Roadtrip pela Irlanda e Irlanda do Norte

A melhor forma de conhecer a ilha da Irlanda é com certeza de carro, e alugar um nem sai tão caro. Poder parar em qualquer cidadezinha para conhecer ou fotografar uma paisagem é a melhor coisa da viagem!

Saímos de Dublin numa sexta 13 de junho e passamos por Belfast, na Irlanda do Norte, subimos até o Norte e descemos contornando a costa, voltamos para a Irlanda e passamos por Sligo e Galway. Voltamos para Dublin e no domingo “pegamos” uma praia em Bray e passamos em Wicklow.

guia visual irlanda folha

O carro foi alugado no aeroporto pelo Gustavo para 3 dias, não sei quanto ficou, mas foi com a Budget e dá pra fazer cotações no site. Aliás o aeroporto de Dublin tem várias empresas de aluguel de carro. As estradas são ótimas. Passamos por dois pedágios, um de 1,90 e outro de 2,90. Ao atravessar da Irlanda pra Irlanda do Norte, a única diferença é que as placas de velocidade são em milhas e não em km, porque nem dá pra perceber que você acabou de cruzar uma fronteira.

Preciso dizer que essa viagem não foi planejada! Não fizemos roteiro nenhum, me avisaram no dia anterior, então só pegamos um mapa, o Guia Visual da Irlanda e fomos!

Dia 1

Na sexta-feira de manhã pegamos o ônibus 16 no centro de Dublin (O’Connell Street), custa 3,05 euros e com 40 min chegamos ao aeroporto. Chegando lá, o ônibus para nos terminais 1 e 2, e ali mesmo você já pega uma van da empresa com a qual alugou o carro, eu e o João não sabíamos qual era a empresa mas pegamos o primeiro que apareceu, era da Hertz, e ela nos deixou no estacionamento onde ficam todos os carros separados por empresa. Achamos o nosso carro na Budget, e depois de tudo resolvido, era só começar a viagem!

Drogheda

Drogheda

Com um mapa e o GPS do celular, pegamos a estrada M1 em direção a Belfast. Tem muitas placas no caminho indicando o sentido e a estrada, então é muito difícil se perder. Nossa primeira parada foi em Drogheda, uma cidade pequena onde logo achamos um estacionamento (1,20) e fomos para o centro. Passamos pela St. Peter’s Church e fomos até o Laurence’s Gate, resquício medieval, são duas torres circulares conectadas por uma parede em arco. A cidade era toda murada no séc. XIV. O rio que cruza a cidade é o Boyne, o mesmo de Trim! Ficamos por ali no máximo uma hora.

Victoria Square, em Belfast

Victoria Square, em Belfast

Em Belfast o primeiro a fazer foi achar um estacionamento no centro. Achamos um bem embaixo do shopping Victoria Square, aproveitamos e já almoçamos por ali mesmo. Saindo do centro fomos andando até o Museu do Titanic. O caminho é bem bonito passando pelo porto, mas ao chegar lá só visitamos o hall, a lojinha e a parte de trás onde tem linhas no chão para mostrar o verdadeiro tamanho do Titanic e seus compartimentos. Confesso: não quisemos pagar pra entrar.

Museu do Titanic

Museu do Titanic

Enquanto eu usava o wi-fi no shopping vi alguém comentando no facebook sobre a exposição de Game of Thrones que estava acontecendo bem ali pertinho no Waterford Hall. Fomos pra lá e descobrimos que era de graça! Ficamos na fila mas não demorou nem meia hora. A exposição foi linda! Pudemos sentar no trono de ferro, imagina a felicidade! Eu e o João tiramos muitas fotos lá.

Alguns dos figurinos da Exposição de GoT

Alguns dos figurinos da Exposição de GoT

Meu Trono de Ferro! I'm the Queen! hahaha

Meu Trono de Ferro! I’m the Queen! hahaha

Não conhecemos quase nada de Belfast (mas achamos as pessoas lá mais bonitas em em Dublin), tenho que voltar lá com calma outro dia. Depois fomos seguindo para o norte, em direção à Rope Bridge e Giant’s Causeway, as duas maiores atrações da Irlanda do Norte. O mais legal é que a gente pegava o mapa e escolhia uma estrada ao acaso. Pegamos a M5, que ia beirando o mar, no caminho vimos um castelo, o Carrickfergus Castle. Mas vemos tanto castelos por aqui que já nem é novidade mais! Coisa que a gente só via nas histórias de princesas ou filmes medievais! Muito louco isso.

Já lá em cima do mapa, no norte da Irlanda do Norte, um pouco antes de chegar na tal Calçada do Gigante, passamos por várias cidadezinhas litorâneas, como Glenarm, Cushendall, Ballycastle, Ballintoy… e a estrada fica estreitinha, com uma vista linda do mar! Ao passar por Ballintoy, é só seguir as placas que sempre indicam a Giants Causeway. Mas a primeira parada é a Rope Bridge, uma ponte estreita de corda em cima do mar. Chegamos lá e… estava fechado! Se eu não me engano fechava às 18 ou 19h. Chegamos já umas 20h, e estava super claro porque em junho escurece 22h aqui. O lugar estava vazio mas a gente ainda visitar, só não podia chegar até a ponte.

Mais alguns quilômetros adiante fica a Giants Causeway, ou Calçada do Gigante, que é um lugar lindo cheio de pedras formando uma enorme calçada. A lenda do lugar é bem legal. Mas claro, chegamos fora do horário de visitação. Paramos o carro no estacionamento do lugar e fomos até a beirada, deu pra ter uma ideia da beleza do lugar, mas o tempo estava nublado, e tudo lá estava vazio. Pois é, vou ficar devendo esse passeio, quem sabe logo voltarei lá! Tem vários passeios de um dia que saem aqui em Dublin e passam por esses dois lugares. Custam em média 35 euros.

Já estava ficando tarde e a gente sem libras! Não trocamos nem sacamos dinheiro e resolvemos sair do país de milhas e pounds e voltar para a Irlanda onde nossos euros valem mais! Resolvemos dirigir até a primeira cidade depois da fronteira: Letterkenny.  A última cidade da Irlanda do Norte foi Londonderry, ali compramos alguns lanches num mercado e continuamos a viagem, agora já escuro e a gente com sono e cansados.

Chegamos em Letterkenny já mais ou menos meia noite e fomos procurar um lugar pra dormir. Numa rua (acho que era a principal) vimos 2 hotéis e fomos perguntar o preço do quarto triplo: no primeiro era 120, no segundo era 110. Fomos com o mais barato: Gallagher’s. O quarto era bem bonzinho e o serviço também. Dormi como uma pedra!

Dia 2

Na sexta acordamos às 9h e tomamos café no hotel. Pedimos o tradicional irish breakfast, com ovo, linguiça, feijão etc! Mas também tinham coisas mais “normais” como pães, suco, leite, aveia, cereais. Não estava incluído na diária.

Irish Breakfast

Irish Breakfast

Às 11h saímos de Letterkenny e pegamos a N13 e depois a N15 para Donegal. Outra cidade pequena e charmosa. No centro tem uma praça e o comércio em volta, mas não tem muita coisa. Tem uma igreja e, pra variar, um castelo! Esse é o Donegal Castle, data do séc. XV e é pequeno. Não quisemos fazer o tour guiado, então compramos um café tiramos fotos por ali e voltamos para o carro!

Donegal

Donegal

Em algum lugar do caminho entre Donegal e Galway estávamos na estrada e avistamos um castelo ao longe, à direita. Vamos lá ver? Claro! Desviamos o caminho, até olhei no guia da Irlanda pra descobrir que castelo era aquele, o João olhou no Google, mas nada! Chegando lá perto, uns policiais estavam cuidando de uma ruazinha porque estava tendo uma corrida ali, e muitos corredores passavam cansados pela gente. Povo correndo no meio do nada! Perguntamos sobre o castelo e o guarda disse que é particular, e não podemos chegar perto, mas que a gente podia continuar e estacionar o carro mais pra frente que íamos ter uma vista legal. Assim fomos e que lugar lindo!

O nosso "lugar sem nome"

O nosso “lugar sem nome”

Até hoje não sei o nome! Mas a terra acabava com algumas rochas e o mar logo ali… Ficamos lá um tempo, tirando fotos e especulando sobre a pessoa dona daquele castelo. Cujo quintal é o mar e os cliffs…

O castelo láá no fundo. Não é permitido chegar perto.

O castelo láá no fundo. Não é permitido chegar perto.

Continuamos para o sul e logo chegamos em Sligo, demos uma volta pela cidade mas não paramos. A cidade pareceu menor do que eu esperava! A gente tinha agora um bom caminho pela frente até Galway e queríamos chegar a tempo de ir aos Cliffs of Moher (que ficam a mais ou menos uma hora depois de Galway). Um pouco antes dos Cliffs, demos uma paradinha no Dunguaire Castle. A visita guiada é paga e já estava fechado (só com os portões principais abertos. Continuamos para os Cliffs. Chegamos lá de tarde e o tempo estava ótimo, muito Sol e céu azul! Eu já tinha ido lá mas os meninos não, e me convenceram a ir de novo. Quando eu fui o tempo não estava tão bom, então resolvi ir de novo e tirar fotos melhores! A entrada é 6 por pessoa.

Dunguaire Castle & Cliffs of Moher

Dunguaire Castle & Cliffs of Moher

Ao entrar, pegamos logo o caminho da esquerda, que é para andar literalmente em cima dos Cliffs e na beirada. O outro lado é para ir para a torre, não acho tão legal. Ficamos um tempão andando por lá e tirando fotos, sentando na beiradinha e morrendo de medo! Mas, tudo por boas fotos.

cliffs oh moher

Depois disso, resolvemos voltar pra Galway pra comer. O centro estava bem movimentado, muitos pubs e restaurantes, muita gente na rua (80% mulheres, os meninos adoraram). Jantamos no High Cafe, que tinha pizzas, massas e sanduíches. Comi meia pizza mas ainda estava com come, só que a cozinha fechava às 11, então saímos dali e ainda passamos no McDonalds para uma sobremesa e sorvete.

Queríamos dormir em Dublin pra economizar, e resolvemos voltar, já era quase meia-noite. Chegamos em casa umas 2:30 da manhã. E já era meu aniversário!

Dia 3

Nesse dia não íamos andar muito. Viajar cansa! Saímos de casa umas 11h e o roteiro do dia era Bray e Wicklow. A Ana se juntou à gente e agora éramos em 4. Saindo do centro de Dublin não vimos muitas placas, mas com o GPS deu pra se localizar. O bom é que fomos conhecendo outros bairros mais distantes do centro, mais bonitos e ricos! Chegamos em Bray depois de uns 25 min. A praia é linda! Bem diferente de Howth. Tem muitas pedras e pouca areia, ondas fracas e um mar muito azul. Acho que em julho no dia mais quente do ano dá até pra arriscar um banho lá!

bray

bray-ireland

Bray

Bray

Muitas famílias passeando, quiosques de sorvete, algodão doce, comida e balões. Caminhando até a ponta da praia onde tem uma montanha, começamos a subir, a vista vai ficando cada vez melhor. Ali começam as trilhas que contornam a praia até Greystones, são bem populares com os turistas, qualquer dia coloco meus tênis e vou fazer o caminho todo! Andamos pouco porque era só pra conhecer mesmo e minhas sapatilhas estavam machucando meu pé.

Já eram 13h e fomos procurar um lugar pra comer. Paramos no Star Diner, que tinha também muitas máquinas de apostas e jogos e um cassino. Pedi um combo de double burguer com batata e coca-cola, foi 6,70. Depois de comer e ir ao banheiro, voltamos para o carro e seguimos para Wicklow.

Em Wicklow você pode ir primeiro para a cidade, que é bem pequena, ou para o parque, onde ficam as montanhas, lagos e trilhas. Pegamos o caminho para o National Park, e acabamos chegando em Glendalough. Eu já tinha ouvido falar que lá é lindo! O estacionamento do centro de visitantes é grátis, mas rodamos e nem uma vaguinha disponível. Mais pra frente tem um estacionamento pago (4 euros) mas acabamos preferindo voltar pra entrada e pegar a estrada que passa por dentro do parque.

Logo no começo da estrada tem uma parada bem no meio do vale, com um riacho e muitas pedras, montanhas enormes em volta. Depois de uma parada pra fotos, pegamos uma estrada que corta o parque todo, passa bem no meio do vale. Depois fomos voltando sentido Dublin, no caminho paramos em Blessington para café e sorvete. Em Dublin, rodamos um pouco pra achar o caminho do aeroporto. Ao chegar lá, aquela sensação de “fim de viagem”.

trip-irlanda

Foram 3 dias bem corridos, rodamos uns 1.200 km em dois países.

Mas é incrível como Irlanda e Irlanda do Norte são pequenas. Lógico que poderíamos fazer essa viagem mais umas 5 vezes, cada vez por uma estrada diferente e conhecer outros lugares. Mas é super fácil viajar por aqui: as distâncias são curtas (Dublin a Belfast dá umas 3h), as estradas são ótimas e as paisagens incríveis! Fiquei muito frustrada porque tô sentindo falta de uma câmera. O celular não está mais dando conta e ainda por cima deu algum erro nele e eu perdi muitas fotos legais.

Foi a minha primeira experiência de viagem em cima da hora, sem nenhum roteiro programado! Mas valeu super a pena, a Irlanda é linda, estou cada dia mais impressionada.

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18 comentários sobre “Roadtrip pela Irlanda e Irlanda do Norte

  1. Demais! Adorei o post e fiquei impressionada em como esses dois países são mesmo pequenos! Hahaha. Obs: fiquei com recalque na parte do trono de ferro, sou fanática por GOT! rs Vontade de estar na Irlanda agora, hahaha.
    Vi na internet sobre um passeio que dá pra conhecer os lugares aonde foram gravadas algumas cenas de GOT, você já foi lá (não lembro em qual das duas Irlandas era)?
    Beijo!

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    • Tem um tour com uma agência mas vc tbm pode pegar as coordenadas e ir sozinha caso alugue um carro com os amigos! Eu passei perto de vários lugares mas não parei em nenhum, até porque no carro não era todo mundo tão fã assim, mas por mim eu iria sim!! E ficam todos na Irlanda do Norte.

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    • Oi Bárbara! realmente não sei qual eu gostei mais! hahaha
      Mas pela “paisagem na estrada” achei a Irlanda do Norte mais bonita.
      Mas eu me encanto com qualquer cidadezinha que vejo pela frente!!

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  2. Que legal! Eu fiz uma doideira assim na páscoa…fui up & down por aqui…mas fiz tudo de busão! Foi um corre danado, mas valeu super a pena! Visite Galway, Clare, Cliffs of Moher, Derry, Giants Causeway…já tinha ido a Belfast em outra ocasião..
    Adorei seu blog! Seguindo!

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    • Rick também farei via bus e trem, meu receio é que as estações sejam muito distantes dos pontos turísticos e eu gaste muito com guias locais por isso….

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  3. Pingback: Guia do Intercâmbio na Irlanda | Um Tempo Fora

  4. Cara Bethânia, parabéns pelo blog!
    No mais, você saberia me informar se turista consegue alugar um carro e andar livremente pela Irlanda e pela Irlanda do Norte? Dá para fazer todos os passeios do Game Of Thrones em casal de carro? São acessíveis os lugares? Grata! Grande abraço! Flávia.

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  5. Olá, adorei seu post, estou preparando um tour de 4 dias para a Irlanda e ele me motivou a locar um carro. Em quais cidades vocês ficaram? Quais hoteis?

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    • Nao tem imigracao entre a Irlanda e Irlanda do Norte (indo de carro) entao nao precisa de visto, nem mostrar passaporte, nada. De onibus acredito que nao tenha tambem, mas de vez em quando a policia faz umas rondas e pede o passaporte de alguns, mas estando com o seu visto da Irlanda valido (de turista ou estudante) nao tem problema.

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  6. Olá Bethânia.parabéns pela viagem e pelo book que vc fez para compartilhar conosco.
    Fiquei com uma dúvida..
    Quanto foi o custo total dessa viagem?

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  7. Boa noite Bethania,
    Primeiramente parabéns pelo site. Está me ajudando, e muito!!!

    Sobre aluguel de carro: vamos fazer um passeio pelo interior da Irlanda começando por Dublin, passando por Kilkenny, Cashel, Kinsale, Killarney, Dingle, Galway e volta pra Dublin. Já fiz a reserva do carro. Na ultima e única vez que alugamos um carro foi em Portugal. Lá eles me ofereceram a possibilidade de colocar tipo um sem parar deles, possibilitando passar direto pelos pedágios e pagando com cartão de crédito. Como funciona isso na Irlanda? Os pedágios são cabines iguais as do Brasil? Devo solicitar o “sem parar” na hora da retirada do carro?

    Desde já agradeço a atenção!!! 🙂

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    • Ola Guilherme, aqui tambem tem um dispositivo que vc coloca no carro e vc pode passar no pedagio e ele vai cobrar automaticamente, nao precisando parar pra pagar. Meu namorado tem isso no carro dele e é cobrado no cartao. Mas sinceramente nao sei se todas as empresas que alugam carro fazem isso. Seria melhor perguntar direto na empresa pra ter certeza!

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