcão e nada. Perdi!

Fiquei imaginando o que fazer: ficar em Arequipa mais um dia? Ir na Policia? E a gente tinha passado em vários lugares durante o dia. Lembrei que eu estava com ele quando paramos pra trocar dinheiro de tarde, em 2 lugares: primeiro trocamos dólares na rua do McDonalds e depois troquei os reais em outra rua. Eu e a Erika nos separamos e cada uma foi pra um lugar. Já estava escuro e o comércio começava a fechar… eu correndo pela rua e super apertada pra fazer xixi. E agora… o passaporte ou fazer xixi nas calças no meio da rua? :mrgreen: hauhauahau

Entrei na loja Topitop e resolvi o problema do banheiro e corri de novo atrás do passaporte… cheguei na loja, era uma loja de vestidos de festa que fazia câmbio (?) e ele estava lá, bonitinho no balcão, eles tinham guardado!! Agradeci e corri pra agência de novo.

Pagamos o tour, foi 350 soles, total para 5 pessoas. Depois de resolvido, fomos jantar! Nos separamos de novo… Eu, Chicão e Agrael entramos no Saryris, na rua Puente Bolognesi, ambiente legal, eles pediram o combo 2, que era trucha frita, arroz, salada e papas fritas por 13 soles. Eu pedi um sanduiche de pollo que estava muito bom, bem sequinho, nada de frango engordurado! (s. 6) e uma limonada rosa (s. 4), que estava muito boa, mas olha eu cometendo um erro de novo, devia evitar tomar sucos!! ::bad::

Depois de tudo, fomos pro hostel, aluguei uma toalha (s. 2), tomamos banho e fomos dormir, amanhã o passeio do Colca começava cedo. E a partir daí a viagem não seria tão boa pra mim…

Próximo post: Vale del Colca!

Mochilão Peru #Dia 6 – Maras e Moray

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Dia 6 (terça) Maras e Moray

Depois de um dia maravilhoso em Machu Picchu e uma noite agradável em Ollantaytambo, acordamos umas 8h e fizemos o check-out no hostel La Casa del Abuelo, e saímos para tomar café. Cada um queria em um lugar diferente, e enquanto a gente tava procurando perto da praça, um cara parou o carro e perguntou se a gente ia pra Cusco, eu falei que queríamos ir a Maras e Moray e depois Cusco, aí combinamos com ele por 33 soles por pessoa (somos em 5) para sair às 10h. Nessa praça tem dezenas de motoristas então é super fácil negociar passeios para qualquer lugar.

Então nos separamos e fomos tomar café, eu e a Erika fomos para o La Esquina Cafe Bakery, bem na esquina da praça, que recomendo bastante! O lugar tem uma decoração bem legal, e só tocou música boa enquanto a gente tava lá. A Erika comeu uma empanada e um cappuccino. Eu pedi ovos mexidos com torrada e um suco de laranja (s. 12). Compramos água e um protetor labial (s. 6, um ‘genérico’ que não prestou pra nada, o da Nivea era 14 soles, e depois em Arequipa encontramos bem mais barato). Às 10h encontramos o motorista John Elvis e seguimos para a primeira parada…

Logo na saída de Ollantaytambo eu vi várias vans passando com as bikes em cima, e eu lembrei daquele passeio que subia nas montanhas e descia de bike.. que invejaaaaaaaa do povo que tava indo ::putz::

Fomos seguindo pela estrada seguindo o rio Urubamba… ahhhhhhh como o Vale Sagrado é lindo!! Nos campos onde passamos, não existem cercas, e em cada propriedade víamos as ovelhas, ou lhamas, alguns poucos bois, e um pastor ou pastora cuidando, sempre com um cachorro deitado esperando os animais pastarem… no caminho paramos o carro para tirar foto das montanhas nevadas ao fundo. Enfim chegamos nas Salineras de Maras, além do boleto turístico é preciso pagar 7 soles na portaria, seguimos por uma estradinha bem estreita, descemos um pouco e já vemos as salinas lá embaixo, tudo branco, vários poços cheios de sal.

O motorista explicou o conceito geral do lugar e nos deixou bem na entrada, descemos as escadas à pé e logo passamos por algumas barraquinhas, as mulheres oferecem um milho de vários tipos salgadinhos pra gente experimentar, tem roupas, lembranças, e saquinhos com sal e tempero pra vender. Logo chegamos nas salinas, estava um sol bem forte, e lá tudo é claro… tiramos fotos, mas não avançamos muito, ficamos ali no começo mesmo, depois subimos. Voltamos pro carro, estava bem calor nessa hora.

Pouco tempo depois chegamos a Moray, passando antes pelo povoado, e novamente uma estradinha bem estreita, onde não passam 2 carros de uma vez. Chegando lá nos terraços, que eram usados para plantação de vários tipos diferentes de milho e batata, de acordo com cada microclima. Antes de descer até os círculos, eu e a Jaque ficamos tirando fotos da paisagem em volta, é lindo! As montanhas nevadas estão mais próximas, e tinha traillers e barracas com gente acampando lá. Depois descemos e aproveitamos o vazio, não tinha ninguém lá na hora que descemos, e eu adoro esses raros momentos em que a gente fica sozinho em algum lugar muito legal ou com uma paisagem muito bonita. Aproveitamos pra tirar muitas fotos e depois subimos…

Eu sofri um pouco nessa subida! Faltou o ar, estava sol, fiquei cansada rápido… “tudo no Peru tem que ter escadas e subidas!!” era só o que eu pensava. Chegando lá em cima, voltamos pro carro e agora sim seguimos pra Cusco… paisagem linda como sempre… a gente nem piscava o olho, sempre observando tudo! Foi esfriando e o vento ficando gelado… chegamos em Cusco, pagamos o John e ele nos deixou a 2 quadras do Hostel Pariwana. Não lembro que horas eram, acho que umas 3 da tarde. Eu e a Erika fomos comer no KFC, pollo frito e papas fritas e refrigerante, dividimos um combo de 35 soles. Depois dei uma olhada nas passagens para Arequipa (nas agências perto da Plaza de Armas), e fomos ao Pariwana, nossas mochilas estavam guardadas lá desde a ida para o Vale Sagrado. Esperamos um pouco porque ainda tinha tempo, e 7:20 fomos pro terminal, lá pesquisamos a escolhemos a empresa Julsa para ir a Arequipa. Vou ficar devendo o preço da passagem porque esqueci de anotar!!

Sempre pegamos o andar de cima, que é geralmente 10 ou 20 soles mais barato que embaixo. E essa viagem foi a melhor, teve jantar (macarrão, bebida e uma sobremesa que parecia canjica) e cobertor.

No próximo post: Arequipa!

Mochilão Peru #Dia 5 – Machu Picchu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Enfim tinha chegado o grande dia, Machu Picchu é o destino mais famoso no Peru, e eu confesso que nunca fui daquelas pessoas que sempre sonharam em conhecer. Na verdade só me interessei no começo desse ano. Só fui ao Peru por causa de Machu Picchu, mas assim que cheguei lá, me encantei pelo país, cada cidade e cada paisagem, tem muito mais coisas que vale a pena visitar, não é só Machu Picchu!

Nesse dia acordamos umas 5h em Aguas Calientes, nos arrumamos rapidinho e fomos fazer o check-out no hostel Supertramp, pagamos, compramos água e tomamos café. A cozinha é super fofa, bem decorada, e tinha um rapaz lá fazendo ovos mexidos para quem quisesse. Eu não quis comer muito então foi só um pão com geléia e um pouco de leite com chocolate.

Saímos e ainda estava escuro, seguimos por uma rua e logo chegamos no ponto do bus para MP, mas a compra do bilhete era mais pra baixo, então fomos até lá (tem vários guardas dando informações e indicando o caminho). Custou 18,50 dólares ida e volta, voltamos pra fila, que já estava enorme, começou a amanhecer e fui vendo melhor a cidade… nisso já eram 6 e pouco. Essa fila fica logo ao lado de uma ponte, o barulho do rio é bem forte. Na mesma quadra tem uns mercadinhos com água, biscoito, luvas, enfim muita coisa e nem é tão diferente o preço, você não precisa comprar as coisas em Ollantaytambo ou em Cusco pra levar.

Os ônibus chegavam um atrás do outro, ficamos uns 20 min na fila. Entramos no ônibus e começou a “viagem”… pegamos uma estradinha e passamos ao lado de um camping, bem na beira do rio, com muitas árvores em volta, deve ser muito legal ficar lá! Bem aos pés de Machu Picchu! Começamos a subida em zigue-zague, a estradinha é bem estreita e em toda curva a gente tinha que parar e esperar outro ônibus passar, ou o contrário, passamos ao lado do precipício… e você não pode reparar nisso pra não ficar com medo.

A subida deve demorar uns 15 min… vamos vendo as montanhas, chegando mais perto das nuvens. Aí o ônibus para na entrada, tem uma lanchonete, guarda-volumes e banheiro, pro lado esquerdo tem o controle de entrada, você mostra o passaporte e o boleto. Eles dão um mapa de lá mas não adianta muito não, é mais para informações sobre os lugares. Ali mesmo já ficam os guias oferecendo seus serviços, como eu ia subir Waynapicchu às 7h nem dava tempo, ficamos de voltar lá depois. Entramos e logo no começo tem aqueeeela visão das ruínas com Waynapicchu ao fundo e as outras montanhas, junto com 2 ou 3 lhamas pastando por ali e completando a foto. Você precisa esperar um pouquinho pra conseguir ficar ali sem muita gente em volta. Tiramos algumas fotos e subimos alguns degraus, quando deu 7 e pouco resolvemos pegar o rumo das nossas respectivas montanhas…

Eu ia pra Waynapicchu (ou Huayna Picchu) e a Erika, Jaque, Chicão e Agrael iam pra Montaña Picchu (que é mais alta). Pra chegar lá precisei atravessar o parque todo praticamente, tem algumas setas brancas no chão indicando o caminho. Eu ia apressada, passei por um funcionário e ele disse “vai com calma, você tem tempo, não se canse…” hahaha e eu “meu deus, já tô cansando, não vou conseguir subir”, porque como eu disse, na altitude os primeiros degraus que você sobe são os que cansam mais, depois vai acostumando. Bom, cheguei lá na entrada (tipo uma cabaninha com um portão), amarrei meu casaco na cintura, na mochila eu carregava um chapéu, água, mapa, 2 bolinhos, uma bolacha salgada e 1 gatorade. Não pode entrar com comida em Machu Picchu, mas como aguentar ficar o dia todo lá sem comer? E a lanchonete da entrada cobra bem caro.

Reparem que faltou uma coisa na minha mochila: protetor solar para o corpo!! Pois é, só depois, de noite, tirei a camiseta e vi uma bela marca vermelha no colo e nos braços. Até minhas mãos ficaram descascando levemente depois.

O sol estava forte, mas ventava, e tinha algumas nuvens por cima das montanhas, mas não muitas. A fila de controle demorou uns 10 min… por ali tinha senhores de mais de 60 anos, família com criança, japoneses super equipados com bastões e câmeras profissionais. Na minha vez de entrar, assinei meus dados num caderno junto com o horário de entrada: 7:49. Segui pela trilha que começava com uma descida… é porque o começo da montanha é mais baixo do que o nível em que a gente estava. As pessoas vão bem distantes umas das outras, eu fui praticamente sozinha sem ninguém perto, só cruzava com o povo de vez em quando. Fiquei uns 10 minutos descendo, e aí começou a subida! Degraus de pedra, alguns bem estreitos, outros bem altos… eu parava várias vezes pra olhar a paisagem, no começo da trilha dava pra ver o rio lá embaixo e os trilhos do trem.

E parava também pra descansar, claro! Nem era tanto as pernas que cansavam, era o fôlego que faltava mesmo, e o coração que acelerava, aí parava pra respirar. Na metade do caminho comi dois bolinhos, fui bebendo água mas não tanto, porque não queria ficar com vontade de ir ao banheiro! Amarrei o cabelo porque estava suando, fui subindo devagar… da metade pro final é o pior! hahaha é uma subida mais íngreme, muitos degraus. Eu cheguei a pensar que não ia conseguir, mas só naquele momento de estar sem fôlego, depois descansava e continuava. Então, mesmo que você seja sedentário, nunca tenha subido uma montanha, você consegue!!

Ao todo demorei 1:20 pra chegar lá em cima. Logo que chega tem tipo um terraço pra apreciar a vista, dá pra sentar, deitar na grama, depois sobe mais, bem lá em cima tem muitas pedras e umas 3 casinhas. O engraçado é que pra chegar bem em cima, precisei entrar debaixo de umas pedras, tinha um caminho bem estreito que só passava abaixado, tive que jogar a mochila primeiro na frente e depois passei, enquanto um pessoal do outro lado falava “venha para a luz!!” em espanhol… porque brasileiros mesmo eu encontrei pouquíssimos na viagem toda!!

Atravessei a “minicaverna”, subi mais um pouco, subi uma escada de madeira e cheguei numa pedra que todo mundo senta pra tirar foto. Eu achava que lá em cima seria mais perigoso, mais estreito, sei lá. É bem amplo, dá pra andar bastante! Claro que é um pouco perigoso, por todos os lados se você vacilar, pode cair de lá, eu não sei como alguns pais conseguem ir com crianças, se fosse meu filho ia andar amarrado com uma corda!! Mas enfim, achei que eu ia ficar com medo, mas é tranquilo. Do outro lado (sem sem o lado que a gente vê a cidade de MP pequenininha lá embaixo) eu sentei numa pedra ao lado de uma árvorezinha e fiquei lá uns 40 min.. escrevi no diário, bebi água e fiquei apreciando a vista e curtindo aquele momento!

Depois desci um pouco para a direita e encontrei um caminho para a Gran Caverna, e lembrei muito bem de um relato que li no Mochileiros de uma menina que desceu por esse caminho sem querer e se ferrou, porque depois tinha que subir de volta e ela tava cansada então nem passei perto. Dei a volta numa estradinha de cara pro precipício e cheguei na parte plana onde tem as casinhas, não tinha ninguém lá, tirei umas fotos e fui descendo devagar pela escada. Pra vocês verem como o topo de WP é grande: tem escadas, pedras, partes planas… fui descendo as escadas, me despedi lá de cima e retomei a trila, o pessoal das 10-11h estava subindo, era engraçado descer e encontrar o povo morrendo, perguntando se já estava chegando!

Mas até pra descer cansa, viu… força os joelhos e uma vez eu quase escorreguei, aí comecei a descer com mais cuidado. Cheguei no controle e assinei a saída, era 11:25. Pronto, tinha cumprido o maior desafio da viagem! E agora, vem cá Machu Picchu!!!

Voltei lá pras ruínas pelo lugar que tinha vindo, quer dizer, eu tentei, mas o guardinha mandou eu DESCER e SUBIR de novo por outro lado, para obedecer o fluxo ordenado do caminho… hauihauiah ok, fiz uma cara de cansada e ele disse que não era longe, só alguns minutos… fui lá e cheguei perto da entrada. Tinha combinado de encontrar o pessoal 12h na entrada, isso era 11:35, fui lá e já vi todo mundo na lanchonete. Resolvemos contratar logo um guia porque 2 e meia a gente tinha que descer. Achei um que dizia que falava português… tá, se a gente fala portunhol, ele fala espanguês. Fez por 30 soles para cada (Eu, Jaque e Chicão) porque não conseguimos outras pessoas para o preço baixar, e não queríamos esperar.

Daí a visita demorou 1:30 mais ou menos, ele ia parando nos lugares e explicando, não vou lembrar de tudo agora, mas valeu a pena, só andar por lá sem nenhuma explicação deve ser chato. Queimadas de sol e cansadas, terminamos a visita! Tiramos mais algumas fotos e descemos, fomos para a fila do bus que também estava grandinha, e logo começou uma chuvinha fina… única chuva que peguei na viagem inteira. Pegamos o bus e um guia sentou do meu lado, conversei um pouco com ele.

Ps: eu não falo espanhol, viu! Mas daí vocês podem ver que é fácil se comunicar, eles entendem bem e usando algumas palavras básicas e gesticulando a gente consegue tudo!

Chegamos no ponto do bus, fomos pro hostel pegar a mochila grande, e fomos pra estação… no caminho comprei uma bolsa de 20 soles pra carregar algumas coisas que já não cabiam na mochila. Na estação, comi um misto com limonada (15 soles). Pegamos o trem Peru Rail das 16:22, meu assento estava separado do pessoal, e eu fiquei NO MEIO de um grupo de japoneses da terceira idade. Ouvi japonês as 2h de viagem!!! hahahaha mas eles eram bem divertidos, riam de tudo, o ruim era não entender nenhuma palavra do que eles falavam.

No caminho, pelo lado esquerdo, vimos os montes nevados.. eles de novo! Sempre rondando.. e eu sempre querendo chegar mais perto! Chegamos na estação, escureceu, fomos andando pela rua de Ollantaytambo até o centrinho (é tudo bem perto e pequeno), paramos na esquina e fomos ver um hostel, achamos o La Casa del Abuelo, que ficava mais embaixo, depois da ponte e praticamente ao lado da entrada para as ruínas. Era barato (30 soles), quarto triplo e duplo com banheiro, mas não tinha café. Gostamos bastante de lá, atendimento bom, quarto e banheiro bons, nada a reclamar! Deixamos as coisas lá e fomos jantar.

Depois de comer fomos pro hostel e dormimos!! No dia seguinte iríamos resolver o passeio Maras e Moray e voltar pra Cusco.

Mochilão Peru #Dia 4 – Valle Sagrado

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia de conhecer o famoso Vale Sagrado!

Nos encontramos na frente da agência 8:30, o passeio estava marcado para 9h. Novamente foi com a agência Qoki Inka Travel, custou 20 soles, e nada a reclamar do serviço deles! O guia hoje foi o Perci e era um bus grande em vez do micro. O caminho começa e já é tudo lindo! (eu empolgada :lol: ). Paramos da comunidade de Ccorao, tem um mercado de artesanato… eu reclamava de ter que parar nesses lugares, mas quando entrava, não queria mais sair! Ele nos deu 20 minutos, e eu não consegui passar da quarta lojinha. Mas comprei só uma meia/polaina grossa (s. 10). As camisetas ali eram mais baratas que em Cusco também.

Pegamos a estrada e paramos no Mirador Taray, que tem vista para um povoado embaixo, um rio e ao fundo montanhas nevadas! ::love:: Essas montanhas ‘nos acompanharam’ durante vários dias e eu morrendo de vontade de chegar perto delas… Tiramos algumas fotos ali e seguimos para as ruínas de Pisac. É enorme e lindo! O sol estava bem forte, comprei um chapéu (s. 10). O guia deu 1h ou 1h30 (não lembro direito), só sei que esse tempo acabou super rápido, não deu pra andar nem um terço do lugar. Eu poderia passar o dia inteiro ali! Começou minha paixão pelo Vale Sagrado e seus caminhos ::love:: um dia vou voltar lá pra andar à pé por aquelas estradinhas, parar em cada povoado, dormir ou ficar uns 2 dias… Mas como na primeira vez não conhecemos nada, vamos de tour mesmo! Bora pro ônibus!

Dali paramos em uma loja, o cara explicou como fazem uns pingentes de prata e conchas coloridas que vimos aos montes gente vendendo nas ruas, mas ficamos pouco tempo lá (ainda bem) e fomos para Ollantaytambo, mas no caminho paramos em Urubamba para almoçar. E o rio lindo já está cortando o Vale e a paisagem vai mudando de marrom para verde… Lindo! Paramos no restaurante Yllari (Ou Illary), o buffet era 25 soles e a comida estava boa. Comi macarrão, um pouquinho de arroz, salada e um frango com molho de abacaxi, também tinha sopa, e dividimos uma cola-cola de 1 litro. A sobremesa era incluída também, tinha 4 tipos mas não eram muito gostosas não.

Pouco tempo depois chegamos em Ollantaytambo, um amor de cidadezinha! A rua principal de acesso é bem estreita, de pedra, com as casinhas já com a porta na rua, e na soleira das portas passa um canal de água. Na chegada já tive uma impressão legal da cidade. Descemos do ônibus e na frente do parque arqueológico tem uma feira de artesanato (claro). Mas entramos direto, subimos quase a metade e o guia começou a explicação. Numa das montanhas ele mostrou um rosto, mas eu não consegui ver :| hahaha, mas tudo bem, sou míope, enxergar o rosto já seria demais. Depois subimos mais um pouco, os picos nevados apareciam ao longe, mas agora um pouco mais perto. Tiramos mais fotos, depois demos a volta e descemos por outro lado. Saímos de lá e na feirinha comprei uma bolsinha pequena só pra carregar passaporte, celular e câmera. Ficamos olhando as coisas, e quando saímos, cadê o ônibus? ::putz:: Eu, Jaque e Érika, andamos, procuramos e nada.

Achei que ele provavelmente estaria estacionado em outro lugar, porque ali na frente era pequeno e não cabia os ônibus que toda hora chegavam. Atravessamos a ponte, subimos até a praça, e nada. O Chicão e a Agrael estavam juntos com o grupo, e eles não iriam embora sem a gente. Aliás, nem iam embora de jeito nenhum, porque iríamos ficar ali mesmo e pegar o trem. Fiquei parada perto da pequena ponte, de onde poderia ver se eles passassem, e as meninas foram procurar. 10 minutos depois, achamos \o/ Pegamos a mochila e o povo queria comer. Eu não queria, então eles sentaram num restaurante e eu fui andar. Gostei ainda mais da cidade! Suas ruazinhas estreitas e retas, os cachorros, os senhores e senhoras voltando pra casa no fim de tarde.

Nesse volta passei em frente a um local que alugava bikes (Ollantaytambo Bike malkubenavides@yahoo.com.pe), o cara saiu e me chamou.. entrei lá e ele me explicou os passeios que faz. Me mostrou um mapa enorme da região. Descobri que Ollantaytambo tem muito mais ruínas do que apenas aquela que eu tinha acabado de visitar!! E várias não cobram entrada. Um dos passeios que ele faz, você sobe de carro até Patakancha (4.010 m), fica lá em cima nos montes nevados e desce de bike, passando por algumas ruínas. EU QUEROOOO!! Em grupo ficava 70 soles, e sozinha ficaria 90… claro que ninguém no meu grupo ia querer. E se eu soubesse que Ollanta era tão legal, teria reservado 3 dias pra lá. Fica pra próxima…

Fui numa lan house pra conferir se a reserva com o hostel em Aguas Calientes estava ok. Enviei pra eles o horário do trem e eles iam nos pegar na estação. A internet foi s. 0,50 por 15 min. Voltei pro restaurante e o povo ainda estava comendo. Quando terminaram, passamos numa vendinha para comprar água, gatorade e bolachas. E aí fomos seguindo pela rua que leva à estação, o caminho nem é longo, dá pra ir a pé tranquilo. E aí pensei: eu queria poder ficar mais aqui! Comentei com o povo e a Agrael concordou, Ollantaytambo parecia tão aconchegante e fofa que a gente queria conhecer mais.

Chegamos à estação e pegamos o trem Peru Rail das 18h. Não achei uma viagem confortável não… Chegando lá, muito frio, estava de noite, e o cara do Supertramp Hostel estava esperando. Seguimos ele por uma subida (umas 3 quadras) e chegamos. O quarto era de 10 camas (30 soles) e já tinha uns rapazes lá. Deixamos as mochilas e fomos jantar. Escolhemos a rua mais movimentada e fomos… mas nem deu pra escolher o restaurante, porque logo no primeiro, o garçom estava com uma camisa do Brasil, aí começaram a conversar e já entraram… eu estava fugindo de ficar sentada 1 ou 2h “perdendo tempo” enquanto poderia estar conhecendo a cidade, então saí de novo pra andar sozinha.

Aguas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo, é parecida com Ollantaytambo, só que mais comercial, cheia de restaurantes e farmácias. Bem charmosa, e ao que parece o povo dorme cedo lá. Umas 9 e pouco já não tinha tanto movimento nas ruazinhas. Falei com um peruano garçom de um dos restaurantes, que puxou conversa, viu que eu era do Brasil e já foi falando que adora o Rio de Janeiro, até me mostrou fotos dele lá, e em outras cidades quando ele trabalhou num cruzeiro, isso em 3 min de conversa! huahuhaha Voltei pro restaurante e já tinha chegado a comida, comi um pouco da trucha e pedi um pisco sour pra experimentar, adorei! Depois pagamos e voltamos pro hostel.

Sobre o Supertramp Hostel: o clima é bem legal, tem um bar no terraço, mas tava todo mundo jogado na salinha vendo tv, na internet ou dormindo. Fomos tomar banho – os banheiros estavam molhados e não tem lugar pra você se trocar sem todo mundo ver, tem que ser dentro do box, que é meio escuro e molhado. Os prós: localização ótima, bem pertinho da estação, também não é longe do bus pra Machu Picchu, te busca na estação gratuitamente, serve café a partir das 4:40 da manhã.

Fomos dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar bem cedo PRA IR A MACHU PICCHU!