Comunidade de São Sebastião – Porto Velho, RO

Na Páscoa desse ano, atravessei o Rio Madeira e fui conhecer a Comunidade de São Sebastião, à margem esquerda do rio. Eu não gosto muito de barcos (tenho um pouco de medo de rios e mares), mas como estava com bastante gente, esqueci um pouco o medo e foi divertido!

O objetivo era fazer uma apresentação de uma peça infantil: Psiu, o Quarteto Vem Aí! do grupo O Imaginário. Para chegar é simples: ir até o Porto do Cai N’água, que é bem pertinho do centro da cidade, e lá pegar um dos vários barquinhos que ficam fazendo a travessia. O preço, se não me engano, é 5 reais a ida e 5 a volta. Nesse porto tem o Mercado do Peixe. Quando eu fui, estava um pouco bagunçado, pois o rio estava bem cheio e invadindo a rua, tinha umas madeiras improvisando uma ponte pra gente chegar até os barquinhos. Clique aqui para ver as fotos do Porto!

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Chegamos e ficamos esperando ainda uns 10 minutos até combinarmos com um dos barqueiros a travessia de todo mundo. Depois fizemos 2 viagens pra atravessar. Queria muito lembrar como é a denominação desses barcos (parecem voadeiras), mas esqueci! Enfim,subimos no barquinho, colocamos os coletes e fomos. O barco vai bem rápido e a gente se molha um pouco. Depois de alguns minutos já estávamos do outro lado do Rio Madeira.

Comunidade de São Sebastião

A comunidade ribeirinha tem aproximadamente 70 famílias vivendo lá. Não tem ruas e nem muros nas casas. O lugar transmite uma paz! Só que essa paz está ameaçada, com a cheia do rio e os banzeiros (as “ondas” que se formam e vão desbarrancando as beiradas de terra”), além, é claro, da construção da Usina Hidrelétrica logo ali perto. No dia anterior um pedaço do piso de um bar tinha caído, com a força das água, e o local tinha sido interditado. A senhor Rosaura, dona do bar, até chorou contando pra gente que agora ela não tem como ganhar dinheiro e sua casa também está em perigo. Aliás, a comunidade toda corre risco, pois há várias casas e até a igreja perto da margem.

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Na comunidade você pode almoçar num dos restaurantes na beira do rio, papear com os moradores, passear pelas trilhas e pela margem do rio, tem muitas árvores e sombra. São todos bem simpáticos, o único problema era esse que citei, gostaria de voltar lá em breve pra ver como as coisas estão! Depois da apresentação, distribuímos doces pras crianças e voltamos.

Achei uma alternativa bem legal pra quem está visitando Porto Velho e quer comer um peixe com uma bela vista do Rio Madeira: do lado da cidade, você vai em lugares “arrumados” e caros; do lado da comunidade, você estará num lugar mais simples, muito mais barato e com o bônus de estar numa verdadeira comunidade ribeirinha, que vai te receber bem. Lá não tem estrutura turística, os bares são frequentados pelos moradores mesmo, mas é uma visita muito legal.

Mais fotos:

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