Mochilão Peru #Dia 3 – Cusco

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Acordamos 7 e meia, tomamos café no hostel e saímos… Eu, Érika e Jaque pra um lado, Chicão e Agrael pra outro. Tínhamos que nos encontrar 1:40 na agência para o passeio City Tour (15 soles). Fomos andando pela Av. El Sol, o objetivo era ir até o Monumento a Pachakutec (a entrada está inclusa no boleto turístico). Passamos pelo Qorikancha, mas como ele estava no roteiro do City Tour, só olhamos por fora e continuamos. Mas pra frente paramos numa doceria pra comer ::love:: (e a gente tinha acabado de tomar café, depois eu não sei porque fiquei doente, saí comendo tudo o que dava vontade…).

Chegamos ao Monumento.. é só seguir reto na av. El Sol, dá pra ver de longe, ele tem 22m de altura, é um “prédio” de 9 níveis que serve de base para a estátua de bronze do Inka Pachakutec de 11m. Dentro, é um museu de história sobre ele, e lá em cima tem uma vista ótima da cidade!

Depois da visita, voltamos pela mesma avenida, já era umas 11 e pouco, o Sol estava bem forte (embora na sombra fizesse frio) e paramos pra almoçar num restaurante pequeno, os pratos eram 12 soles em média. Pedimos 2, achando que a comida ia dar pra nós três… demorou um tempão, e quando veio, era quase nada de comida, e a batata frita encharcada de óleo, um pedaço de frango mal cozido… beliscamos e pagamos logo pra ir embora.

Encontramos o pessoal e o grupo do City Tour às 13:30 na Plaza Regocijo, começou a chuviscar, já apareceram vários vendedores oferecendo capas de chuva… eu não comprei. O ônibus (pequeno) chegou, o guia se apresentou (Oswaldo) e começou a narrar o passeio. A primeira parada é no Qorikancha, onde temos que pagar 10 soles extras, e mostrar o boleto turístico. Lá dentro é muito cheio, vários grupos de turistas, e vamos entrando de templo em templo, e o guia vai explicando. Confesso que não fiquei muito junto pra ouvir, eu me afastava pra tirar fotos, até me perdi deles…

Ficamos 1 hora ou mais lá. A parte de fora é linda mas nem fomos lá ::bad:: depois, pegamos a estrada e começamos a subiiir… chegamos a Saqsaywaman. Achei grande e bem legal, principalmente porque eu ainda não tinha visto o Valle Sagrado e Machu Picchu, então já estava achando tudo impressionante. A maior pedra pesa 70 toneladas. Fica a dúvida de como eles carregaram, montaram tudo com perfeição… o guia deu uma explicação, mas ainda assim todo mundo ficou com aquela cara de “não sei, não…”. O meu pai veio com a teoria de que os incas tiraram o peso do átomo.

Lá tem um morro e uma escada de pedra pra subir, não podia ir até o topo, ficava um guarda lá proibindo, o mesmo acontecia em cima das pedras. E aquelas foram as primeiras escadas de pedra que eu subi no Peru, e já cansei, senti o coração acelerado, isso porque a subida era pequena! Fiquei pensando se eu ia conseguir subir Wayna Picchu. Subi as escadas e cansei bastante… mas é um cansaço que dá logo nos primeiros degraus, o coração acelera, mas você para um pouco, respira, e depois passa. Gostei bastante de lá, é maior do que eu pensava, mas como toda visita em grupo, temos que correr pra não ficar pra trás. O guia falava que quem ficasse ia ser deixado lá de oferenda para os deuses… Ah, em Saqsaywaman é onde se realiza a festa Inti Raymi em 24 de junho. O complexo é enorme, você volta para o ônibus, sobe mais um pouco por uma estrada com eucaliptos do lado, e para em outras ruínas (Q’uenqo), onde entramos pelas pedras, tipo uma caverna, onde eram feitos rituais e sacrifícios (de animais, raramente de humanos, o guia fazia questão de enfatizar, mas a Juanita coitada que o diga, lá em Arequipa).

De volta ao bus e pegamos a estrada de novo, passamos por Puka Pukara e ele disse que não ia dar pra parar lá por causa do tempo… nesse dia me irritei com esses passeios. Se não dá pra fazer porque o passeio só começa 14h? Porque não começa mais cedo ou de manhã? Passamos direto por lá (e lá em Puka Pukara tem uma vista linda, pelo que vi do bus) e paramos mais a frente, em Tambomachay, que eu não achei muita graça não, apesar de ter uma importância histórica grande. Também, já estava escurecendo, não deu pra ver muita coisa. Fizemos uma caminhada de 5 ou 10min, passando por uma mini feira de artesanato, e chegamos onde ficam uma aquedutos e fontes. O nome significa “lugar de descanso”. Foi impossível tirar foto boa lá pois escureceu rápido.

Voltamos para o bus e começamos o caminho de volta, mas paramos numa ruazinha com várias lojas com roupas de alpaca, prata e artesanato. Entramos na loja, tomei um chá de coca e a moça explicou como reconhecer uma peça feita de alpaca verdadeira. Achei legal, porque só pelo toque da pra ver a diferença mesmo! Eu como estava bem mão de vaca nessa viagem não comprei absolutamente nada ::cool:: e fui na loja vizinha dar uma olhada, as camisetas estavam por 18 soles, quase a metade que no centro de Cusco. O Chicão comprou uma bolsa peruana tipo mochila, por 20 soles. Na metade da viagem todo mundo foi comprando suas bolsas também, porque as coisas não cabiam mais nas nossas mochilas.

No caminho passamos ao lado de Saqsaywaman, estava bem bonito tudo iluminado, com umas luzes no chão que refletiam nas enormes pedras. Já em Cusco, eu e as meninas comemos no McDonalds (2 pedaços de frango frito “pollo crujiente” 4,90 soles). Experimentei uns molhos bem apimentados (salsa de aji, aji amarillo e outro que não lembro o nome). Depois, no hostel, peguei as 4 entradas de Machu Picchu, a moça da agência não estava mais lá, mas tinha deixado guardado pra mim num envelope. Eu tinha comprado o meu no site, e os outros 4 com essa moça do Pariwana, por depósito em dólar pelo Western Union. Transferi direto pela internet da minha conta corrente. Foi 68 dólares cada (Machu + Montaña Picchu). E os tickets de trem foram 70 dólares ida e volta.

Quando fui procurar o meu boleto de MP, cadê??? Não achei! ::ahhhh:: Fui com a moça da recepção e ela imprimiu de novo pra mim. Mas atenção: é preciso ter o número da reserva, somente com o nome ou número do passaporte não dá. Peguei as roupas na lavanderia (s. 6) que tinha deixado na noite anterior.

Fim do dia… amanhã teríamos o passeio Vale Sagrado e depois Machu Picchu! ::love::

Conclusão sobre o passeio City Tour (que de city não tem nada): é bem legal, mas corrido! Vale a pena os 15 soles, é bem barato, mas deve valer muito mais fazer isso independente e poder ficar o tempo que quiser em cada lugar. Me arrependi de não ter atravessado a estrada e ido a Puka Pukara quando descemos em Tambomachay, porque tem uma vista bem melhor e ainda por cima é bem na hora do por do sol. É só ficar atento ao seu grupo e ônibus quando for sair pra não ficar pra trás.