Meu intercâmbio e a volta ao Brasil: Aline Meira

Esse é o segundo post sobre pessoas que fizeram intercambio na Irlanda e voltaram ao Brasil. Acho muito legal saber o que o intercambio significou na vida delas e quais as expectativas para o futuro na nossa terra (ou no próximo destino)!

Eu conheci a Aline na minha primeira semana de aula aqui, pois estudamos juntas por alguns dias. E parece que foi ontem que a encontrei na Penneys e ela me disse que estava voltando pro Brasil! Se voces tambem gostam de ler sobre a experiencia de outras pessoas, assim como eu, fiquem com o texto da Aline 🙂

Powerscourt garden

Powerscourt gardens

Aline, 27

Eu fui convidada pela blogueira Bethânia Diniz para contar da minha experiência de intercambio cultural que realizei no periodo de 2014 a 2016 em Dublin,  capital da Irlanda .

Meu nome é Aline Meira eu tenho 27 anos e planejo dar a volta ao mundo. Desde de pequena eu me fascino por outras culturas, nasci em São Paulo e cresci em um bairro de comunidade japonesa chamado Liberdade, dai já vem muito da minha paixão e curiosidade por outras culturas. O intercâmbio na cidade de Dublin me abriu muitos horizontes e me proporcionou experiências impares, das quais jamais esquecerei e levarei por toda vida.

Quando cheguei em Dublin fiquei muito feliz, o meus olhos apreciavam tudo com alegria, nada me era estranho ou de outro mundo, tudo era mágico e curioso, já que aquele intercambio era a realização de mais uma etapa na minha vida. Não conseguia ver as coisas com espanto, acho que esta minha atitude me fez não sentir tão drasticamente o choque cultural. Cheguei com inglês básico, o que me proporcionou mais confiança, pois eu conseguia inicialmente fazer pequenas coisas como ir em mercado e pedir informações basicas sem dificuldade.

Estudei na escola chamada Ned Training Centre no primeiro semestre, da qual tenho boas referências, pois o suporte ofertado foi de acordo com o que eu esperava. A minha evolução com relação a nivéis na escola foi boa, me adaptei facil com os colegas e com a rotina e administração da escola. Os dias em sala de aula foram sem duvida momentos de muito conhecimento e entusiasmo, foi ali que construi bases solidas e amigos para a vida, e acho que isso que é o toque mágico do dia a dia do intercambista: compartilhar ideias , sonhos e realização.

Na ilha da esmeralda, apelido carinhoso da bela Irlanda, eu  trabalhei em diversas areas. Fui au pair, que é a pessoa que cuida de crianças, no meu caso eu era live out, ou seja, não morava com a familia; fui waitress, que é a garçonete, e também trabalhei em duas empresas do ramo industrial. Muitos afirmam ”nossa você trabalhou bastante lá, teve boas oportunidades”. Olha eu prefiro ver tudo pelo lado bom, mas ser estudante, seguir as leis de imigrante não são flores, então é bom ver o lado bom, mas saber que os poréns também existem.

No inicio do ano de 2016 eu tive que tomar uma grande decisão novamente, que era a de voltar para o Brasil ou continuar por mais um ano em Dublin. Embora com muita dúvida e indecisão, no final eu optei, por questões pessoais, voltar para o Brasil. Faz 4 meses que retornei, sou de São Paulo capital e ainda me sinto nostalgica e com muita saudade de Dublin, sabe aquele sentimento de gostaria de estar lá ? Então, tenho ele constantemente.

Mas temos que seguir em frente e acreditar que tudo tem o tempo certo, e como falei quero rodar o mundo, de repente agora é tempo de programar outra temporada em outro pais 😀

Eu voltei dizendo a muitos dos meus amigos que se eu pudesse dar um presente para eles eu com certeza daria um intercâmbio cultural. Eu não só indico como recomendo a todas as pessoas que, se puderem, vivam um intercambio, permita-se conviver com pessoas de outras culturas, com outros costumes, que falam outro idioma, que pensam diferente de você, permita-se ver a vida na expectativa do outro, passar por situações, problemas e aprender a resolver. Sair da zona de conforto é relativo para cada um, mas quando você sai dela você aprende que todos na vida estão buscando algo, igual a você.

Para finalizar, o que mais me acrescentou neste periodo de intercambio não foi somente aprender outro idioma, conhecer outras paises e pessoas. O mais importante foi que aprendi a me conhecer!

Phoenix Park

Phoenix Park

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Um comentário sobre “Meu intercâmbio e a volta ao Brasil: Aline Meira

  1. Me identifiquei bastante com esse post. Fiquei apenas 1 ano na Irlanda, mas consigo ter tbm essa nostalgia. Não foi o meu primeiro intercambio, passei 2 anos nos EUA e essa nostalgia nunca acaba. Ela é crescente e permanente. Voltar para “casa” não é fácil, mas muitas vezes necessário. É uma etapa que precisamos cumprir para chegar ao nosso objetivo que, também, pude me identificar. QUERO RODAR O MUNDO! Bora lá?

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