Mochilão Peru #Dia 5 – Machu Picchu

Dia 1 (quinta) Atravessando a Fronteira

Dia 2 (sexta) Cusco

Dia 3 (sábado) City Tour em Cusco

Dia 4 (domingo) Valle Sagrado

Dia 5 (segunda) Machu Picchu

Enfim tinha chegado o grande dia, Machu Picchu é o destino mais famoso no Peru, e eu confesso que nunca fui daquelas pessoas que sempre sonharam em conhecer. Na verdade só me interessei no começo desse ano. Só fui ao Peru por causa de Machu Picchu, mas assim que cheguei lá, me encantei pelo país, cada cidade e cada paisagem, tem muito mais coisas que vale a pena visitar, não é só Machu Picchu!

Nesse dia acordamos umas 5h em Aguas Calientes, nos arrumamos rapidinho e fomos fazer o check-out no hostel Supertramp, pagamos, compramos água e tomamos café. A cozinha é super fofa, bem decorada, e tinha um rapaz lá fazendo ovos mexidos para quem quisesse. Eu não quis comer muito então foi só um pão com geléia e um pouco de leite com chocolate.

Saímos e ainda estava escuro, seguimos por uma rua e logo chegamos no ponto do bus para MP, mas a compra do bilhete era mais pra baixo, então fomos até lá (tem vários guardas dando informações e indicando o caminho). Custou 18,50 dólares ida e volta, voltamos pra fila, que já estava enorme, começou a amanhecer e fui vendo melhor a cidade… nisso já eram 6 e pouco. Essa fila fica logo ao lado de uma ponte, o barulho do rio é bem forte. Na mesma quadra tem uns mercadinhos com água, biscoito, luvas, enfim muita coisa e nem é tão diferente o preço, você não precisa comprar as coisas em Ollantaytambo ou em Cusco pra levar.

Os ônibus chegavam um atrás do outro, ficamos uns 20 min na fila. Entramos no ônibus e começou a “viagem”… pegamos uma estradinha e passamos ao lado de um camping, bem na beira do rio, com muitas árvores em volta, deve ser muito legal ficar lá! Bem aos pés de Machu Picchu! Começamos a subida em zigue-zague, a estradinha é bem estreita e em toda curva a gente tinha que parar e esperar outro ônibus passar, ou o contrário, passamos ao lado do precipício… e você não pode reparar nisso pra não ficar com medo.

A subida deve demorar uns 15 min… vamos vendo as montanhas, chegando mais perto das nuvens. Aí o ônibus para na entrada, tem uma lanchonete, guarda-volumes e banheiro, pro lado esquerdo tem o controle de entrada, você mostra o passaporte e o boleto. Eles dão um mapa de lá mas não adianta muito não, é mais para informações sobre os lugares. Ali mesmo já ficam os guias oferecendo seus serviços, como eu ia subir Waynapicchu às 7h nem dava tempo, ficamos de voltar lá depois. Entramos e logo no começo tem aqueeeela visão das ruínas com Waynapicchu ao fundo e as outras montanhas, junto com 2 ou 3 lhamas pastando por ali e completando a foto. Você precisa esperar um pouquinho pra conseguir ficar ali sem muita gente em volta. Tiramos algumas fotos e subimos alguns degraus, quando deu 7 e pouco resolvemos pegar o rumo das nossas respectivas montanhas…

Eu ia pra Waynapicchu (ou Huayna Picchu) e a Erika, Jaque, Chicão e Agrael iam pra Montaña Picchu (que é mais alta). Pra chegar lá precisei atravessar o parque todo praticamente, tem algumas setas brancas no chão indicando o caminho. Eu ia apressada, passei por um funcionário e ele disse “vai com calma, você tem tempo, não se canse…” hahaha e eu “meu deus, já tô cansando, não vou conseguir subir”, porque como eu disse, na altitude os primeiros degraus que você sobe são os que cansam mais, depois vai acostumando. Bom, cheguei lá na entrada (tipo uma cabaninha com um portão), amarrei meu casaco na cintura, na mochila eu carregava um chapéu, água, mapa, 2 bolinhos, uma bolacha salgada e 1 gatorade. Não pode entrar com comida em Machu Picchu, mas como aguentar ficar o dia todo lá sem comer? E a lanchonete da entrada cobra bem caro.

Reparem que faltou uma coisa na minha mochila: protetor solar para o corpo!! Pois é, só depois, de noite, tirei a camiseta e vi uma bela marca vermelha no colo e nos braços. Até minhas mãos ficaram descascando levemente depois.

O sol estava forte, mas ventava, e tinha algumas nuvens por cima das montanhas, mas não muitas. A fila de controle demorou uns 10 min… por ali tinha senhores de mais de 60 anos, família com criança, japoneses super equipados com bastões e câmeras profissionais. Na minha vez de entrar, assinei meus dados num caderno junto com o horário de entrada: 7:49. Segui pela trilha que começava com uma descida… é porque o começo da montanha é mais baixo do que o nível em que a gente estava. As pessoas vão bem distantes umas das outras, eu fui praticamente sozinha sem ninguém perto, só cruzava com o povo de vez em quando. Fiquei uns 10 minutos descendo, e aí começou a subida! Degraus de pedra, alguns bem estreitos, outros bem altos… eu parava várias vezes pra olhar a paisagem, no começo da trilha dava pra ver o rio lá embaixo e os trilhos do trem.

E parava também pra descansar, claro! Nem era tanto as pernas que cansavam, era o fôlego que faltava mesmo, e o coração que acelerava, aí parava pra respirar. Na metade do caminho comi dois bolinhos, fui bebendo água mas não tanto, porque não queria ficar com vontade de ir ao banheiro! Amarrei o cabelo porque estava suando, fui subindo devagar… da metade pro final é o pior! hahaha é uma subida mais íngreme, muitos degraus. Eu cheguei a pensar que não ia conseguir, mas só naquele momento de estar sem fôlego, depois descansava e continuava. Então, mesmo que você seja sedentário, nunca tenha subido uma montanha, você consegue!!

Ao todo demorei 1:20 pra chegar lá em cima. Logo que chega tem tipo um terraço pra apreciar a vista, dá pra sentar, deitar na grama, depois sobe mais, bem lá em cima tem muitas pedras e umas 3 casinhas. O engraçado é que pra chegar bem em cima, precisei entrar debaixo de umas pedras, tinha um caminho bem estreito que só passava abaixado, tive que jogar a mochila primeiro na frente e depois passei, enquanto um pessoal do outro lado falava “venha para a luz!!” em espanhol… porque brasileiros mesmo eu encontrei pouquíssimos na viagem toda!!

Atravessei a “minicaverna”, subi mais um pouco, subi uma escada de madeira e cheguei numa pedra que todo mundo senta pra tirar foto. Eu achava que lá em cima seria mais perigoso, mais estreito, sei lá. É bem amplo, dá pra andar bastante! Claro que é um pouco perigoso, por todos os lados se você vacilar, pode cair de lá, eu não sei como alguns pais conseguem ir com crianças, se fosse meu filho ia andar amarrado com uma corda!! Mas enfim, achei que eu ia ficar com medo, mas é tranquilo. Do outro lado (sem sem o lado que a gente vê a cidade de MP pequenininha lá embaixo) eu sentei numa pedra ao lado de uma árvorezinha e fiquei lá uns 40 min.. escrevi no diário, bebi água e fiquei apreciando a vista e curtindo aquele momento!

Depois desci um pouco para a direita e encontrei um caminho para a Gran Caverna, e lembrei muito bem de um relato que li no Mochileiros de uma menina que desceu por esse caminho sem querer e se ferrou, porque depois tinha que subir de volta e ela tava cansada então nem passei perto. Dei a volta numa estradinha de cara pro precipício e cheguei na parte plana onde tem as casinhas, não tinha ninguém lá, tirei umas fotos e fui descendo devagar pela escada. Pra vocês verem como o topo de WP é grande: tem escadas, pedras, partes planas… fui descendo as escadas, me despedi lá de cima e retomei a trila, o pessoal das 10-11h estava subindo, era engraçado descer e encontrar o povo morrendo, perguntando se já estava chegando!

Mas até pra descer cansa, viu… força os joelhos e uma vez eu quase escorreguei, aí comecei a descer com mais cuidado. Cheguei no controle e assinei a saída, era 11:25. Pronto, tinha cumprido o maior desafio da viagem! E agora, vem cá Machu Picchu!!!

Voltei lá pras ruínas pelo lugar que tinha vindo, quer dizer, eu tentei, mas o guardinha mandou eu DESCER e SUBIR de novo por outro lado, para obedecer o fluxo ordenado do caminho… hauihauiah ok, fiz uma cara de cansada e ele disse que não era longe, só alguns minutos… fui lá e cheguei perto da entrada. Tinha combinado de encontrar o pessoal 12h na entrada, isso era 11:35, fui lá e já vi todo mundo na lanchonete. Resolvemos contratar logo um guia porque 2 e meia a gente tinha que descer. Achei um que dizia que falava português… tá, se a gente fala portunhol, ele fala espanguês. Fez por 30 soles para cada (Eu, Jaque e Chicão) porque não conseguimos outras pessoas para o preço baixar, e não queríamos esperar.

Daí a visita demorou 1:30 mais ou menos, ele ia parando nos lugares e explicando, não vou lembrar de tudo agora, mas valeu a pena, só andar por lá sem nenhuma explicação deve ser chato. Queimadas de sol e cansadas, terminamos a visita! Tiramos mais algumas fotos e descemos, fomos para a fila do bus que também estava grandinha, e logo começou uma chuvinha fina… única chuva que peguei na viagem inteira. Pegamos o bus e um guia sentou do meu lado, conversei um pouco com ele.

Ps: eu não falo espanhol, viu! Mas daí vocês podem ver que é fácil se comunicar, eles entendem bem e usando algumas palavras básicas e gesticulando a gente consegue tudo!

Chegamos no ponto do bus, fomos pro hostel pegar a mochila grande, e fomos pra estação… no caminho comprei uma bolsa de 20 soles pra carregar algumas coisas que já não cabiam na mochila. Na estação, comi um misto com limonada (15 soles). Pegamos o trem Peru Rail das 16:22, meu assento estava separado do pessoal, e eu fiquei NO MEIO de um grupo de japoneses da terceira idade. Ouvi japonês as 2h de viagem!!! hahahaha mas eles eram bem divertidos, riam de tudo, o ruim era não entender nenhuma palavra do que eles falavam.

No caminho, pelo lado esquerdo, vimos os montes nevados.. eles de novo! Sempre rondando.. e eu sempre querendo chegar mais perto! Chegamos na estação, escureceu, fomos andando pela rua de Ollantaytambo até o centrinho (é tudo bem perto e pequeno), paramos na esquina e fomos ver um hostel, achamos o La Casa del Abuelo, que ficava mais embaixo, depois da ponte e praticamente ao lado da entrada para as ruínas. Era barato (30 soles), quarto triplo e duplo com banheiro, mas não tinha café. Gostamos bastante de lá, atendimento bom, quarto e banheiro bons, nada a reclamar! Deixamos as coisas lá e fomos jantar.

Depois de comer fomos pro hostel e dormimos!! No dia seguinte iríamos resolver o passeio Maras e Moray e voltar pra Cusco.

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11 comentários sobre “Mochilão Peru #Dia 5 – Machu Picchu

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  5. Adorei, seu relato foi muito proveitoso. Agora tenho consciência que preciso entrar em forma antes de me aventurar. Só fiquei em dúvidas sobre o perigo, pois pensei me ir com meu filho de 8 anos.

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  6. Pingback: Mochilão Peru #Dias 11 e 12 – o fim da viagem! | Um Tempo Fora

  7. Óla..

    Em primeiro lugar queria agradecer a Bethânia por compartilhar sua viagem conosco . Eu sou do Peru e pessoalmente diria que Machu Picchu é hoje em dia considerada uma das maravilhas do mundo e visitar este lugar mágico é sem dúvida uma das melhores experiências que um viajante pode ter.

    Assim, eu recomendo a todos os viajantes conhecer meu país!

    Parabéns pelo excelente blog…

    Abraços. Paulo.

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  8. Oi Bethânia,
    Seu post apareceu na internet pra mim quando procurava informações sobre a agencia de Viagem Qori inka travel, com o Elias. Você realmente fez passeios usando os serviços deles?
    Estou buscando informações. São de confiança?
    Aguardo seu retorno.
    Att.

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