Mochilão Peru Dia #1 – Atravessando a fronteira

Começa hoje uma série Diário de Viagem, na qual vou relatar dia a dia uma viagem, com fotos e informações sobre os lugares e preços. E a primeira série é sobre o Peru, em uma viagem de 13 dias, toda feita via terrestre, em agosto de 2013, saindo de Porto Velho-RO e passando pelo Acre.

Neste primeiro dia de viagem, saímos de Porto Velho e chegamos em Rio Branco com um ônibus da Real Norte. Pegamos um táxi (éramos em 5 pessoas) até a fronteira, de lá uma van até a cidade de Puerto Maldonado, e de lá um ônibus a Cusco, onde chegamos no dia seguinte.

Dia 1 (quinta)

Chegamos em Rio Branco às 4:30 da manhã. Fomos ao banheiro (R$0,90) e fomos ver um táxi até Assis Brasil. A ideia inicial era ir de ônibus que sai às 6h, mas como chegamos muito cedo, achamos que o táxi seria uma boa pra adiantar. Tinha vários taxistas lá na mesma cooperativa e ofereceram 60,00 por pessoa (era 75,00). Combinamos com o seu Luiz, que tinha um carro grande pra caber nós 5 e as mochilas, e fomos. Às 6h paramos em Capixaba para tomar café. Tomei um café com leite e uma tapioca.

Estrada do Pacífico

Chegando em Assis Brasil, era umas 10h, paramos na PF (na verdade você não entra na cidade, apenas passa do lado), carimbamos o passaporte, depois ele andou mais um pouco até Iñapari, na frente da aduana…. e quis nos cobrar 70 reais!! Ficamos muito p…. logo no começo da viagem querem nos roubar, e ainda um brasileiro ¬¬ por isso NÃO PEGUEM táxi com o sr. Luiz e não recomendo nenhum dos que ficam na rodoviária nova, da Acre Táxi (uniforme azul). Caso for pegar, combinem BEM o valor antes.

Passamos na aduana do Peru e logo na frente dela, do outro lado da rua, tem a banca da Tuka para trocar soles, o câmbio para dólar estava 2,75 e para real 1,20. Foi a melhor cotação da viagem para real. Já o dólar, melhor trocar em Cusco e Arequipa. Trocamos um pouco só para as despesas iniciais. Ps: a Tuka é brasileira!

Na frente da aduana já tinha uma van lotação enchendo para Puerto Maldonado. O preço era s.35 por pessoa. Pegamos essa e fomos no fundão…. ô van desconfortável. Mas tudo bem, achamos que a viagem seria umas 2h…. gente, eu não tinha me atentado a esse trecho da viagem e achei que seria rápido, mas não chegava nunca! Dormi, acordei com o pescoço doendo, um calor do cão, e não chegava… acho que durou umas 4h.

 

Enfim chegamos a Puerto Maldonado. Só o que eu vi foi: calor e poeira! Não vi nada de bonito nessa cidade, mas também não passeei, então não sei o que tem lá. Me pareceu com todas as cidades de fronteira. A van parou numa rua do centro, pedimos para ir até o terminal e ele cobrou mais s.3 de cada. No terminal fomos ao banheiro (s.0,50) e perguntamos sobre algum restaurante pra almoçar. Lá no terminal não tinha sequer uma banquinha com água pra comprar. Mal saímos 3 quadras do terminal e quase fomos assaltados!

A Agrael estava andando com uma bolsinha transversal, uma moto passou do lado e o motoqueiro agarrou a mão na bolsa e tentou levar, mas ela puxou e ele não conseguiu. Gritamos e vaiamos o cara e ele seguiu correndo com a moto. Ufa…

Achamos um restaurante: o Gi & Mi, entramos, sentamos e o cara já veio servindo uma sopa. A gente ainda estava meio perdido, não sabia como pedir, não sabia falar nada em espanhol… Eu presumi que aquele seria tipo um menu turístico, com entrada e prato principal. Tomamos a sopa, estava boa (ou era a gente que estava morrendo de fome) e depois veio um prato com muito arroz e feijão, uma tirinha de carne, uma mandioca e um pouco de salada. E uma jarra de “jugo de cevada” que parece um chá. Isso tudo era s.4 por pessoa. Ou seja, menos de R$ 3,50!

Voltamos pro terminal… o ônibus para Cusco só sairia de noite. Tomamos banho (s. 2,50) e fomos comer num dos bares da frente. Tomamos cusqueña (s. 6 a garrafa), inca kola pra experimentar (dooooce) e a janta era arroz, banana frita, frango frito e salada, por s.5. A coca-cola de 600ml era s. 2,50.

Os ônibus saem por volta de 8 e 8h30. Os preços variam de 40 a 100 soles. Aqui começamos a nos acostumar a pagar a taxa dos terminais, que sempre é separado da passagem, e custa entre s. 1,30 e 2,00. Pegamos o Los Chankas, por s. 40. Tinha cobertor, mas lá dentro fazia um calor danado, não consegui dormir, mal sabia que seria assim quase a viagem toda!!

No próximo post: a chegada em Cusco e os primeiros passeios pela cidade.

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9 comentários sobre “Mochilão Peru Dia #1 – Atravessando a fronteira

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